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Predisposição genética e obesidade são causas de diabetes tipo 2

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A endocrinologista e especialista em diabetes Maria Lúcia Giannella conversou com o G1 para tirar mais dúvidas sobre diabetes e consumo de açúcar.

A médica reforçou a orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o consumo diário ideal é de quatro colheres de sopa, em doces ou bebidas. Esse número se refere a uma pessoa de 70 kg com atividade física leve.

Uma boa alternativa para o açúcar é o adoçante. Segundo a especialista, não há contraindicações para o consumo, com exceção de algumas doenças raras. Apesar da crença de que o produto possa ser cancerígeno, Maria Lúcia disse que as pesquisas com animais que apontaram esse resultado usaram cargas altíssimas, que ninguém seria capaz de ingerir.

Contudo, não é só o açúcar que causa diabetes. No caso do tipo 2, o mais comum, existe uma predisposição para que a doença se manifeste. Além da carga genética, a obesidade é um fator que pode favorecer o surgimento. Portanto, uma rotina saudável, com bastante atividade física e alimentação balanceada, pode previnir o problema.

Já o tipo 1 de diabates é difícil prever e não pode ser evitado, apenas controlado. Ele surge geralmente na infância e acontece porque o próprio sistema imunológico combate as células que produzem insulina. Há ainda outros tipos mais raros, causados por diversos fatores, como o uso de corticoides.

Se não controlada, a diabetes causa doenças a médio e longo prazos. As áreas mais atingidas são a visão, os rins e os nervos. Por isso, as dores provocadas podem se assemelhar a cãibras, entre outros sintomas.

Existem também doenças ligadas à hipoglicemia, baixo nível de açúcar no sangue, mas são relativamente raras. Caso o exame aponte concentração de açúcar abaixo do normal, mas a pessoa esteja saudável, não há com o que se preocupar. Por fim, a endocrinologista disse que o açúcar não tem grandes valores nutricionais, e é puramente uma fonte de energia.

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