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50 tons de uma hipo...

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Na noite anterior ela tinha colocado o bebê para dormir e fomos deitar tendo uma calorosa noite.

A manhã  seguinte estava fria, dormíamos.

Ela se levantou, supus q fosse ao banheiro e de fato foi e voltou pra cama.

Me abraçou e ficamos de conchinha por algumas horas até que adormecessemos.

O abraço era caloroso e nos aquecia, até que suas mãos começaram a transpirar, a posição, local e ambiente eram propícios para transpirações , minha mente viajava... Só que seu corpo estava frio. Tremi. Um filme de sua gestação passava em minha cabeça, os medos que eu tinha...

Fiquei parado por uns segundos sem saber o que fazer, sempre sei o que fazer numa situação como esta, só q fui surpreendido por inúmeras sensações, a do acolhimento, vontade de estar junto e talvez de tê-la num clima como aquele, embora ela dormisse minha mente ia longe.

A chamei, ela com preguiça balbuciava, vi que eu teria que agir de forma ativa, ser o dono da situação... Peguei o glicosímetro e ele como nosso velho amigo nestes quase 8 anos não mentiu,ela estava com hipo.

Fui a cozinha, me imaginando como o marido que quisesse recepcionar sua amada com um belo café da manhã depois de uma noite prazerosa e calorosa, a acordei com carinho para salvá-la daquela situação. Reclamando ela tomou a água  e se reestabeleceu sem ao menos saber que estava desestabelecida.

E como cotidianamente faz, levantou e foi cuidar de seus afazeres sem saber o quanto minha mente viajou em poucos segundos...

Anderson Duarte

Imagem criada por Taciane Giarelli


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