.

Davi e a UTI (Parte I)

|
O parto havia sido uma benção, graças á Deus!

Sai de lá e fui para a sala de pós-operatório, cochilei e acordei com a enfermeira perguntando como eu estava e se conseguia me mexer, não sentia os membros inferiores, mas me sentia bem. Ela insistiu para que eu mexesse as pernas e nada... Alguns minutos depois comecei a coçar o nariz e logo o corpo inteiro.

Q coceira infeliz!

Não sei se comentei mais no final da gestação tive uma coceira muito chata, nada passava, nem medicamentos, a obstetra pediu paciência não tinha mais o que fazer, suspendemos os cosméticos...e nada!

Enfim, a coceira piorou e chamaram o médico anestesista, este olhou e me receitou Fernegam e Hidrocortisona, falei da minha preocupação em aumentar a glicemia, ele me disse não subiria tanto, pediu pra medir e estava 89 mg/dl.

Tive reação alérgica á ráqui! Que saco! Já tinha tomado ráqui 3 vezes fora esta e nunca tive efeito colateral... Pra tudo tinha uma primeira vez, depois da aplicação dos medicamentos em 20 minutos não sentia mais coceira... Demorei depois disso 2 horas pra sentir minhas pernas e ser liberada.

Fui pro quarto e lá minha família me aguardava, eu não sabia do Davi, só queria vê-lo.

Foi quando o Anderson me disse que Davi estava  na UTI Neonatal e que eles estavam avaliando-o melhor.

Não contei no blog, hoje me sinto melhor pra contar, quando fizemos o ecocardiograma fetal recebemos o diagnóstico que nosso bebê tinha a Valva Aórtica bivalvular  na escala cinza, sem aceleração de fluxo para o estudo. Não vou entrar no mérito do que significa isto,só sei que preocupou minha equipe médica. Logo de cara me avisaram que o exame poderia estar errado já que este tipo de cardiopatia é dificil ver no eco fetal, mas esta possibilidade não poderia ser descartada.

Tive consulta com a cardiopediatra ainda grávida, a mesma me explicou do que se tratava a doença, caso o diagnóstico fosse confirmado eu teria que saber o que meu filho tinha.

Foram dias angustiantes, porém decidimos nos calar, não dizer a ninguém, optamos por apenas orar...

Fiz mais um eco que deu: Dilatação discreta de cavidades direitas, Sugiro repetir o exame no periodo neonatal para rever arco aótico e afastar as possibilidade de coartação de aorta.

Não tinha jeito,só após o nascimento saberíamos se o diagnóstico era verdadeiro. Me informei mais sobre a doença e passei a participar de assuntos relacionados ao tema.

Por isso na hora do nascimento do Davi além das obstetras,enfermeiras,anestesistas havia também um cardiopediatra, pois eles aguardavam o nascimento de um bebe cardiopata.

Fiquei quase dois dias sem ve-lo sentia dores horríveis na cesárea (não gosto nem de lembrar), só  tomando Tramal consegui ir á UTI visitá-lo. Ele era o maior nene da UTI, invocado, bravo e chorão...Lindo de ver dentro da incubadora...Coloquei o avental,lavei as mãos e o Anderson me levou até o vidrinho certo, na UTI o Davi era chamado de 6, já que este era o número de seu leito.Eu era a mãe do 6!

Toquei suas mãozinhas pela primeira vez,vi seus pés e reparei q eram  identicos os do pai ,ele tinha um furinho na orelha,igual ao meu... De repente começou a chorar, me deu dó pois eu não podia pegá-lo em meu colo.Estava com sonda,aparelhos necessários,acessos e respirador.

Os médicos disseram-me:

-Descartamos todas as cardiopatias, seu filho só tem um pequeno sopro no coração que logo se fechará sozinho, tem dificuldades de respiração por isso está no respirador,provavelmente pela prematuridade... Fique tranquila! Aos poucos vamos lhe informando sobre o quadro dele, está estável.

Nos próximos posts falo das minha idas á UTI,amamentação e etc.

Nenhum comentário:

Postar um comentário