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Dia do Nascimento (Parte II)

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Após a profilaxia ( medida para prevenir doenças, por isso tomei a penicilina) que me doeu horrores,medi a glicemia estava 89 mg/dl, fiquei mais tranquila, ainda não tinha tomado o soro glicosado, o jejum permanecia.


A saga de explicar o que é bomba e pra que serve foi contínua, me sentia abobada e acabada mesmo assim continuava explicando o que era o aparelho.  Anderson teve que sair do meu lado, a madrugada foi tranquila na sala de medicamento, porém com o nascer do dia se encheu e ele teve que se retirar. Tirei um cochilo e acordei  com a enfermeira colocando o glicosado em mim (minha glicemia estava 75 mg/dl). Na outra postagem disse que não me recordava da quantidade de glicose que recebi, achei em minha anotações foi 50mg.



Ás 11h00 uma enfermeira veio com a cadeira de rodas me buscar, sentei e seguimos num corredor,  Anderson já me aguardava no meio deste. Tive um misto de sentimentos, sintia medo misturado com alegria.


Entramos no elevador, fui levada ao segundo andar lá me despeço do meu marido e entro na sala do Centro Cirúrgico. Fui conduzida á outra sala, lá as enfermeiras se apresentaram e me ajudaram a tirar minhas roupas, as mesmas foram guardadas em um saco com etiqueta, vesti uma camisola e me colocam na maca. Neste meio tempo explico á equipe de enfermagem sobre a bomba e digo que não a tirarei, pedi pra que me ajudassem a pensar onde ela poderia ficar durante o parto, uma delas me sugeriu encaixá-la embaixo dos lençóis da maca ao lado da minha cabeça, assim eu a via direto, deu certo, ela ficou no lado direito ao lado da minha cabeça embaixo dos lençóis.


A maca foi levada á sala de parto, lá uma enfermeira estava organizando os instrumentos cirúrgicos e objetos necessários para o parto, a profissional que me trouxe começa escrever meus dados numa lousa branca, me perguntou algumas coisas e anotou, de repente aparece na sala o anestesista, eu o reconheci, havia sido o mesmo que participou da minha curetagem no ano passado, tenho facilidade em reconhecer pessoas e seus nomes era o Dr. Henrique! O cumprimentei, perguntei de seu filhinho, me lembro dele ter dito que sua esposa estava grávida da ultima vez que nos vimos, ele diz que o bebê está bem e que já tinha 7 meses.



Sentei na maca e o mesmo me aplicou a ráqui, senti doer e dei uma leve mexida, ele peiu para que eu não fizesse aquilo e eu aguentei firme mesmo doendo muito, logo a enfermeira me deitou e senti minhas pernas gelarem...Meus membros inferiores adormeceram.



As enfermeiras começaram a organizar os lençóis azuis ao meu redor e me avisaram que em breve o Anderson entraria. Logo a sala começou a ficar repleta de pessoas, já não conseguia identificar quem era médico, de quem era enfermeiro todos estavam mascarados. Fui apresentada á Dra. Priscila, uma simpática obstetra que logo me reconheceu pelo blog. Olhei para o relógio eram 11h29, o parto havia sido iniciado.

Dr. Henrique pediu um dextro, estava 94mg/dl, por preocupação recebi 25mg de glicose no sangue.


Os médicos conversavam e eu participava da conversa, era um papo descontraído. Anderson estava sentado ao meu lado próximo á minha cabeça, não tinha reação, estava pra lá de bobo. Minha preocupação era da hipo que o Davi poderia ter, sabemos que quando a gestante com diabetes passa por várias situações de hiperglicemias, principalmente no final da gravidez, o pâncreas do bebê produz mais insulina para metabolizar essa quantidade maior de glicose que está recebendo no útero materno. Após o nascimento não tem mais o mesmo aporte, porém o pâncreas continua produzindo muita insulina, o que faz com que o nenê tenha hipo.

Ás 11h53 escuto o chorinho, Davi havia nascido, uma enfermeira o levou á outra sala, confesso que me preocupei, em minutos a enfermeira retornou com ele para que eu pudesse vê-lo e me disse que ele teve um desconforto respiratório que logo teria que ir para UTI, perguntei da glicemia dele, estava 45mg/dl, o que para o bebê de uma DM1 não é ruim, a glicemia de um bebê é diferente de um adulto e criança (falarei sobre isso em outra postagem). 

Depois de ter visto meu filho, a obstetra me diz que eu teria um pequeno defeito na cicatriz, a mesma penderia mais para o lado esquerdo pelo tamanho e peso do Davi (3.510kg e 48 cm). Os pontos foram feitos, os médicos se despediram de mim, ficando eu com duas enfermeiras que limparam a sala, cuidaram de mim e me conduziram a sala do pós-operatório.


ASSISTAM O SLIDE SHOW COM FOTOS DO MEU PARTO!

Em outras postagens falarei sobre:

- Pós-operatório;
-Davi na UTI;
-Idas ao Hospital;
-Hipoglicemias no Davi;
-Amamentação;
-Dentre outros assuntos.

Acho que cada tema merece uma postagem para facilitar a compreensão de vocês e não misturar temáticas.

Abraços!

3 comentários:

  1. ola boa tarde ..sou diabetica tambem tive meu bebe dia 23/10/2012 sabe tenho alguma duvidas queria conversar com alguem que passou pelo que eu passei te tiver um tempo gostaria de comversar com vc ate mais

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    1. Mande-me um e-mail kathpaloma@hotmail.com.bj

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  2. Kath, lindo o vídeo!! A Lorena também teve desconforto respiratório quando nasceu. Fiquei surpresa do Davi também ter tido, já que você tomou cortisona. Bom, o importante é que hoje ele está aí cheio de saúde no seu colo!!! :)
    Bjs,
    Teresa

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