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Hipoglicemia assim você me mata

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Cuido dos adolescentes da minha igreja, preparo louvor, faço aconselhamento e dou ensinamento bíblico, gosto do que faço. Sempre que tem datas comemorativas lá estou eu preparando alguma coisa.

O Dia das Crianças estava chegando, "meus adolescentes" tristes, eles não gostam de ser chamados de crianças, mais se sentem desprezados quando fazemos algo para os menores. Afff!!! Haja psicologia pra isso!!! Enfim, fiz uma festa do pijama em casa só para as meninas ( os meninos não quiseram ir), fomos para uma pizzaria, e de lá todas  vieram para a minha casa. Meu marido foi dormir na casa da irmã dele, a casa era só nossa. Que delícia! Como é bom ser crianças...adolescente!Assistimos filme, conversamos, brincamos e eu não dormi...


Na Pizzaria

Meu quarto virou pensão.


Medir a glicemia, aplicar insulina, comer açúcar, dizer não para algumas coisas, já faz parte do meu cotidiano com eles. Só que na sexta eles puderam acompanhar de perto isso. Ás 7h00min., 55u da Levemir, medir glicemia, contar CHO para tomar café, medir dextro e por aí vai... Fizeram várias perguntas sobre isso, e eu esclareci todas...

A tarde preparamos uma festa para as crianças, tomei café e na correria para irmos á igreja não almocei... 

Ai que raiva!!! Se arrependimento matasse... Comecei a pular, dançar, cantar com as crianças, de repente a vista embaçou, me senti  tonta, o suor lavava minhas pernas, sabia que não estava bem, mais a igreja começou a encher as crianças piravam comigo... Disfarcei abri uma balas de iogurte e chupei, enquanto desembalava, tive a impressão que não estava tirando o alumínio da embalagem, mais achei que era só impressão, e continue dançando. Em segundos uma sensação ruim toma conta de mim, me engasguei, o alumínio me rasgando a garganta, uma ardência no nariz, e a criançada em cima de mim, pulavam , massacravam os meus pés e eu disfarçando, os demais adultos nem se deram conta do que estava 
ocorrendo, mais aos poucos a glicemia parecia que tinha dado trégua, então eu fui além dos meus limites... 

Continue pulando. De repente não consegui ficar mais de pé, eu estava de pé, mais não me sentia mais nessa posição, comecei a tremer, suar ainda mais e o bendito alumínio na garganta me matando, passei o comando para uma amiga e as crianças atrás de mim. Socorro!!!!!!

Corri mais do que o papaléguas... Sentei, uma colega vendo que eu não estava bem, pegou o glicosímetro e eu medi 39mg/dl. Corrigi e nada da bendita subir... Sentei, me alimentei corretamente e pronto, me sentia melhor, só não pronta pra outra, parecia que eu tinha apanhado. Vi o fim da festa sentada com um monte de crianças me pedindo pra contar histórias, contei duas, as fiz feliz, limpamos a igreja e, no meu lar tomada banho capotei.

No sábado quando me dei conta do que ocorreu, pensei que estivesse em um filme de terror, aqueles com crianças... Coitadas das crianças da igreja, não por elas, mais pela sensação que me fizeram sentir. kkkk






Um comentário:

  1. Kath, na hora da hipo mais baixa a gente toma as decisões mais toscas, não é verdade?! Eu já fiz isso também. A sensação de que um caminhão passou por cima da gente, deu ré e passou de novo também é normal (infelizmente) depois de uma super hipo. O importante é analisar o que fizemos de errado para não cometer o mesmo erro duas vezes!!
    Beijos e se cuida!
    Teresa

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