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14 de Novembro Dia Mundial do Diabetes

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"Tenho Diabetes Tipo 1 , escrevi minha própria história e constitui minha família. Nada nesta vida nos impossibilita de alcançarmos nossos objetivos, ainda que tenhamos que adaptá-los a nossa realidade, seja ela qual for."
Eu sou Kath Diabética Tipo I, tenho diabetes há 9 anos e 10 meses,uso bomba de insulina, casada com o Anderson, mãe do Davi, sou formada, tenho um emprego, exerço minhas inúmeras funções sociais, tenho informações sobre o diabetes, as utilizo e mesmo diante da loucura que é a vida, quem controla o DIABETES sou EU. Há coisas que só nós podemos fazer, mesmo que cercados de pessoas que nos amam!
14 de Novembro Dia Mundial do Diabetes
BLOG DIABETES E VOCÊ, pela maternidade de mulheres com diabetes.
http://diabetesevoce.blogspot.com.br/
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#maternidadediabetica



Tenho diabetes tipo 1 e sou pai!

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Olá, me chamo Daniel Ramalho, moro no Rio de Janeiro, tenho 42 anos de idade, 8 anos de diabetes tipo 1, sou casado com uma argentina que me atura há 7 anos e há 5 meses me tornei o papai com diabetes mais babão do mundo (risos). 

Quando me perguntam o que eu faço da vida, costumo dizer que definir minha profissão é algo que merece um estudo que ainda não tive tempo de fazer, justamente por me dedicar a muitas coisas! Hahaha! 

Formalmente, sou um dos diretores de uma escola há 19 anos e para a maioria, essa é a minha profissão: empresário e administrador escolar. É inegável que essa é minha atividade principal, pois é de onde vem meu sustento, mas não posso deixar de agregar, sempre que me perguntam, que também sou compositor, ator, escritor, professor, pedagogo, jornalista, blogueiro, surfista, bodyboarder, comunicador de uma forma geral e tem muito mais rótulos para mim, pois realmente eu não paro quieto e recentemente adicionei o que eu mais gosto: pai!

Sobre o tratamento do diabetes, posso dizer que me dou bem com minhas rotinas. Desde o diagnóstico utilizo as insulinas NPH e Asparte (Novorapid), com seringas e canetas. Nunca havia sentido necessidade de mudá-las, pois os exercícios físicos e uma boa dieta sempre foram grandes aliados de meu tratamento, mas com uma antiga lesão na perna que voltou a incomodar há um ano, diminui meu ritmo e frequência de treinos, o que acabou complicando para manter os níveis glicêmicos satisfatórios na maior parte do tempo. Acabei ganhando indesejáveis 6 quilinhos.

Quanto ao peso, estou melhorando minha dieta e fazendo os exercícios com maior frequência e cuidado, mas no tocante à insulina, confesso que estou estudando a possibilidade com o meu médico de mudar para a Lantus. O custo do tratamento ainda é um fator que pesa bastante nessa decisão, mas ter uma maior estabilidade da glicemia nos dias em que não posso fazer exercício, é algo bem tentador e que devo decidir logo para evitar qualquer tipo de complicação do diabetes. Até agora não tive nenhuma e espero não ter.

Receber o diagnóstico de DM1 aos 34 anos (eu já estava praticamente fora do que se considera normal para a manifestação do tipo 1) não foi nada agradável, mas tampouco baixei minha cabeça. 

A primeira reação foi de incredulidade, preferia pensar que havia algum erro no exame e no mesmo dia consegui ser atendido por um médico. Procurei qualquer um, tal era a minha ansiedade para saber se era verdade ou não (risos). Eu sabia que era, mas precisava que um profissional me dissesse. E ele, um médico muito figura, me disse sorrindo, quase debochando, pois eu mesmo estava fazendo graça com a situação, que era verdade.

Aceitei! Não tinha o que fazer mesmo... Imediatamente pedi que me passasse todos os exames que pudesse para fazer, pois se houvesse algo mais, aquela era a hora de saber e enfrentar. Foram quase 100 exames! Hahaha!

Só consegui ser atendido por um endocrinologista 3 semanas depois e esse foi o tempo que aproveitei para a maioria dos exames solicitados pelo outro doutor. A vantagem de toda essa demora é que eu já cheguei ao consultório do especialista conhecendo a doença, pois “devorei” todas as fontes de informações sobre diabetes que pudesse ler nesse tempo, além de já levar dados importantes dos exames como já saber que era tipo 1, já estar monitorando a glicemia com o glicosímetro, levar anotações detalhadas das glicemias de vários dias e em várias situações e momentos diferentes desses dias, já ter voltado a uma rotina de exercícios físicos, enfim, eu não iria me entregar fácil e o endócrino encorajou minha atitude.

Precisava seguir nessa pegada, mas então, 3 dias antes de completar um mês do diagnóstico e 1 semana após a primeira consulta com o endocrinologista, veio um divórcio e as coisas se complicaram bastante. Com todo o estresse que envolve esse tipo de situação, conheci o que chamo de “gangorra glicêmica”: quando por mais que você esteja fazendo tudo corretamente, sua glicemia torna-se praticamente imprevisível e incontrolável.

Naquele momento conheci a rebeldia, a revolta e o medo que todos diziam rondar o diabetes.

Foram mais um dois meses até que conseguisse começar a estabilizar minha vida e minha glicemia novamente, mas foram dois meses de muita luta, persistência, autoconhecimento, frustrações, dor e tudo isso sem deixar de acreditar que a felicidade sempre seria a minha maior meta. Foi isso que me deu força. Foi a crença de que a vida estava me batendo naquele momento para que eu fosse mais feliz no futuro, que me fez levantar novamente.

Apostei, corri atrás e consegui: 3 meses após um diagnóstico de uma doença crônica seguido de um divórcio, eu estava de pé novamente, havia descoberto forças em meu próprio coração que até então desconhecia e já estava pronto para a reconstrução de sonhos, mas com um elemento a mais, o cuidado com o diabetes.

Assim foi o meu diagnóstico, cheio de altos e baixos, mas marcado por uma característica minha que já conhecia, porém nunca havia me dado conta: a resiliência, a capacidade de reagir perante situações adversas e superá-las. Tenho muito orgulho desse momento e de outras situações que poderiam ter me deixado acomodado na posição de vítima da vida, mas que preferi reagir e superar os desafios.

A partir daí, desenvolvi uma ótima relação com meu endocrinologista, com muita conversa e troca de informações. Manter a glicemia controlada diante disso, desse envolvimento entre médico e paciente, torna-se muito mais prazeroso e eficaz no tratamento. Não, não é fácil, mas fica menos complicado. Ainda assim convivo com todas as dificuldades que qualquer DM convive: hipos e hipers estão sempre nos fazendo uma visitinha, aliás hoje tive uma hipo noturna (risos).

Com minha atual esposa a coisa funciona muito bem. Desde que a conheci, ela sabe de minha condição, quando ainda nem estávamos juntos. Ela me alerta nas horas em que tenho meus deslizes (quem não os têm?), está sempre lembrando dos horários da insulina quando me esqueço, adere à minha alimentação em casa... Ela é muito tranquila, já conhece bem o diabetes, pois já lhe dei várias aulas (risos) e me ajuda bastante no tratamento. 

Meus maiores medos se referem às hipos noturnas, mas já a instruí como proceder caso ocorra um desmaio ou algo assim. Normalmente acordo e nunca tive grandes problemas além da fome insaciável (risos). Me cuido também objetivando evitar complicações, pois ficaria muito triste em dificultar minha prática esportiva e locomoção.

Atualmente comenta-se um pouco mais, mas ainda não o suficiente, sobre uma das coisas que considero mais tristes no diabetes: a maior possibilidade de desenvolver uma depressão. Poucos são os que realmente entendem o que é esse quadro e a maioria não dá a devida importância. Muitos cuidam apenas da parte corporal, mas a mente merece uma atenção urgente. 

É muito comum nos depararmos com pessoas que convivem com o diabetes em situações muito tristes na questão do ânimo de viver e de lutar. Infelizmente vejo que ceder à revolta é um caminho muito mais frequente para os DMs do que a vontade de aceitar o diagnóstico e se aliar ao tratamento. Ainda há muita resistência a buscar-se a ajuda de um psicólogo, o que, para mim, é lamentável. Informar-se bastante sobre o diabetes e um ter apoio psicológico de um profissional, pelo menos nos primeiros meses de diagnóstico, são partes importantes do tratamento que com frequência são esquecidas. Depressão é coisa séria e merece ser tratada como tal.

Eu me protejo, faço minhas atividades físicas que ajudam no equilíbrio da química corporal e aumentam a sensação de felicidade, escolho boas leituras para cuidar de minhas glicemias e injetar minha dose diária de alto astral na mente, quer dizer: se alguma deprê se aproximar, eu chuto ela pra longe (risos)!



No início de 2014, como forma de aprender mais e melhorar meu tratamento, passei a frequentar grupos sobre diabetes no Facebook. Gostei muito da experiência e procurei algum que se dedicasse à importância dos esportes no tratamento do diabetes, pois, como filho de ex-professor de educação física, desde criança sou praticante e um grande entusiasta das atividades esportivas, principalmente das radicais e as que me colocam em contato com paisagens naturais.




Não encontrei e, notando que muitos curtiam o que eu postava e comentava, resolvi criar um que abordasse essa relação: surgiu o DIABETES ESPORTE & NATUREZA.

A recepção foi ótima, em pouco tempo já tínhamos um número expressivo de membros no grupo e surgiu então a ideia de colocar alguns de meus talentos para fazer um trabalho bacana com todos: daí nasceu o vídeo NÓS PODEMOS TUDO, lançado no Dia Mundial do Diabetes de 2014, com música, texto, narração, direção, edição minhas e a participação de vários membros do DEN. Quem se interessar e quiser ver o vídeo, que já foi apresentado até em um Festival de Curta Metragens em Porto Alegre em 2014, é só clicar no link:


O DIABETES ESPORTE E NATUREZA não parou de crescer, ganhou blog, em seguida a página no Facebook e a cada dia mais me aprimoro na tarefa de levar um pouco de ânimo, informação e bom astral a quem precisa se levantar e cuidar de sua saúde. Estudo muito para isso.

Com o crescimento da página, acabei optando por fechar o grupo onde tudo começou, pois, com tanto trabalho, seria irresponsável de minha parte deixá-lo aberto sem uma moderação à altura, principalmente com tantos profetas da cura inexistente andando por aí.
Atualmente estamos presentes no Blog www.diabetesesporteenaturezacom.br, Facebook, Instagram, Twitter e Youtube, sempre levando uma mensagem positiva que a cada dia considero ganhar em qualidade, sobre tudo a partir do início de minha pós-graduação, que agora termino, em Psicologia Positiva e Coaching.


Vejo no trabalho realizado em grupos e blogs um grande incentivador e esclarecedor daqueles que tem dificuldade em lidar com a disfunção. São muitas as abordagens e enfoques dos vários blogueiros envolvidos nessa missão e sempre há uma página com a qual qualquer pessoa que queira buscar informações e apoio irá se identificar. O melhor de tudo é que na maioria das vezes, tanto grupos como blogs são criados e administrados por pacientes ou familiares que cuidam de pacientes, colocando em pauta o que há de mais íntimo e importante para a vida de quem tem diabetes: suas dificuldades, dilemas, dúvidas, curiosidades, revoltas, superações, opções de tratamento, situações divertidas, enfim, uma enorme variedade de opções de temas, todos em torno do DM, que dificilmente serão discutidos em consultórios médicos, obviamente, sempre deixando claro que toda e qualquer prescrição ou mudança no tratamento deve ser feita por médicos habilitados e presencialmente. 

O papel do blogueiro, falando resumidamente, é fazer essa ponte entre o tratamento prescrito pelo médico e outros profissionais da saúde e a realidade vivida pelo paciente, tendo em vista que no diabetes, o que funciona com um, não necessariamente funcionará com outra pessoa da mesma forma, tornando-se a informação e interação com outras pessoas com diabetes, fator importantíssimo no avanço do autoconhecimento e na busca de um tratamento adequado a cada pessoa.

Voltando ao papel de minha família em meu tratamento, sempre contei com o apoio de minha esposa, pais, sobrinho (que também é DM1, mas desde os 7 anos) entre outros. Tudo torna-se mais fácil quando sua base familiar é composta por pessoas que entendem sua situação, mas, repito, nunca é fácil e o maior desafio estou enfrentando agora: a paternidade, super planejada, mas que sempre reserva muitas surpresas.

Considero o papel do pai menos complicado do que o da mãe em vários aspectos, mas nem por isso as coisas são fáceis para nós. Quando colocamos o elemento diabetes nesse meio, aí o papel feminino complica ainda mais. Nutro uma enorme admiração pelas mães DMs e as mães pâncreas. São tarefas complicadíssimas lidar com os altos e baixos de uma gravidez com diabetes, bem como merece aplausos a mãe que enfrenta a difícil tarefa de cuidar de seus Docinhos, lidando com questões tão complexas, para cuidar de um corpo que não é o seu, tendo que, muitas vezes, tentar “adivinhar” o que está acontecendo com seus filhos por eles não saberem se expressar como um adultos.

A gravidez de minha esposa foi muito tranquila em comparação a muitas outras que conheço. Conseguimos, com certa facilidade, lidar com minhas rotinas e poucos foram os sustos com a bebê ainda no ventre, portanto, as “gangorras glicêmicas” não se fizeram muito presentes nesse momento... pelo menos não com a gravidez como motivo (risos). 

Talvez minha maior preocupação tenha sido justamente a de minha esposa desenvolver uma DM gestacional, o que, ainda bem, jamais nem chegou perto de acontecer, ficando o maior estresse para o momento do nascimento: devido a uma preeclampsia o parto foi adiantado em 18 dias e só ficamos sabendo disso poucas horas antes do nascimento. Vocês podem imaginar a correria e o receio de que a bebê entrasse em sofrimento, não é? Minhas glicemias devem ter ficado uma loucura, pois a adrenalina era tanta que nem me lembro delas. Hahaha!

Como pai e DM1 posso dizer que no início, como tudo na vida, foi uma questão de adaptação. O ponto mais complicado, que é a amamentação, fica a cargo da mãe. Adaptar nossos horários aos dela foi difícil, mas um grande prazer que só me afetou mais a glicemia nos primeiros dias por conta das noites em claro. A felicidade era tanta que por vezes esqueci de tomar minha insulina, mas nada que não pudesse contornar. Gosto de fazer parte de tudo, de cada momento e para mim não tem esse papo de homem não fazer isso ou aquilo: quem está na chuva é para se molhar (risos) e não teria o direito nem a cara de pau de jogar tudo na mão da mãe: acordo no meio da noite, faço dormir de novo, se tem que trocar fralda é comigo mesmo, preparo e dou mamadeira, banho... Só não corto as unhas de minha pequenina porque tenho um medo danado de, com minha habilidade manual e miopia, arrancar parte de seu dedinho (risos).

A coisa só veio a complicar bastante há umas três semanas: terminou a licença-maternidade de minha esposa e com sua volta ao trabalho houve a necessidade de reformularmos nossa vida. Por um lado passei a ganhar mais tempo com minha filha, o que não tem preço, pois minha esposa sai mais cedo para trabalhar e eu fiquei com as tarefas de complementar a amamentação com a mamadeira, prepará-la e levá-la para a creche/berçário, que é a uma quadra do meu trabalho. Eu também a busco e levo para casa, com isso sobra pouco tempo para a tarefa que considero das mais importantes do tratamento: os exercícios físicos.

Ainda estamos nos organizando, mas a verdade é que tem sido bem difícil manter uma disciplina de atividades esportivas com essa mudança em minha vida, em alguns momentos por falta de horário e outras pelo cansaço. Essa situação se complica um pouco mais com o fato de estar fazendo duas monografias para pós-graduações que estou terminando, além do trabalho com o blog DIABETES ESPORTE & NATUREZA. Haja gerenciamento de tempo nessa vida! Hahahaha!

Hoje mesmo está sendo bastante complicado, pois tive uma hipo noturna na última madrugada e logo cedo pela manhã, minha pequena Maria Luz resolveu que não dormiria mais (risos). Estou me sentindo um zumbi no trabalho, pois costumo ter dificuldade para dormir após as hipos noturnas e, com isso, as glicemias de hoje também não estão nada animadoras. Mas é como disse anteriormente, como tudo na vida, precisamos estar em constante adaptação às novidades. O que importa é que estou podendo exercer meu papel de pai por mais tempo do que esperava e estou amando tudo isso (risos).

Sendo DM1, tenho sim o medo de que minha filha, ou outro que também planejamos para daqui a algum tempo, também venham a ter diabetes. Converso bastante com a pediatra dela sobre isso e tomamos todos os cuidados na observação de possíveis sintomas. Se tiver que vir, virá, pois o tipo 1 não se pode evitar, mas confesso que rezo todos os dias para que isso não aconteça, e se aparecer, que possamos agir com rapidez para evitar mais problemas.

Em 2002 perdi um irmão por complicações do diabetes e tenho também um sobrinho (nada pequeno, pois tem a minha idade) DM1 desde os 7 anos. A família também suspeita que um de meus avós tenha falecido em 1959 por complicações de um diabetes não diagnosticado, pois não costumava consultar médicos. Com esse histórico familiar, é impossível não temer, mas se a vida quiser nos impor mais esse desafio, o encararemos como todos os problemas: com força, garra, vontade de perseverar, jamais permitindo que o desânimo nos abale a ponto de nos paralisar. Superação acima de tudo! 

Já me acostumei a falar com minha filhinha enquanto tomo minha insulina, mostrar a ela a seringa como se já falasse e entendesse. Hahaha! E o pior é que ela me dá toda a atenção! Hahaha! Um dia ela poderá cuidar de mim, pois farei questão de ensinar tudo sobre minha disfunção. Será um reforço e tanto para o meu tratamento. Será não, é! Ao vê-la nascer ganhei a maior motivação para me cuidar cada dia melhor: poder ver minha bebê crescer e participar de sua vida o máximo de tempo que a minha saúde me permitir. Minha pequena valente, já encarou suas seringas também com as necessárias vacinações pela qual passam os bebês. Em algumas ela nem chorou e acredito que vem aí uma grande guerreira para me ensinar ainda mais! 

Seria leviano de minha parte dizer que gosto de ter diabetes. Não... Definitivamente não! Tampouco posso dizer que odeio tudo o que veio com o diabetes. Se seringas, agulhadas, furadas nos dedos e momentos de fome em que temos que ser fortes às vezes nos tiram do sério, há, por outro lado, o orgulho da superação diária, as lições de persistência e força, as pessoas melhores que, se permitirmos, aflorarão para contrabalancear aquilo que nos aflige.

Considero-me uma pessoa muito mais madura, forte, persistente e vitoriosa depois do diagnóstico, mas isso só foi possível porque a vida me apresentou duas opções: sofrer de diabetes ou viver com diabetes. Eu escolhi a segunda opção, pois não há nada nessa vida que não possamos fazer se seguirmos nossas responsabilidades.

Aceitemos todos a nossa condição, convivamos em paz com ela, cuidemos de nossa saúde e jamais deixemos que alguém nos diga que não podemos isso ou aquilo. NÓS PODEMOS TUDO! Basta que nos informemos e façamos nossa programação. 

Quando fui diagnosticado e comecei meu divórcio, pensei que a vida houvesse se fechado para mim e que nunca mais me recuperaria. Não só me recuperei como conquistei coisas que jamais imaginaria que conseguiria.


Não permitam que alguém diga que vocês não podem isso ou aquilo por terem diabetes. As limitações só existem em nossas mentes se permitimos que elas ali façam morada. Libertem-se, bem como a seus sonhos, através da informação sobre nossa enfermidade e do autoconhecimento.

Existe uma linda vida esperando a cada um de nós, mas ela só se apresentará quando nos comprometermos em aceitar que os espinhos fazem parte da caminhada e que a felicidade é o caminho.


 


Um grande abraço,
DANIEL RAMALHO
DIABETES ESPORTE & NATUREZA

Foi durante minha primeira gestação que descobri o DM1

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Olá!

Me chamo Gleiciane, tenho 26 anos e sou diabética tipo 1 fez 5 anos agora dia 11/10/2016. Sou casada com o pai dos meus dois filhos há 7 anos, mas namoramos desde os meus 12 anos.

Uso as insulinas NPH e Regular desde sempre, com as benditas seringas.rsrs

Descobri o Diabetes na gravidez do meu primeiro filho, João. Eu estava de 4 meses, havia emagrecido muito, bebia muita água, comia muito, mas até aí, achei que era da própria gravidez. Até que numa consulta do pré -natal eu não consegui nem conversar com o obstetra, de tanta falta de ar. Era cetoacidose diabética...

Primeiro contato com a doença foi este, 4 dias na UTI e mais 3 no hospital...Foi um susto! Mas em nenhum momento achei que iria morrer, meu medo era perder meu bebê...

Graças a Deus segui firme na gravidez, com controle exemplar, minha glicada de 12% foi para 6,5% no final da gestação. E ele nasceu, lindo com 38 semanas de parto normal, teve insuficiência placentária e nasceu com 1,770 kgs, mas segundo o endocrinologista, nada disso foi por causa da Diabetes. 

8 meses de gestação
Hoje, com quase 5 anos de idade é um menino lindo e amoroso!

Fiz o pré-natal pelo SUS, e o parto  na época, o endocrinologista achou melhor fazer uma cesárea, pois poderia descontrolar a Diabetes, marquei a cesárea para sexta feira dia 17/02/2012. Mas acabei sentindo as dores do parto antes e no dia 15/02/2012 quarta feira, João nasceu, o ganhei numa clínica particular aqui na minha cidade mesmo.

O atendimento obstétrico da minha cidade não é bom, na época do meu menino, meu obstetra só fazia partos aqui mesmo. E como não era muito entendida do diabetes, não vi problema em ganhar ali, hoje sei que necessitamos de um hospital com UTINeo para possíveis eventualidades.

Desde o nascimento do meu filho, aquela história bom controle desabou, minhas tarefas diárias, mãe, trabalho e Diabetes não se entendiam, e não consegui mais controlar a doença, minha glicada chegou a 14%.

E no meio desse turbilhão de glicemias descontroladas, descobrimos que íamos ter outro bebezinho. Meu Deus, e agora??? Pensei tanta coisa, tantos medos, por mais que eu cuidasse da glicemia para mantê-la estável, meu corpo ainda sofria por tantas hiperglicemias e por uma glicada que insistia em não baixar o tanto que precisava.

No começo, não estava aceitando bem a gravidez, não queria outro filho, não foi planejado, mas veio, eu tinha que cuidar. Passei a comer certinho, e cuidar da glicemia novamente. Meu bebê merecia aquilo de mim, no mínimo.

Fiz todos as ultrassons, descobri que era uma menina perfeita, um pouco grande pra idade gestacional, mas nada grave. Mantive meu emprego, estava tudo bem. 

Últimos dias de gestação


Até que com 6 meses senti muita dor na lombar, o que achei que era um aborto, mas graças a Deus não era. Eram meus rins, tive uma grave infecção que atingiu meus rins e eu fiquei 7 dias no hospital, 7 longos dias. Depois de todo o cuidado, deu tudo certo, voltei pra casa, continuei meu trabalho ( sou empregada doméstica), e segui as muitas restrições que me foram passadas.

Com 34 semanas me afastei pois minha barriga tava muito grande, e com 35 semanas e 6 dias Alice veio ao mundo! No dia 17/12/2015 com 50 cm e 3,515 kgs. Parto normal. Linda, forte, sem nenhum quadro de hipoglicemia, sem nenhuma imperfeição, agarrou o peito já nas primeiras horas. Linda!

Alice com 5 dias de vida

Pesquisei muito sobre gestação e diabetes, mais que na gravidez do meu filho onde lá eu só seguia ordens médicas, na gravidez da Alice me preocupei até com o hospital que ela nasceria. O pré- natal fiz aqui na minha cidade mesmo, Sombrio/SC, e o parto optei por fazer em Tubarão/ SC, uns 100 kms daqui. Era o hospital mais próximo com UTINeo natal,morria de medo da Alice nascer com complicações.

Amamentei durante 3 meses e isso ajudou muito na glicemia, o controle era fácil de fazer, o organismo ajudava muito. Com 3 meses tive que parar com a amamentação exclusiva pois voltei a trabalhar, e de lá pra cá o controle tem sido instável.

Alice
Engordei 14 kgs e perdi 13kgs  já no segundo mês dela, peso não foi nenhum problema pra mim. Atualmente ela tem 10 meses, é uma bebê linda e muito esperta, que claramente não sofreu em nada por a mamãe aqui ser Diabética!

Com meus filhos na barriga meu controle era impecável, sem eles aqui dentro, acabo cometendo deslizes como qualquer diabético mortal.

Alice e João
Minha família pouco entende da doença ainda, tudo depende de mim, do meu controle, eles apenas observam. Cobro um pouco deles esta questão de interesse quanto ao diabetes... E assim vamos seguindo!

Agradeço muito a Deus por meus filhos terem nascido saudáveis, mas confesso que tinha muitos medos, muitos mesmo. Era cada coisa que eu pesquisava na internet que estava quase enlouquecendo. Mas Deus reservou o melhor pra mim, e se posso dizer algo pra vocês tentantes é:

“ Não desistam, planejem-se,  dêem o melhor de si em suas gestaçôes que o bebê desejado por  vocês vai nascer perfeito, lindo e saudável!
O Diabetes não me atrapalhou em nada, pelo contrário,me fez dar o melhor de mim para meus filhos, mesmo com eventuais deslizes quanto ao controle glicêmico.
Boa sorte pra vocês que tentam se tornarem mães e obrigada Kath pela oportunidade de contar minha história! Grande abraço pra vocês Doçuras .”

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a revisão de bula da insulina degludeca Tresiba para crianças

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Insulina Tresiba® é aprovada para tratamento do diabetes tipo 1 em crianças a partir de um ano
 
Anvisa aprova atualização de bula de insulina de ação ultra longa após publicação de estudo que comprova segurança e eficácia do medicamento em crianças com diabetes a partir de um ano de idade
 
São Paulo, 30 de agosto de 2016 – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a revisão de bula da insulina degludeca Tresiba® e, agora, o medicamento pode ser administrado em crianças com diabetes tipo 1 a partir de um ano de idade. A atualização representa uma nova opção de tratamento, já que todas as outras opções de análogos de insulina basal disponíveis no mercado são indicadas para crianças com pelo menos dois anos de idade. Tresiba® é fabricada pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk
A revisão da bula aconteceu após a publicação de um estudo1 no periódico científico “Pediatric Diabetes”, que comprovou a eficácia e segurança da administração do medicamento em crianças a partir de 1 ano. O estudo também mostrou que Tresiba® contribuiu para a redução dos índices de hemoglobina glicada e dos episódios gerais de hipoglicemia.
Segundo o endocrinologista Fabiano Griciunas, Gerente Médico da Novo Nordisk, a revisão é uma conquista para os pacientes. “Essa nova opção de tratamento do diabetes tipo 1 em crianças pode proporcionar mais praticidade e qualidade de vida ao paciente e aos familiares, ajudando também na adesão ao tratamento”, afirma o médico.
Disponível no Brasil desde 2014, a insulina degludeca tem como principal característica sua ação ultra longa, que assegura a liberação contínua da insulina por mais de 42 horas no organismo. Com isso, não há necessidade de um horário fixo para a aplicação, oferecendo mais flexibilidade à rotina da pessoa com diabetes, sem que haja comprometimento do resultado do tratamento e sem aumentar o risco de hipoglicemias.
 
Tratamento do diabetes em crianças ainda é desafio para os pais
Os tipos de diabetes mais comuns são o tipo 1 e o 2. No tipo 1, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. No tipo 2, o organismo produz insulina, mas as células são resistentes à sua ação. Em crianças, o tipo mais comum é o 1, sendo essa a doença crônica que mais atinge crianças em países em desenvolvimento2. Levantamentos feitos pela Organização Mundial da Saúde apontam que, na década de 90, uma em cada 15 mil crianças tinha a doença. Agora, a proporção é de uma para cada 8 mil.
Crianças com diabetes precisam cuidar da alimentação e ter seus níveis de glicose checados várias vezes ao dia. Esse controle é ainda maior em crianças pequenas, que necessitam de longas noites de sono e cujos hábitos alimentares ainda estão em formação.
Devido à sua ação ultra longa, Tresiba®, que tem duração de mais de 42 horas no organismo após a aplicação, prolonga o efeito de redução do açúcar no sangue. Esse efeito de longa duração é muito importante para os pais, que podem ficar mais tranquilos durante a noite, por exemplo, já que há menos riscos de crise de hipoglicemia. “Os eventos de hipoglicemia que ocorrem durante a noite, na hora do sono, são particularmente preocupantes porque os pacientes podem não identificar os sintomas e, com isso, serem incapazes de mudar o quadro por conta própria. Por isso, insulinas de ação ultra longa são importantes ferramentas no combate a esse problema”, explica Dr. Fabiano.
 
 
Sobre Tresiba®
Tresiba® (insulina degludeca) é uma insulina basal de aplicação diária com ação ultra longa de mais de 42 horas.3,4 É importante que as pessoas com diabetes tipo 1 e 2 estabeleçam uma rotina de tratamento. A regularidade nos horários de administração da insulina é de extrema importância para o tratamento do diabetes tipo 1 e 2. Quando a administração no horário estabelecido não for possível, Tresiba® irá permitir flexibilidade à rotina.3,5,6 Tresiba® recebeu sua primeira aprovação regulatória em setembro de 2012 e, desde então, foi aprovada em mais de 60 países. Tresiba® foi lançada no Brasil em 2014 e tem indicação aprovada pela Anvisa para tratamento de diabetes mellitus tipo 1 e 2.


Sobre a Novo Nordisk
A Novo Nordisk é uma empresa global de saúde com mais de 90 anos de inovação e liderança no tratamento do diabetes. Sua trajetória deu à companhia a experiência e a capacidade necessárias para ajudar pessoas com outras condições crônicas sérias, como hemofilia, distúrbios do crescimento e obesidade. Sediada na Dinamarca, a Novo Nordisk emprega aproximadamente 42.300 pessoas em 75 países e comercializa seus produtos em mais de 180 mercados. Para mais informações, visite www.novonordisk.com.br, Facebook, Twitter, LinkedIn, YouTube.

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Referências

¹ Thalange N, Deeb L, Iotova V, Kawamura T, Klingensmith G, Philotheou A, Silverstein J, Tumini S, Ocampo Francisco A-M, Kinduryte O, Danne T. Insulin degludec in combination with bolus insulin aspart is safe and effective in children and adolescents with type 1 diabetes. Pediatric Diabetes 2015: 16: 164–176.
2 Dannem T, Kinduryte O. What is so different about diabetes in children?. Diabetes Voice 2007: 52: 16-19
3 EMA. Tresiba® summary of product characteristics. Available at: http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/EPAR_-_Product_Information/human/002498/WC500138940.pdf Last accessed: June 2016.
4 Haahr H, Heise T. A review of the pharmacological properties of insulin degludec and their clinical relevance. Clinical Pharmacokinetics. 2014; 53:787-800.
5 Meneghini L, Atkin SL, Gough SC, et al. The efficacy and safety of insulin degludec given in variable once-daily dosing intervals compared with insulin glargine and insulin degludec dosed at the same time daily: a 26-week, randomized, open-label, parallel-group, treat-to-target trial in individuals with type 2 diabetes. Diabetes Care. 2013; 36:858-864.
6 Mathieu C, Hollander P, Miranda-Palma B, et al. Efficacy and safety of insulin degludec in a flexible dosing regimen vs insulin glargine in patients with type 1 diabetes (BEGIN: Flex T1): a 26-week randomized, treat-to-target trial with a 26-week extension. The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 2013; 98:1154-1162.

Sobre a adesão ao tratamento

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Até 51% dos pacientes não fazem o tratamento corretamente após a consulta com o médico, o que acarreta num ciclo de doença e um colapso no setor da saúde

Quem nunca deixou de completar os dias de antibiótico, a pomada nas manchas, o comprimido da alergia, que atire a primeira pedra. Mas infelizmente, essas atitudes, aparentemente inofensivas, podem ser fatais em muitos casos.

Mas, “se eu já estou me sentindo melhor”, tudo bem não acabar a cartela do remédio, né? Não. Para o Dr. Otavio Berwanger, Cardiologista e Diretor do Instituto de Pesquisa do HCor, a falta de adesão ao tratamento vem se tornando um problema de calamidade, tanto para o paciente, quanto para o setor da saúde. “O médico examina, diagnostica e prescreve o tratamento adequado para sanar o problema, seja uma doença isolada ou crônica. Não seguir a receita coloca o paciente em perigo, pois, ele não completará o ciclo do tratamento e voltará ao PS ou ao consultório para uma nova avaliação do mesmo problema, o que também prejudica o funcionalismo do setor”.

No caso das doenças cardíacas, que matam 300 mil pessoas por ano no Brasil, a falta de adesão ao tratamento multiplica o risco de um segundo evento ou morte, em 1,4 dos pacientes que não seguem a medicação corretamente, de acordo com o estudo realizado pelo Professor Nicolas Danchin, de Paris, e exposto no American Heart Association, em 2015. “Esse paciente deve fazer um tratamento contínuo por, no mínimo, 12 meses, pois a chance de um segundo evento é de 20-30% nesse período. Mas isso não acontece.

Os motivos da falta de adesão são diversos: só tomam a medicação na crise; medicamento caro; esquecimento; falta de disciplina para administrar mais de uma droga. Mas esse problema precisa ser resolvido.

Dr. Otavio conta que os médicos estão preocupados e dispostos a mudar esse cenário. “Temos nos reunido para debater esse assunto e buscar soluções para o problema, mas o fato é que isso precisa ser trabalhado em todas as etapas, desde a consulta inicial com o médico”.

Cerca de 51% dos pacientes não fazem o tratamento corretamente após a consulta. Os médicos dizem que a cada três receitas, pelo menos uma não é sequer aviada. E, se essa receita possuir mais de três medicamentos, menos de 50% dos remédios serão, de fato, comprados, e que apenas 15% dos pacientes permanecem to­mando o medicamento ao longo de um ano.

O cardiologista dá uma dica. “Adesão ao tratamento é como qualquer outro compromisso. Você acorda e vai trabalhar; você está de dieta e não come doce; vai prestar vestibular e estuda. Um pouco de disciplina ajuda a qualquer pessoa”.

E para facilitar, algumas opções, como aplicativos de celular estão disponíveis. Eles possuem agenda de consulta, alertas para lembrar a hora da medicação e até para beber mais água.

“Estamos usando diversos artifícios e aproveitando cada oportunidade para mostrar a importância da adesão ao tratamento. Os pacientes, mesmo crônicos, podem ter mais qualidade de vida e segurança se seguirem corretamente as indicações de seus médicos”, conclui o Dr. Otavio.

APP Adesão Faz Bem
O aplicativo é uma ferramenta que tem o objetivo de cuidar da saúde e manter uma boa qualidade de vida de maneira divertida e leve. Com competições divertidas, ele possibilita unir a família e os amigos, propondo desafios que valem o primeiro lugar no ranking! Além de você poder acompanhar o desempenho de cada participante do time. O app também tem em suas funcionalidades agenda de consulta, alarme para medicamento, lembretes para bebida e alimentação.

Fonte: AstraZeneca; Dr. Otavio Berwanger; Le Figaro.fr; Brasil Saúde 247.

Sem planejamento, porém muito amada e agora muito bem tratada. Esta é a gestação do Davi

1 comentários |
Bom dia!

Me chamo Lindiane, tenho 22 anos, tenho DM1 há 6 anos,usava insulinas NPH e Regular. 


Nunca fui uma pessoa disciplina com minha diabetes. Sempre fui de extravagância, e quando digo isso não exagero, ficava dois dias sem tomar insulina, comia como uma pessoa sem DM1, até pior. 

Era muito fast-food, muitos doces... 

E assim foi meu controle durante todos esses anos, cheguei a ter glicada de 13%!! 

Sempre pensava: "Há, amanhã eu começo a me cuidar." E esse tal amanhã, nunca chegava.

Minha menstruação sempre foi desregulada. Namorando há mais de 2 anos, não tomava anticoncepcional, e não usava preservativo. Resolvi fazer um teste apenas por que estava com dor nos seios. E claro positivo. Estava grávida de mais de mais ou menos 6 semanas. Então podem imaginar como minha vida mudou. 




Comecei a fazer dieta rigorosa, toda terça no médico. Ainda sim não estava controlando. 

Fiquei internada durante 15 dias para controle.Passei a usar no lugar da Insulina Regular a Lispro (Humalog), meus controles melhoraram muito com esta mudança. Sem doses de correção,já que todas as terças estou no medico e ele tem acompanhado de perto meus controles , fazendo as devidas mudanças nas dosagens quando necessário.

Estou agora com 24 semanas, graças a Deus está correndo tudo bem. Mas vivo no limite. Em tudo.

Não foi uma gravidez planejada. Se tivesse planejado não haveria tantos contratempos e preocupações. Todos na minha família estão amando a ideia de ter um bebe em casa e me apoiam muito, meu noivo adorou a ideia da paternidade.

Faço tratamento no hospital das clínicas, tenho convênio, mas não troco nunca o HC por qualquer outro hospital. Sou muito bem atendida e muito bem tratada. Amo me consultar lá!!

Por isso digo e repito não deixem para se cuidar de última hora. O meu médico disse que mais 50% da população feminina com DM1 tem glicada acima de 9%, e é muito comum acontecer o que aconteceu comigo.  

Graças a Deus a Medicina anda bem avançada, faço muitos exames, estou me cuidando bastante e está correndo tudo bem, não estão tirando a possibilidade de parto normal, se não fosse pelas preocupações da DM1 e de certa forma a falta de planejamento, seria a gravidez mas tranquila que já vi. Não tenho nem enjoos...Graças a Deus!

Esqueci de mencionar, teremos um menino que se chamará Davi.

Peguei o resultado da minha glicada estava em 6,4% foi a melhor notícia que eu podia receber. Meu bebê atualmente está com 600gr e quase 30cm. Estou muito feliz com tudo que me vem acontecendo e por ver que meu esforço está valendo a pena!! Estamos lutando por um parto normal e se Deus quiser tudo dara certo!!!

É possível sim uma gravidez de DM1 sem riscos. Se cuidem, se amem!! Beijinhos fiquem com Deus.