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Nasci pra ser mãe! E lutei por isso!

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Mais um depoimento para nos provar que vontade,controle e informação ajudam em uma gestação diabética.

"Meu nome é Vívian, tenho 28 anos, curso faculdade de Psicologia e vou começar dizendo que nasci para ser mãe. Carrego esse sonho comigo desde sempre, desde pequenina, quando brincava com minhas bonecas e as chamava de filhas. Sempre disse: quero e vou ser mãe! À medida que fui crescendo, esse sonho foi aflorando em mim - ficava alucinada quando via mulheres grávidas, e bebês me encantam e me emocionam. Sou diabética tipo I desde os 15 anos. Comecei fazendo uso das insulinas NPH e Regular; anos depois, troquei a Regular pela Humalog; ao engravidar, usei a Lanthus e Humalog. Quando meu bebê estava com 3 meses de vida, ganhei a bomba da Roche e, atualmente, vai fazer um ano que a uso. Ao receber meu diagnóstico, pensei que meu sonho de ser mãe nunca poderia ser realizado. Meu mundo acabou e eu só conseguia focar no lado negativo. Tive um namorado que me abandonou por causa do diabetes. Tive uma sogra que me disse que queria netos e eu não poderia lhe dar por causa do diabetes. Mas eu queria ser mãe. E seria. Em 2011 conheci o genitor do meu filho. Namoramos um tempo e como ele disse que também queria um filho, planejamos a gravidez. Passei a ler tudo a respeito do assunto: a gestação da diabética, gravidez de risco, como deveria estar o controle, qual o melhor tratamento etc. Procurei mulheres diabéticas que já haviam engravidado para saber suas histórias, conversei com as minhas médicas e tirei todas as minhas dúvidas. Fiz o pedido da bomba de insulina e aprendi a fazer a contagem de carboidratos. Passei a fazer de 12 a 15 medições diárias de glicemia, mudei minha alimentação com ajuda de nutricionista e abri mão do meu querido vício: a coca-cola light.
Até o quinto mês de gestação, tudo correu muito bem: nada de enjôos, nada de mal estar, nada de cansaço. O pré-natal foi tranquilo, todos os exames dentro do normal. Porém, descobri muitas mentiras a respeito do meu namorado e terminei o relacionamento (e não nos falamos mais até o nascimento do meu filho). Daí para frente, tive duas internações com infecção urinária, variação de pressão e cetoacidose. Na primeira, fiquei internada 15 dias e na segunda, 7 dias. Sozinha, sem namorado, só pude contar com meu pai que me deu muita força, também por ser médico, e com minha mãe, que hoje em dia se encontra aposentada para me ajudar com meu filho e, assim, eu poder retornar à faculdade. No dia 02 de janeiro, logo após o feriado, com 33 semanas, fiz um ultrassom que acusou que meu bebê estava entrando em sofrimento. Minha médica pediu que eu internasse naquele mesmo dia para fazer aplicações de corticóide e a cesárea em 3 dias. E fui às pressas, sem nada preparado, já que ele estava previsto para fevereiro. E chegou o momento. Eu esperava há 8 meses. Ou seriam 27 anos? Eu esperava a minha vida toda por isso: a certeza de finalmente estar a caminho de conhecer a pessoa que viria me renascer. Na sala de parto estava eu, mais uma vez sozinha, só eu e meu bebê - isso me bastava. Meu ex-namorado só viu meu filho duas vezes na vida, quando ele ainda estava na maternidade. Depois que o trouxe para casa, nunca mais soube dele. Sou mãe e pai em período integral, e me orgulho muito disso.
GUILHERME é seu nome. Escolhi a dedo. Significa "o protegido". E como foi protegido por Deus... Gui tinha apenas 5% de chance de sobreviver, segundo a obstetra, mas ele foi forte por nós dois. Meu herói, meu melhor amigo, o homem da minha vida. Guilherme nasceu de 33 semanas, com 1,900kg e 42cm. Ficou 1 mês internado depois que nasceu e não tem absolutamente problema nenhum devido ao fato de eu ser diabética. Hoje, com 1 ano e 1 mês, só me traz alegrias bênçãos. Eu me realizei. Ele é a minha vida! E você, que é diabética e sonha em ser mãe, não desista, porque tudo é possível. Quando você quer muito alguma coisa, você consegue, o universo conspira. Acredite."



2 comentários:

  1. Ola Vivian, seu depoimento me emocionou! Tenho 24 anos e tenho Diabetes tipo I desde os 11 anos. Hoje faço Enfermagem na UFF e estou usando como tema do meu TCC, gestantes diabeticas e graças as pesquisas sobre o assunto encontrei esse blog. Também sonho em ser mãe, mas por enquanto não, ate porque to começando a vida ainda e não tenho estabilidade financeira! Enfim, fico muito feliz por você e pelo seu bebê lindo! Você, eu, a Kath, todas nós somos exemplos de que quando controlado o Diabético pode ter sua vida normal, basta ter força de vontade! Beijão e que Deus abençoe vc e sua família!

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  2. Olá meu nome é Jordana tenho vinte e nove anos, sou DM1 desde os dezenove tomo insulina lantus e a novo rápida nunca me preocupei com a possibilidade de ser mãe, mas nos últimos tempos venho querendo ser mãe só quero um filho mesmo se duvidar e eu gostar posso querer o segundo, sempre me preocupei em dar uma qualidade de vida boa para o meu filho, sou advogada e sempre coloquei isso em primeiro lugar, também sou viciada em coca zero, e me deixa irritada a possibilidade de não poder também durante a gravidez, é preciso ser tão radical assim, nem num fim de semana, bjs Jordana.

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