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Jordana: Diabetes Gestacional que se tornou Diabetes Tipo II

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Sou Jordana Amabile, tenho 30 anos e sou DM há 10 anos. Atualmente, não faço uso de insulinas e nem contagem de carboidratos, apenas tomo  glifage e glimepirida pra DM, e cordarex e lozartana pra hipertensão.

Sou mãe de duas lindas crianças e minhas duas gestações não foram planejadas. Quando engravidei não tinha DM, minhas taxas glicêmicas eram normais, adquiri diabetes durante a gravidez, sendo diabetes gestacional.

Quando estava no terceiro mês (2003) minha glicose começou alterar, a médica pediu uma curva glicêmica e teve certeza do diagnóstico.

Fiz o pré- natal no posto de saúde próximo de casa, e o atendimento cardiológico e endocrinológico num centro de atendimento a mulher, na cidade de Araxá/ MG (onde eu morava na época).

Tive muito medo pq não entendia NADA de DM, meus conceitos eram os mesmos da maioria das pessoas, diabético toma insulina e não come doce e em algum momento vai perder um membro por amputação! Era assim que eu pensava...

Minha ginecologista foi importante neste processo, me deu as informações precisas e muita atenção. Meu maior medo era ter um filho com DM ou perdê-lo, ouvia coisas horríveis sobre a gravidez de uma mulher diabética, isso me assustava. Mas eu continuava acreditando que pra mim tudo daria certo.

O bebê passou a crescer muito, pois o DM ás vezes descompensava, os médicos não gostavam... Mais fazer o que?

No sexto mês tive um começo de aborto fui internada e tomei remédios pra segurar o bebê e fiz muito repouso, fiquei duas semanas no hospital, a glicose ficou controlada, mas desenvolvi hipertensão.

Realizei muitas ultrassons estas eram importante pra saber sobre o crescimento do bebe, o dextro era feito no posto de saúde pela manhã, pois eu não tinha o glicosímetro em casa, a tarde ia ao mesmo local para aferir a pressão. Fiz diversos exames de urina, pois tive muita infecção urinária.

Enfim, no dia 27/03/2004 (meu aniversário), com 8 meses de gestação a médica resolveu fazer uma cesariana por outras pequenas intercorrências que foram surgindo. Lavínia nasceu bem e saudável sem nenhuma complicação, com 3.670 kg e 50 cm este nome foi escolhido por meu marido (ele viu em uma atriz e gosotou) por mim ela se chamaria Maya, mas como era primeira filha, sonho dele (fruto de um milagre, ele não podia ter filhos segundo os exames médicos), eu deixei que ele escolhesse o nome.

Na minha segunda gravidez (2007) já estava experiente vamos dizer assim, porém a descobri tarde, pois sempre fui gordinha, com o ciclo menstrual desregrado e com ovários policísticos, estava na correria de trabalhar fora num serviço corrido e pesado, jamais desconfiei de uma gravidez, quando soube já estava de 4 meses. Continuei usando metformina (pois tinha desenvolvido Diabetes Tipo 2) e remédio para pressão arterial.

Larguei tudo e fui cuidar de mim, graças a Deus peguei um ginecologista bom de novo. O diabetes estava todo descompensado, pois eu não estava cuidando direito, assim o médico achou melhor entrar rapidamente com a insulina.

A pressão voltou a alterar, me dediquei ao extremo nesta gestação, de forma que até os sete meses minha glicemia pouco alterou e a gravidez foi fluindo bem.
No sétimo mês minha pressão desregulou daí fiquei internada 1 mês para controle e no oitavo mês foi necessário fazer o parto pelo tamanho do bebê e preocupação com a glicemia e pressão arterial. Meu filho Murilo nasceu aqui no Espírito Santo onde moro, no dia 11/10/07 com 3.640kg e 50 cm, escolhi este nome por que vi na TV e gostei. Ao nascer ficou na UTI devido um desconforto respiratório,segundo os médicos ele ainda se sentia no útero e não fazia esforço sozinho pra respirar e também por eu ter tido uma minha infecção urinaria que acabou passando pra ele. Ambas as coisas não teve a ver com o Diabetes e não foi por isso que ele esteve na UTI. Logo ele recebeu alta e ficou bem em casa.
Amamentei meus dois filhos por um ano. Minhas duas cesáreas cicatrizaram muito bem.

Eu tive diabetes gestacional na primeira gestação, ela evoluiu para Diabetes Tipo II e na segunda gestação eu já era Tipo II.


Termino este depoimento dizendo: Muitas coisas mudaram ao longo dos anos, hoje muitas coisas estão facilitadas para que as diabéticas tenham uma excelente gestação. No meu tempo os recursos eram menores e eu tinha pouca informação, o que me prejudicou muito. Aconselho quem deseja engravidar que busque o maior número de informações possíveis, que se dedique, procure um bom profissional, faça tudo direitinho e acredite. Se você fizer isso e confiar em Deus terá um lindo bebê. Não bastar querer tem que se esforçar.


Um comentário:

  1. Oi Jordana, olhando as postagens de um ano anterior do face é que tive conhecimento da sua história...lindo depoimento...lindos filhos!!! E que esse exemplo de força possa ajudar outras pessoas que passam pelo mesmo diagnóstico que o seu...parabéns amiga! Silviane.

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