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Jundiaí desenvolve vacina contra o diabetes

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Um trabalho inédito realizado em Jundiaí está desenvolvendo uma vacina contra o diabetes. A pesquisa é feita na FMJ (Faculdade de Medicina de Jundiaí) pelo aluno de mestrado Rodrigo Eduardo da Silva, sob orientação do professor Eduardo Caldeira.
O trabalho foi apresentado entre os dias 7 e 12 deste mês no 4º Congresso Mundial sobre Controvérsias e Consensos em Diabetes, Obesidade e Hipertensão, realizado em Barcelona, na Espanha.
O pesquisador apontou que este foi apenas o primeiro passo. “Ainda faltam muitos estudos para que efetivamente exista a vacina porque precisamos aperfeiçoar o trabalho, mas esse resultado em si já é um grande avanço”, explicou o biomédico Rodrigo.
A pesquisa / Neste trabalho as duas proteínas que bloqueiam a inflamação, uma das principais causas do diabetes tipo 1, foram isoladas. Além disso, durante o estudo foi possível observar que as células reagiram à vacina, recuperando as características saudáveis.
“Conseguimos que o tecido afetado pelo diabetes tivesse uma reversão no quadro e apresentasse uma recuperação da célula”, explicou.
Durante 21 dias o tecido afetado pelo diabetes recebeu doses, uma por semana, de uma proteína (um peptídio). “A proteína em si deu um resultado positivo e levamos cerca de um ano para chegar até esta etapa.”
Expectativa / “Isto é um fato inédito, principalmente em se tratando de uma doença que aumenta a cada ano, e que afeta desde criança até adultos e ainda não tem cura definida”, afirmou o professor Eduardo.
Ele lembra que o fato de conseguir evitar a doença e até mesmo recuperar o organismo depois de instalada, será uma grande conquista para a medicina. “Estes resultados demonstram novas perspectivas, principalmente por se tratar de uma vacina inédita para este uso e 100% brasileira.”
De qualquer forma, os pesquisadores enfatizam que estes resultados são preliminares e poderão no futuro ser mais uma opção para o tratamento da doença. Lembram também que os pacientes diabéticos devem seguir rigorosamente o tratamento médico e nunca se automedicar.
Outros estudos /No congresso realizado na Espanha foram apresentados outros dois estudos da FMJ. Entre eles, o trabalho do médico Marco Antônio Dias, com a aplicação da “sitagliptina”, um medicamento muito utilizado no diabetes tipo 2, que foi usado para tratar os danos do diabetes tipo 1. Após um tratamento experimental equivalente a quatro anos no humano, os pesquisadores observaram a recuperação dos órgãos danificados pela doença.
O outro estudo analisou o tratamento com anticorpos que foram fabricados em laboratório e que promoveu a recuperação de células que estavam comprometidas pelos altos níveis de glicose no sangue. Estes anticorpos atuariam como defesa para o organismo, dando condições para o  doente se recuperar.

http://www.tiabeth.com/tiabeth/wp/noticias/2012/12/09/jundiai-desenvolve-vacina-contra-o-diabetes/?fb_ref=recommendations-bar

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