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A fé e a informação guiaram o meu caminho

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Oie!

Sou Aline, tenho 21 anos, fui diagnosticada com DM1 há 12 anos, meu tratamento é com as Insulinas Lantus e Novorapid + contagem de carboidratos. Vou lhes falar sobre minha história com o diabetes e gestação.

Casei-me e sempre quisermos sermos pais, porém não fui autorizada pelo meu médico a engravidar, porque minha glicada estava em 13% e segundo ele seria impossível eu segurar o feto no ventre. Acredito que ele não estava errado de me informar sobre a realidade dos riscos do diabetes descompensado e gestação, mas acho que ele foi insensível nas palavras e forma de se colocar.

Aos 19 anos, mesmo diante das impossibilidades resolvi crer, assumir as responsabilidades e engravidar. Pois bem, um mês depois que o medico me disse isso, engravidei (parece que Deus queria dizer ao medico que Ele é o médico dos médicos).

Com o meu histórico, ouvi dos médicos que teria um aborto ou o bebê teria má formação. A mim só cabia crer e me cuidar, meu filho já havia sido concebido e eu faria o melhor por ele. Fiz todo o meu acompanhamento no plano de saúde e no início da gestação tomei medicamentos para segurá-lo. Foram meses certa que Deus não nos abandonaria, mas foi um caminho de solidão, as pessoas não criam em minha gestação, me senti muito sozinha...




Aos 6 meses fiz ultrassom e vi que meu bebê era perfeito, todos os órgãos funcionando perfeitamente. Quando eu estava de 7 meses minha pressão começou desestabilizar, por precaução com 34 semanas o médico resolveu interromper a gestação.

Fui internada e preparada para o parto, porém tive que aguardar 24 horas para que um leito na UTI Neonatal fosse liberado, já que meu bebe seria prematuro e provavelmente necessitaria de um. Foram horas tensas, meu corpo não suportava mais toda aquela situação.·.

Quando me levaram para a sala de parto, soube que não estava no tempo certo de jejum para tomar a anestesia, mas mesmo assim resolveram aplicar... Ah! Chega uma hora que você nem mais questiona, só pensa em ter a cria nos braços...

A partir dali começou um calvário, eles não conseguiam cortar a minha barriga, quando cortaram não conseguiam tirar o bebê de dentro... Imaginem a tensão e eu presenciando tudo aquilo e temendo por meu filho. Quando finalmente conseguiram tira-lo, o bebê não chorou, não respirou, estava completamente roxo.

Foi um desespero...

A pediatra e uma enfermeira fizeram os procedimentos para reanimá-lo varias e varias vezes e ele não reagia, não respirava, porém o coração batia. Até que a pediatra desistiu, se afastou, balançou a cabeça e disse "VIXI!". Nessa hora, eu só chorava me desesperei e então resolvi orar! Naquele silêncio terrível que estava na sala de parto, eu orei falando "Meu Deus! O Senhor permitiu que eu viesse até aqui pra perder meu filho agora? Eu NÃO aceito!” Quando terminei de orar, o Gabriel respirou!

Gabriel Henrique nasceu no dia 19/11/2015, de 34 semanas, 44 cm e 2.735kgs. Nasceu gordo pra idade gestacional, por causa da diabetes, mas isso foi muito bom, porque ele não precisou ficar internado pra pegar peso.

Por fim, ele nem precisou ir pra UTI, ficou num lugar menos intensivo e em 2 dias já estava fora da incubadora e ficou mais 3 dias internado apenas tomando banho de luz.

Era certeza absoluta que ele nasceria com hipoglicemia, mas a glicemia dele não alterou em nenhum momento.


Durante a gestação eu comecei fazer a contagem de carboidratos, a glicada no fim da gestação estava em 7%. Não foi fácil... A pressão psicológica era demais, me cobrava,chorava em cada HIPER, ninguém acreditava que pudesse dar certo, nem mesmo minha família.

Mas Deus mostrou sua infinita bondade e o seu nome foi glorificado por meio da vida do Gabriel.

Engordei 12kgs na gravidez e após 10 meses dele ter nascido eu já tinha perdido 20kgs.

Amamento até hoje, sem complementação de outros leites. Hoje ele tem 1 ano e 7 meses, pegou gripe 2 vezes e otite 2 vezes, é extremamente saudável e inteligente, nunca aparentou ser prematuro.


Tive depressão pós - parto, até o terceiro mês foi tudo muito difícil e eu só voltei a minha sã consciência após o décimo mês.

Não tive o apoio de ninguém neste período, na verdade acho que ninguém nem notou. As pessoas são muito alheias umas as outras. Não tive animo de nada, não pensava em nada, não fazia nada, além de cuidar do meu filho. Não passava nem uma vassoura no chão, mal escovava os dentes e tomava banho, não penteava os cabelos. Queria somente cuidar e ficar com ele, sentia uma necessidade gigantesca de ficar simplesmente sozinha com a minha cria.


Como eu sou uma pessoa que busco me informar muito, a certa altura eu comecei a perceber que estava com sintomas da depressão e depois de uma conversa com meu marido, fui me forçando a fazer as atividades que não fazia e eram primordiais no meu dia a dia.

Na medida do possível meu marido tentava me ajudar, mas no fundo pouco sabia o que fazer diante de tudo o que estava nos acontecendo, sei que com o passar dos meses fui me conscientizando e melhorando. Foram dias estranhos ,mas que muito me ensinaram.

Um fato que cabe ressaltar é que Gabriel era um bebe extremamente chorão, já não sabia mais o que fazer,pesquisei e vi que ele se enquadrava  no bebê high need, foi ai que com informações fui administrando esta questão, acho que vale a leitura (fica a dica).

Sou dona de casa, mas digo que conciliar o diabetes, casa e filho não tem sido fácil, logo no inicio a glicada voltou à casa dos 12%, depois 13% e agora está em 10%.

Se me perguntarem se eu aconselho a engravidarem como e,u com descontrole,não aconselho, acho que todo o estresse e pressão deve-se a isso, neste sentido afetou em meu psicológico, mas de forma inexplicável eu tinha certeza que no meu caso daria tudo certo.



Pretendo engravidar novamente daqui algum tempo, mas não farei novamente com a glicada tão alta e nem recomendo que façam o que eu fiz.

Minha mensagem para as mães que desejam engravidar é...


SIM! É possível termos filhos e filhos saudáveis! Não deixem que a doença (e médicos) matem seus sonhos, não permitam serem derrotadas por isso. Porque existe nos céus um Deus que tudo pode, o Deus do impossível, o Deus que abriu o mar, parou o sol e sim, me deu um filho lindo, saudável e perfeito, mesmo que prematuro com 34 semanas. Basta crer! Tenham fé!

Para quem deseja, segue o link do depoimento da minha gestação
(http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2015/11/foi-com-muito-esforco-e-coragem-que.html)

De repente descubro: Grávida de 4 meses, sem planejamento e cuidado...Como foi minha gestação? Acompanhem!

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Há tempos planejo contar a minha experiência com a maternidade, resisti por não achar que servisse de exemplo, mas como nem tudo na vida é pensado e planejado hoje resolvi escrever.

Fui diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 25 anos de idade, a forma foi bem traumática, fui direto para o coma diabético por cetoacidose, isso tudo me despertou um senso de responsabilidade que eu nem sabia existir em mim. 

Resolvi conviver da melhor forma possível com a minha nova companheira inseparável (Diabetes) e seguir o primeiro e mais valioso conselho que recebi de uma médica ainda durante a minha internação, ela disse para eu me informar sobre a minha doença e que isso faria toda a diferença em minha vida.

Quando sai de lá busquei seguir esse conselho à risca, busquei sites, li tudo o que havia disponível na época, fui a congressos da ADJ e tudo mais, e em um desses congressos assisti a uma palestra que falava sobre diabetes e gravidez, não me lembro o nome da palestrante, mas lembro bem das informações, ela mostrou dados e disse que gravidez segura em DM1 era quase utopia, que era preciso 3 anos de um bom controle para ter uma gestação segura , falou dos riscos de má formação, de morte súbita, do alto índice de morbidade para mãe e filho e me deixou muito assustada, decidi que não correr esse risco e ponto final. Muito tempo antes descobri ter SOP (síndrome do ovário policístico) e prolactinemia (excesso de produção do hormônio Prolactina), dois problemas que comprometem a fertilidade, estava decidido, apesar do grande desejo de ser mãe que esse era um sonho impossível. 

Segui a vida, em 2009 conheci o homem que seria o meu companheiro pra vida, numa conversa franca e um tanto difícil, lhe expliquei que não queria ter filhos pois os riscos e as dificuldades seriam grandes, apesar de muito apaixonada o deixei livre para escolher outra pessoa, caso seu desejo de ser pai fosse prioridade.Ele disse que esta decisão cabia a mim e que apoiaria. Nos casamos em 2012 e em 2014 voltei a tomar o medicamento para a prolactinemia, até então tomava anticoncepcional, mas vez ou outra esquecia de tomar a pílula, um pouco da falta de assiduidade se dava por saber que com a prolactina em níveis altos impede a ovulação. 

Bem, em agosto/2014 voltei a tomar o medicamento, até aí sem novidades, mas eis que em Janeiro de 2015 notei algumas diferenças em meu corpo, marquei consulta com minha ginecologista, que sempre me incentivou a ter um bebê, dizendo que muitas diabéticas têm filhos saudáveis e tal,não desconfiei de nada, fui porque já estava na hora de fazer os exames periódicos.

Enfim no dia da consulta me olhando no espelho achei a cintura menos evidente, pensei: 

-Será? Mas relaxei, acabei de me arrumar e fui. 

Chegando lá, durante o exame, ela novamente me perguntou se eu não teria mesmo filhos, e disse que eu sentiria falta quando estivesse com uns 45 ou 50 anos, eu brinquei:

-Ah, doutora aí já será tarde!

 Ela acabou de me examinar e disse:

-Você está grávida!!!

Fiquei assustadíssima!Como??? Não senti nada, e a glicada estava em 8,7%...Como???Se eu não tinha feito nada do que era preciso para ter uma gestação segura?Com 12 anos de DM1 com um controle um tanto aquém do ideal??? 

A médica ainda ressaltou:

-Você deve estar de uns 4 meses!!

 Me senti uma inconsequente...

Quis contar primeiro para o meu marido, que ficou radiante com a novidade. Isso tudo numa sexta-feira, na segunda fiz um ultrassom, 20 semanas de gestação, um menino, um misto de alegria e preocupação...Como eu poderia estar grávida de 5 meses e não ter desconfiado e não ter sentido nada????

Um pouco de tranquilidade por que estava tudo bem com o pequeno, meu filhote apesar de toda a falta de cuidados crescia bem e saudável segundo o médico que fez essa primeira ultrassonografia. 

Voltei uma 1 semana depois com a ginecologista que me avisou que não estava familiarizada com gestação de diabética, procurei um especialista em gestação de alto-risco do convênio e no posto de saúde, já que meu convênio estava iniciando e eu não teria assistência para o parto.

Iniciou-se uma vida de ainda mais dextros, cuidado redobrado com alimentação, tensão e felicidade sem limites. Minha endócrino avisou que poderia continuar com o tratamento com Lantus e Novorapid, mas que nos hospitais o protocolo era NPH e Regular e por isso achou melhor voltar pra NPH e manter a Novorapid já que se eu precisasse de atendimento de urgência seria este o procedimento nos hospitais. Muitas hipos noturnas, um susto ou outro e a barriga crescendo, um sentimento de estar completa, de nunca mais estar sozinha, uma amor que crescia, um amor sem explicação, um amor que justificava todos os cuidados. Afinal estava ali, dentro de mim a prova de que o diabetes não poderia me impedir de realizar nenhum sonho. Todo esforço seria recompensado no dia que eu pudesse ver aquele rostinho sonhado.


Com 27 semanas veio um descontrole nos dextros e em uma consulta com a médica do posto ela me encaminhou para o hospital para fazer um perfil glicêmico, no hospital veio a informação que teria que ficar internada por 24h e a descoberta do motivo do descontrole, uma infecção urinária.Foram 5 dias de internação, sai mais tranquila e com a glicemia mais controlada. Exames e mais exames, tudo ia bem comigo e com bebê, mínimo de 8 dextros por dia, lanche ás 3h da madrugada para evitar hipo, alimentação leve de 3 em 3 horas, caminhadas leves e cuidado para não ganhar muito peso. 




E assim seguia...

Minha endócrino é a favor de antecipar o parto, pois segundo ela o ambiente de alto risco de uma mãe diabética não é bom para o bebê, para ela a partir das 36 semanas qualquer hora pode ser a hora. O médico do convênio agendou o parto para 38 semanas e 4 dias.

Com 36 semanas e 4 dias nova consulta com a obstetra do posto que disse estar tudo bem com o bebê e comigo, que ele estava encaixado e tudo indicava que poderia até nascer de parto normal, mas pediu que eu fosse ao hospital fazer acompanhamento, chegando lá o obstetra de plantão achou melhor me internar para acompanhar a glicemia e o desenvolvimento do bebê, isso em uma quinta-feira, na sexta o Dr José Luiz me avaliou, aproveitei para pedir que ele fizesse o parto logo, já que no sábado completaria 37 semanas, ele foi enfático em dizer que não, que 37 semanas poderia ser cedo, pediu cardiotoco diário e uma ultrassonografia para segunda-feira, deixou claro que eu só sairia dali depois do nascimento do meu pequeno.

Chegou a esperada segunda-feira, ultrassom normal, bebê em atividade, o líquido aminiótico um pouco aumentado, mas nada que inspirasse maiores cuidados. A tarde durante o cardiotoco a surpresa: O  bebê estava entrando em sofrimento. Chamaram o Dr. José Luiz que chegou todo animado em meu quarto e disse:

-Ana Paula é hoje!!!!! Vamos fazer seu parto!A  partir de agora você está em jejum, ás 20h as meninas virão te buscar!!!! 

Não sei explicar o que senti naquele momento, um misto de medo e alegria, ansiedade por ver meu filho...Como seria? Precisaria de UTI ou poderia sair comigo? Tantas coisas na cabeça...

Enfim as 20h30h no final da visita vieram as enfermeiras me buscar, tudo pronto, faltava pouco para eu ter meu milagre em meus braços. 




Foi então às 21:01h do dia 29 de junho de 2015 que o Murilo nasceu, com 37 semanas e 2 dias, 50 cm e 3.450kg de parto cesárea.Ouvir o seu choro foi a maior emoção da minha vida, ver aquele rostinho, aqueles olhinhos me olhando como que dizendo:

 -Sou eu que não te deixava dormir, que fiz seu corpo mudar,  que vim para mudar de vez a sua vida e te ensinar que nada pode te impedir de ser feliz, que diabetes não pode te impedir de realizar nenhum sonho...




Foi gratificante!


Murilo nasceu com hipoglicemia, o que já era esperado, não foi para o quarto comigo, ficou no berçário sendo acompanhado e monitorado durante 3 dias para normalizar a glicemia. Surgiu a icterícia, mais 6 dias de fototerapia, ao final de 9 dias eu podia trazer meu milagre para casa e experimentar mais plenamente a mais incrível experiência de minha vida.




Durante a gravideź consegui baixar a glicada para 7% sei que não é o ideal, mas fico imensamente feliz por ter dado tudo certo, o Murilo nasceu bem, com peso dentro do esperado, sou imensamente grata à Deus que permitiu que eu realizasse esse sonho.




Hoje ele tem 1 ano e 10 meses e confesso que tenho vontade de ir para o segundo, agora com mais responsabilidade,estou tentando ajustar a glicemia e outras coisinhas mais para quem sabe até o final do ano encomendar o segundinho.Quem sabe?



MEDTRONIC BUSCA CORREDORES DE TODO O MUNDO PARA COMPOR O TIME GLOBAL CHAMPIONS 2017

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Inscrições já estão abertas: www.medtronic.com/globalchampions
  • Atletas selecionados ganham kit e viagem para a maratona Medtronic Twin Cities ou a corrida Medtronic TC de 10 milhas em outubro
  • Até 20 pessoas que se beneficiam do uso de tecnologias médicas serão escolhidas para integrar o time Global Champions 2017

São Paulo, abril de 2017 – A Medtronic, líder global em tecnologia médica, acaba de abrir as inscrições para o time Medtronic Global Champions 2017. O programa reconhece atletas amadores que conquistaram novas perspectivas de vida ao mudar suas condições de saúde e retornar à vida ativa com a ajuda de soluções e tecnologias médicas.

Até 20 pessoas serão selecionadas para o time por um comitê da Medtronic e representantes da ONG Twin Cities in Motion, uma organização sem fins lucrativos que organiza a prova Medtronic Twin Cities. Os indivíduos selecionados receberão um kit de corrida para si e um convidado (seja a maratona Medtronic Twin Cities ou a corrida Medtronic TC 10 milhas), além de pacote de viagem que inclui passagem aérea, hospedagem e uma série de eventos para o Global Champion e seu convidado. Os candidatos devem se certificar que discutiram a participação na corrida com seus médicos.

Os atletas do time Global Champion devem ter realizado implante de equipamento, terapia ou procedimento médico para tratar doenças do coração, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes, câncer, dor crônica, problemas de coluna ou neurológicos, obesidade ou doenças gastrointestinais ou urológicas. Não há restrições sobre o fabricante dos equipamentos, terapias ou procedimentos médicos.

“Nossa seleção de Global Champions mostra ao mundo que a vida com uma condição de saúde pode ser ativa com a ajuda de tratamentos, soluções e tecnologias médicas de qualidade”, diz Rob Clark, vice-presidente de marketing e comunicações globais da Medtronic. “Enquanto nós honramos os Global Champions, também oferecemos uma plataforma para que consigam alcançar outras pessoas vivendo em condições e circunstâncias médicas semelhantes. Ao compartilhar suas extraordinárias histórias com o mundo, nós esperamos educar, inspirar e encorajar as pessoas para que tomem atitudes para melhorar sua própria saúde”.


A prova Medtronic Twin Cities 2017 acontece de 29 de setembro a 1º de outubro. Inscrições e informações completas para participar do time Global Champions 2017 estão disponíveis no site medtronic.com/globalchampions. O prazo para as inscrições é 12 de maio de 2017.

Serviço
Prova Medtronic Twin Cities 2017
Data: 29 de setembro a 1 de outubro de 2017
Inscrições: Até 12 de maio de 2017 pelo site: www.medtronic.com/globalchampions
Local: Minneapolis (Minnesota) - EUA

Théo Guilherme, um sonho que se tornou realidade!

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Bom meninas estou aqui para contar um pouco da minha história para vocês.

Me chamo Sintia G. B. Ribeiro de Lima, tenho 26 anos, casada e sou DM 1 há 18 anos uso insulina lantus e novorapid (caneta). Tenho retinopatia e nefropatia diabética. Tomo somente Ramipril para ajudar no controle de perdas de proteínas pelos rins, que são sequelas devido ao mal controle glicêmico.

Tive dois abortos o primeiro em 2013 com 8 semanas, e o segundo em 2015 com 12 semanas.

Sofri muito pois só quem passa essa dor sabe.

Nunca controlei meu diabetes, era muito indisciplinada.

Após as gestações comecei a controlar meu diabetes e a entrar no eixo pois o sonho em ser mãe era maior que tudo.

Foi quando em abril de 2016 eu resolvi parar de tomar a pílula para pôr o mirena e engravidar após dois anos que seria em 2018. Pois até lá teria tempo para pôr o diabetes em ordem.

Ok, parei a pílula e estava aguardando a próxima menstruação para pôr o outro contraceptivo.

Mês de maio atrasou achei que era normal pois nunca fui muito regulada, eu teria uma consulta com meu ginecologista no dia 17.06.16 então resolvi fazer um exame de sangue para desencargo de consciência e lá veio o tão inesperado POSITIVO no dia 16.06.16.



Confesso que fiquei sem reação pois não esperava uma gravidez naquele momento. Fiquei louca, desesperada e com muito medo de perder novamente o bebe. Pois meu diabetes não estava nada bom glicada em 9.3%.

Bom então comecei com todos os cuidados possíveis. Fazia os destros quantas vezes fosse preciso no dia na noite e na madrugada. Fazia as correções de insulina conforme meu endocrinologista me orientava diariamente pelo whats. 

Na alimentação, confesso que não retirei nada comia tudo que tinha vontade pois nunca fui de comer muito e na gravidez também não aumentou meu apetite. Com a graça de Deus com 5 meses de gestação minha glicada já estava em 6.0%.

Meu diabetes ficou muito controlado até o final de gestação, não tive problema algum não precisei ficar internada em momento algum.

Devido ao diabetes ter ficado com resultados bons, meu bebe não nasceu obeso. Tive algumas hipers e muitas hipos no começo. Mas com a graça de Deus nada que afetou o meu bebe ou a mim, não afetou em nada na minha visão e nem nos meus rins. Tive uma equipe medica muito boa e responsável tanto o endocrinologista quanto obstetra. Fiz várias ultrassons, mais de 20 para ser exata, a partir das 34 semanas eu fazia 1 ultra por semana a com doppler, meu obstetra foi muito cuidadoso e agradeço a ele e a Deus por ter tido a gestação perfeita.



Engordei 16 kg mais foi mais inchaço do que gordura. Sai do hospital com 11 kg a menos.

Já voltei ao meu peso normal 53 kg. Não e fácil conciliar agora o diabetes e a vida de mamãe o bebe consome bastante tempo. Mas no fim tudo se ajeita, no dia de ganhar meu bebe minha pressão subiu foi a 22, mais foi somente no dia,depois normalizou creio que a pressão subiu devido ao nervosismo antes do parto e o medo do bebe nascer e ir para UTI.

Meu bebe nasceu de 37 semanas + 6 dias no dia 17 de janeiro de 2017, as 09h49 da manhã de parto cesariana pesando 2.545 kg e 46 cm e se chama Théo Guilherme meu menino tão esperado e amado. Teve algumas hipos mais não precisou ficar na UTI chegou no quarto primeiro que eu rsrs, teve que tomar banho de luz então ficamos 7 dias no hospital eu e ele, não quis deixar ele lá sozinho.


Se eu penso em ter outro? Não!kkkk, vou ficar somente com meu príncipe. Não é pelo DM não e sim por opinião mesmo um só está de bom tamanho rsrs.


Bom meninas, espero ter ajudado de alguma forma, e dizer também que é possível sim ter uma gravidez super tranquila e saudável mesmo sendo dm1.

Eu quero, eu posso, eu consigo!


Beijinhos doces para vocês e para quem precisar tirar alguma dúvida pode entrar em contato comigo pelo meu facebook ou pelo meu whatsapp (43) 98808 – 5268.

Sintia G. B. Ribeiro de Lima.

O Maior presente que Deus me deu: uma gestação tranquila e o Eduardo

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Meu nome é Raiane Regina tenho 26 anos e sou casada há 02 anos, trabalho como assistente administrativa em uma Faculdade.

Descobri o diabetes tipo I quando retornava de uma viagem a trabalho e até então a única coisa que eu sabia era que diabético não podia comer doce. Tive os sintomas mais comuns como sede excessiva e cansaço, minha vizinha veio com o aparelho de glicose e quando eu vi 576 mg/dl achei que o aparelho estava incorreto,Completamente descrente do meu diagnostico, cheguei no hospital em jejum e minha glicose estava 300 mg/dl, a hemoglobina glicada deu 12% e um médico insensível confirmou o que eu mais temia e o pior de tudo ... não tinha cura. 

Foi difícil encontrar uma médica que me orientasse, em dezembro/2015 conheci a Drª Daniele que me explicou como funcionava a contagem de carboidratos e me orientou que eu não poderia engravidar de forma nenhuma, inclusive fazendo um relatório para que eu colocasse o DIU.

Iniciei o tratamento com a insulina NPH e devido a crises de hipoglicemia mudei para a insulina Lantus de ação prolongada e da novorapid ambas usadas como caneta

Sinceramente tenho pânico só de pensar na bomba de insulina. Recebo a Lantus no posto de Saúde pois abri um processo administrativo burocrático na Secretaria de Saúde, mas agradeço a Deus ter conseguido porque o custo dessa insulina é alto. Fui diagnosticada recentemente com tireoidite crônica (doença de Hashimoto) que está relacionada com a diabetes, o sistema imunológico que atacou meu pâncreas também atacou minha tireoide. Mas minha função TSH ainda está normal.

Não tenho nenhuma sequela do mal controle glicêmico (meu diagnóstico é recente). Nunca fui internada e nem tive outra complicação por conta da doença. Tenho vários momentos de rebeldia e de revolta e estou em tratamento com o psicólogo para aceitação da doença. Eu tenho muita dificuldade com a alimentação porque eu gosto de alimentos com alto índice glicêmico, a dieta que a nutricionista indica é muita rígida e restrita, e eu tenho muita resistência em segui-la.

Como me casei recentemente planejava ter um filho daqui há no mínimo 05 anos mas descobri em janeiro/2016 que estava grávida no consultório da ginecologista que estava verificando a possibilidade da colocação de um DIU, nesse momento eu não estava controlando a minha glicose e e eu tinha acabado de perder meu emprego. Sinceramente eu não sabia quais os riscos que eu e meu bebe estávamos correndo. Fiz o acompanhamento da gestação pela rede particular e tive todo o acesso a exames, ultrassons, ecocardiograma, tudo que foi necessário. 



Meu pré-natal foi feito por uma obstetra especializada em gestações de alto risco o que contribuiu para que eu ficasse mais tranquila. Durante a gestação engordei apenas 06 quilos, não tive enjoo, azia nenhum mal-estar e fiquei muito disposta. No primeiro trimestre minha glicose ficou mais baixa pois segui uma dieta rigorosa diminui minha glicada para 6,6 mas na reta final e já que não estava ganhando peso acabei exagerando nos comes e bebes e minha glicose ficou alta. Acima de 200. 

Eu tenho muito apoio da minha família e dos amigos principalmente do meu marido que me ajuda muito e até hoje quando tenho uma crise de hipoglicemia ele acorda de madrugada e me traz algo doce.

Acredito que esta doença é muito mal conduzida pelos médicos e a maior parte da população desconhece o que é de verdade  do que se trata, desde que descobri a doença tem sido muito difícil lidar, mas até agora está tudo bem com o meu filho e eu tenho somente que agradecer a Deus e ter a certeza que cada caso é um caso, cada gestação é de um jeito, não podemos ficar abalados assustados com o fracasso de outras gestantes.

Minha experiência como mãe não poderia ser melhor. Fiz uma cesariana agendada no dia 23/08/2016, o Eduardo nasceu com 38 semanas com 3,765 com 50 centímetros. No último mês de gestação fiz um exame que acompanhava o batimento cardíaco do Eduardo semanalmente, e se houvesse alguma alteração eu teria que tirá-lo no mesmo dia, ficava angustiada a cada exame. Minha cirurgia foi muito tranquila e minha recuperação também, em uma semana eu já estava ótima nem parecia que eu tinha passado por uma cirurgia.



Eduardo nasceu com hipoglicemia, mas nada além disso, nem icterícia que é mais comum, com 03 dias tivemos alta do hospital. Ele é um bebe muito saudável, está sendo amamentado até hoje, o ganho de peso dele é ótimo! 



Meu pós-parto não poderia ter sido mais tranquilo. Emagreci 11 quilos hoje estou pesando 05 quilos a menos que estava antes de ter engravidado. Isso só amamentando porque não estou fazendo nenhuma dieta até hoje. Se dependesse da minha experiência teria outros filhos, pretendo ter outro daqui há alguns anos. 



Depois da gestação eu não controlei minha glicemia, confesso que é difícil conciliar tudo, é necessário bastante comprometimento e assiduidade e na verdade eu tenho somente pensado no meu filho, e esquecido um pouco de mim. Minha glicada subiu para 8,4%. Agora retornando ao trabalho pretendo controlar melhor a minha alimentação e meu controle do diabetes porque afinal preciso cuidar mais de mim. Gostaria que minha experiência servisse de motivação para as mamães ou futuras mamães diabéticas para que se acalmassem um pouco e tivessem esperança e fé que tudo pode dar certo. Bom, realmente espero que o seu blog ajude muitas gestantes ou tentantes Diabéticas tipo I, porque é um sofrimento se sentir sozinha no meio de tanta negatividade.



Atenciosamente,
 
Raiane Regina

"Diabética"pode ser mãe? Muitos me perguntavam e provei que podemos ser mães sim com os devidos cuidados

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Olá, me chamo Danielli, tenho 32 anos. Sou mulher, filha, esposa, mãe, advogada, e sou DM 1 há 23 anos.

Bom, descobri que tinha DM muito jovem, moro em um município (Juquitiba), que ninguém sabia o que era diabetes juvenil. Todos (inclusive os meus familiares) imaginavam que diabetes era doença de idoso, que causava cegueira, amputação, enfim, a morte era a melhor delas, ou seja, só coisas boas kkkkk.

Lembro-me como se fosse hoje que no meio daquela confusão do descobrimento da doença, a única coisa que meu pai perguntou ao endócrino foi: Dr. minha filha vai poder ter filhos, me disseram que não (foi essa a informação de uma GO que tem diabetes. E o endócrino com a sutileza de um elefante disse que o meu problema era no pâncreas e não no útero e ovário, sem dar qualquer outro tipo de explicação.

Durante o passar dos anos fiz todos os tipos de tratamento. Comecei tomando insulina suína (era horrível, engordava, aumentava quantidade de pêlos pelo corpo), passei para bovina, até que desenvolveram a humana. Tomei NPH, regular, levemir, lantus, novorapid, humalog. Usei seringa, caneta, até que comecei a utilizar o SIC, faz aproximadamente 04 anos que utilizo a bomba da Roche, sem dúvidas o melhor tratamento.

Por conta do mau controle durante a adolescência desenvolvi uma retinopatia não proliferativa moderada. Estou em tratamento constante e já fiz algumas aplicações de laser.
Os anos passaram, eu estudei, me formei, namorei, casei e enfim, chegou o momento de ser mãe.

Até então não tinha contato com ninguém que tinha DM, até descobrir o face, conhecer a Kath e seu blog, a Luciane, a Daiane, entre outras, que se tornaram amigas, companheiras, que me ajudaram e me ajudam muito nessa caminhada.

Consegui manter a glicemia por mais de um ano, com níveis de HB1AC abaixo de 7,0, aguardei a liberação do endócrino, do cardio, do GO, do oftalmo, enfim, de todos os médicos que me acompanham.

Comecei a tomar o ácido fólico, e três meses após tomar o medicamento, parei de tomar o anticoncepcional. Demorei mais de um ano para engravidar, e quando já estava desistindo, engravidei, ah, só percebi que estava grávida com 08 semanas de gestação.

Tive uma gestação muito tranquila, na verdade nem senti passar, voou. Lógico, tive muita hipo, muita hiper, muita correção e ajuste de doses, fiz muitos exames, fui muitas vezes ao endócrino e GO (nos dois últimos meses, toda semana, em ambos), mas foi tudo muito prazeroso. Ah trabalhei até o dia 11/04, não tive qualquer tipo de infecção ou internação durante a gestação.



A partir dos oito meses minha pressão começou a subir, estava muito inchada. No dia 12/04/2016 fui passar nas consultas e quando cheguei na endócrino minha pressão estava 15/10. Ela me colocou em repouso mediu novamente e o resultado foi 14/10. Fui orientada a ligar para a GO e caso não conseguisse deveria ir para o pronto socorro. Fiz como fui orientada. Cheguei no PS fiz todos os exames, disseram que estava tudo normal e que deveria voltar para casa. Sai do PS e fui para a consulta com a GO, chegando lá novamente a pressão 15/10, fui orientada a voltar para a maternidade, dessa vez, já voltei com a carta da GO determinando que fosse feita minha internação para controle da pressão. Parece que eu estava adivinhando, antes de sair de casa, briguei com o marido para que ele colocasse tudo dentro do carro, e ele dizendo que era desnecessário, e no fim, eu estava certa (acho que era o tal do instinto materno).



Minha bênção João Pedro, nasceu de 37+5, parto cesareana, no dia 13/04/2016, às 10:44, com 3.275kg. Foi direto para o quarto. Nasceu em uma quarta-feira.

 No sábado quando já íamos ter alta o médico verificou que ele estava com icterícia e falta de vitamina D. Ele foi para a UTI neo e eu tive alta.



Eu ouvi da médica que a falta de vitamina era em virtude da DM materna. Doeu demais, ter alta e deixar meu pequeno, passar nove meses todos os dias com ele e chegar em  casa sem ele. Sofri e chorei muito, mas sabia que ele estava bem cuidado. Ele teve alta no dia 19/04/2016. Tenho um filho muito saudável, cheio de saúde e muito espoleta.


Digo a vocês que Deus é maravilhoso, Ele tem realizado cada um dos meus sonhos. Ser DM é só um detalhe, não interfere na minha vida, não me limita, não traduz quem sou. Meu filho é um milagre de Deus, ele veio para mostrar que tudo posso Naquele que me fortalece. Como diz na Bíblia, em Eclesiastes 3, para tudo há um tempo, e o meu tempo chegou, estou colhendo os melhores frutos que Deus preparou para mim.


A você que tem DM ou qualquer outro problema de saúde eu digo que, tenha fé, faça seus exames, se cuide, e jamais deixe qualquer tipo de doença controlar sua vida. Coloque todos os seus sonhos nas mãos de Deus, e deixa Ele agir. Os planos de Deus são sempre melhores que os nossos.

O cotidiano diabético por vezes é cansativo...Vivemos remando contra a maré

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Olá!

Sou Mary Hellen, completarei 32 anos no dia 03-03-2017, sou casada há 12 anos, mãe da Stéphani de 9 anos e do Miguel de 8, cabeleireira, diabética e dia 17 de maio de 2017 farei 25 anos de diagnostico.  Como forma de tratamento, faço uso das insulinas NPH e Humalog, ainda uso seringa, mas após um test drive com a bomba de insulina e vendo sua eficácia, por indicação do meu médico o Dr. Ieso Braz Saggioro, demos entramos.com o pedido judicial da mesma. Foram 30 dias de test drive, estes foram muito significativos para mim, talvez uns dos melhores desde o diagnóstico.

Vamos lá...

Eu tinha apenas 6 anos quando fui diagnosticada com diabetes, minha glicemia estava em 517 mg/ dl quando descobriram, minha vó foi quem me criou (minha mãe só auxiliava nos momentos das minhas internações, que foram muitas...) e não foi nada fácil para ela ( que Deus a tenha!), lidar com esta situação e minha rebeldia, eu comia açúcar, nescau e o que tinha vontade, não me privava de nada e não tinha nenhuma assiduidade com o tratamento.

Nunca fui um bom exemplo em relação ao diabetes... Por uma série de fatores, mais pela falta de tempo e dificuldade de incorporar no meu dia a dia todos os cuidados com o mesmo ...

Aos 19 anos conheci meu marido, começamos a namorar e logo lhe falei do diabetes, não tive nenhum problema com isso, ele compreendeu bem, lida bem com o DM, se esforça para entender algumas coisas sobre o assunto, mas nem sempre tudo lhe é claro rs. Aos seis meses de namoro resolvemos morar juntos (isso já tem quase 12 anos) e esta foi a melhor decisão da minha vida.



Ele sempre soube do meu desejo de ser mãe, decidimos ter um filho e foram dois anos e meio de tentativas e nada. Quando desencanei, vieram os primeiros sintomas, fiz os exames e estava realmente grávida, aos 3 anos de casada. Por minha menstruação ser desregulada nem me ative a este detalhe e quando descobri já estava com 3 meses.

Me senti insegura, comecei a me cuidar e precisei desistir do trabalho (estava na experiência)  ia aos médicos  3 vezes por semana,  as segundas passava pela Dr. Ivanise (endocrinologista),quarta com o Dr. Fábio Sgarbosa (especializado em gestação de alto risco) e as sextas feiras ia no hospital da Unimed fazer o cardiotoco pra monitoração do coraçãozinho do bebê.

Tive um controle extremamente ótimo, me dediquei muito, tinha uma pessoinha dentro de mim que era esperada com todo amor desse mundo.

No início do quinto mês, tive que internar, estava tendo contrações e dilatação a bebê estava pesando 800 gramas... Comecei tomar para segurá-la e passei uns 10 dias internada. Voltei pra casa em repouso absoluto.

 Dia 07 de maio de 2007 quando completava 8 meses de gravidez veio minha primeira benção, minha filha Stéphani, pesando 3kgs e com 50 cm, ficou uns 10 dias na UTI neonatal para o amadurecimento de seu pulmão, mas nasceu linda e forte. Engordei 8 quilos nesta gestação. A amamentei apenas por 3 meses,pois precisei fazer uma cirurgia de emergência (apêndice) e neste processo a glicemia descompensou, fiquei duas semanas internada,  quando voltei, ela não quis mais pegar o peito.Atualmente ela está com 9 anos, linda, muito inteligente e me enchendo de orgulho a cada dia que passa.


Por um descuido ou de propósito, engravidei do Miguel, achei que não teria possibilidade de engravidar rápido,  pois da primeira vez demorei muito e assim quando a Stéphani estava completando 1 aninho eu fiquei grávida.

Na minha 2° gestação precisei fazer laser nos olhos, desenvolvi uma retinopatia diabética (que não evolui depois do nascimento dele, faço meus exames e está tudo ok), devido as constantes descompensações glicêmicas, que aos poucos se regularizaram.

Me dediquei ao tratamento, tive uma equipe médica presente, e as coisas seguiam, próximo aos 8 meses tive uma alteração na pressão arterial (16x10), fui fazer o monitoramento de rotina (cardiotoco) e percebi que algo não.estava normal,a enfermeira saiu rapidamente da sala,chamou o obstetra  e fomos pra sala de ultrassom para averiguar o que estava ocorrendo, os batimentos cardíacos do bebê estavam fracos demais. Subi urgentemente para o centro cirúrgico, estava 3 horas sem me alimentar e assim tomei a anestesia.

Vários sentimentos me rondavam, medo, desespero... Me faltava o chão... Só pedia à Deus que não levasse meu anjinho (Miguel - arcanjo guerreiro). E assim ele veio ao mundo com fracos batimentos cardíacos, sem chorar, molinho nas mãos dos médicos e os mesmos fazendo o possível para salvá-lo, presenciei tudo aquilo e de repente minha pressão começou a subir desesperadamente, o médico medicou-me e me passou um remédio para me acalmar, resisti ao sono o quanto pude para ver o desfecho daquela história, fiquei  meio acordada quando depois de 4 longos minutos , a pediatra retorna com o Miguel nos braços bem, tive um misto de sentimentos, não sabia se era alegria, alívio, vitória ou os três juntos... Mas para a glória de Deus Miguel estava ali ao meu lado bem e para acalmar-me a pediatra disse:

- Fica tranquila ele está 100% bemmm!!! Era tudo que eu queria ouvir...

Depois disso apaguei geral, dormi por longas 4 horas. Ele nasceu de parto cesárea, com 3.900kgs com 57 cm  e não precisou ser hospitalizado. Mamou por quase nove meses e como mamava! Engordei 20 quilos na gestação dele e perdi 11 destes 20 quilos. Meu segundo milagre (Miguel) hoje está com 8 anos,saudável e super esperto.



Sou grata a Deus pela benção da maternidade, concretizar este sonho me faz muito feliz, meus filhos são duas bênçãos preciosas.

Atualmente (acho que sempre) me deparo com o difícil desafio de cuidar do diabetes, trabalhar e etc. Sou autônoma (cabelereira), trabalho sozinha no meu salão, fico o dia todo em pé, atende cliente, atende telefone e assim vai, o dia é corrido demais, tenho hora para começar a trabalhar porém não tenho momento para parar de trabalhar. Meço o diabetes quando lembro e consigo... É tenso! Uma sorte que tenho é de ter um médico maravilhoso, como ele mesmo diz, sou uma sobrevivente, mas acho q na realidade Deus me carrega nas mãos, pois a retinopatia estabilizou há mais de 8 anos e não tenho nenhuma sequela do mal controle glicêmico (faço exames com frequência).

Vejo o milagre de Deus continuamente em minha vida, há um ano comemoro dois aniversários, um de vida e outro pois sobrevivi, tive uma grave pneumonia, com derrame pleural nos dois pulmões, infecção hospitalar e cetoacidose diabetica, foram dias de UTI, internações e repouso...Inúmeros diagnósticos e dores, mas com a graça de Deus há um ano revivi. Uma coisa que merece ser celebrada é que nestes 55 dias de internação, a relação com minha mãe foi restituída,ela se dedicou a estar comigo no hospital todos estes dias por 12 horas diárias (das 8:00 äs 20:00), sempre alegre e animada pra me ajudar. O fato da minha vó ter me criado foi por que minha mãe me teve durante a adolescência e tudo isso foi confuso para ela, e naquela época julgou-se mais prudente  minha vó materna criar-me porém sempre nos amamos, mais era uma relação com certa distância, que há um ano foi restaurada.

Sei que não sou um exemplo com o diabetes e pretendo melhorar com fé em Deus, mas aconselho a todas as diabéticas a se cuidarem, ter assiduidade com o tratamento e assim realizarem o sonho da maternidade.