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A tia indesejada (Tia Bete- Diabete)

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Minha relação com o diabetes será sempre de amor e ódio, assim como qualquer relação. Aqui em casa eu e meu marido a chamamos de Tia Bete. Seria tipo uma tia que veio lá de não sei de onde nos visitar e resolveu ficar conosco. O problema é que ela é exigente e temos que ter psicologia para lhe dar com ela. Ela veio de mala e cuia, sem ao menos nos perguntar se a queríamos conosco.
                                         


No início foi uma relação de desconforto. Mais ela se infiltrou em nossas vidas, e não conseguimos nos livrar dela. Combinamos então em aceitá-la e fazer todo o necessário para que ela se sentisse bem.

Mais não é por que ela é tia, que  não me estressa, muito pelo contrário. Fico sim, nervosa demais, rodo a baiana ás vezes. Ás vezes choro por causa dela, e ela sabe o motivo, mesmo assim não se comporta.

Não adianta relutar, teremos sempre que fazer as vontades da mesma para que possamos viver bem, sem intrigas e discórdias.

Meu marido resolveu me ajudar na empreitada, me salva da Tia Bete quando ela bruscamente me ofende(hipoglicemia), se informa sobre as novas pesquisas e estudos sobre ela.

Quando se comporta direitinho leva beijos e elogios. O comportamento dela depende do meu, por isso tento não contrariá-la.

Toda relação é um paradoxo, um misto de amor e ódio, a nossa não é diferente.

No fundo ela será a tia indesejada.

Como diz meu marido: -É sua parente! kkk. Mais já que veio para ficar, que seja bem-vinda!

Um comentário:

  1. muito bom! precisamos muito de uma visão diferenciada, que não tenha o peso de doença! Obrigada!!!

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