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A experiência da Maternidade foi tão boa, que repeti a dose

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Olá, me chamo Fabiana e tenho diabetes tipo 1 há 11 anos. Descobri na adolescência quando tinha apenas 16 aninhos. Foi tudo tão rápido, tão estranho, tão assustador... No primeiro momento nem ao menos sabia o eu de fato seria essa tal diabetes, tinha uma vaga ideia do que se tratava a doença. Minha avó materna tinha sido diagnosticada há exato 1 ano.

Daí então começou as idas ao médico. Disseram que poderia ser apenas uma descompensação da glicemia, mas em menos de 1 mês (com dieta alimentar e resultados de exames) veio a confirmação: EU TINA DIABETES DIABETES MELLITUS TIPO 1. Meus pais ficaram apavorados e eu também. Passei a ler sobre a tal doença e tentar entender sobre a mesma. Mas, em nenhum momento me perguntei, porque comigo? Acredito que Deus faz as coisas certas e se foi comigo, eu tinha que aceitar e tratar. Só que não foi tão fácil assim. Os dois primeiros anos do diagnóstico fiquei meio deprimida, pq tinha uma vida regrada e controlada e eu era apenas uma adolescente querendo viver igual as outras, escondia de todo mundo que tinha diabetes. Esse era o segredo daqui de casa, segredo de família. Com a ajuda dos meus pais, superei essa fase.

Em 2006, 3 anos cm diabetes conheci meu marido, depois dos meus pais foi a pessoa que mais me ajudou no tratamento. Quando começamos a namorar, contei a ele que tinha diabetes e ele disse que tudo bem, que isso não ia impedir nada entre a gente. Isso me tranquilizou muito e me presenteou com meu primeiro glicosimetro.

Após 4 anos de relacionamento, casamos e engravidamos (na verdade engravidamos e casamos...rs). Daniel veio em 2010, veio de surpresa, a melhor e mais linda surpresa de nossas vidas. Desde então, começamos uma nova rotina, era médico obstetra, nutricionista, endocrinologista e inúmeros exames. Nunca tive nenhuma complicação por conta da diabetes, nada de internação, tudo tranquilo sempre.

Leiam neste link sobre minha primeira gestação: http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2013/10/fabiana-mae-do-daniel.html

Nunca tive medo do parto, minha endócrino da época sempre me tranquilizou quanto a isso, me deu forças e nos apoio. Disse que eu fazendo tudo certinho nada ia dar errado. Meu obstetra era maravilhoso, um amor de pessoa, sempre estava disposto a nos ajudar e orientar. Fiz o pré-natal na rede privada, mas o parto foi na maternidade pública.

Durante a gestação foi tudo tranquilo, fazia tudo como me solicitavam, era assídua no tratamento, fazia atividade física e assim Daniel foi crescendo e ficando forte pra nascer. Tive uns enjoos normais da gravidez. Algumas hipos no começo, umas hiper no final e uma anemia que foi tratada, mas nada preocupante. Nas últimas semanas Daniel ganhou muito peso, pois tive uma descompensação da glicemia.


Gestação do Daniel


E com 4,700 kg com 53 cm de 38 semanas de uma cesárea, no dia 12/08/2010 às 21:00 hs nasceu meu príncipe, que decidimos chamar de Daniel (nome de profeta que significa abençoado por Deus). Amamos nomes bíblicos e com significados fortes. Tanto que o bebe que estou esperando tbm terá nome de profeta e se chamará Elias (que significa o Senhor é meu Deus). Daniel depois de nascer não foi para o quarto comigo, ele foi para o BCI e eu pra UTI, ele pq nasceu macrossomico e precisava ser observado (teve hipos por uns dias e não mamou logo que nasceu) e eu apenas por precaução, nada tive no pós-operatório. Amamentei até os 9 meses (sempre com o auxílio de leite complementar) eu tinha muitas hipos nessa fase, Daniel deixou o peito por conta nessa idade.

Não sei se existe essa parte boa de ser grávida diabética, acredito que nós mamães diabéticas somos mais atentas a nossa saúde pq sabemos das complicações que podem acontecer, talvez se não fosse isso poderíamos deixar muita coisa passar em relação a saúde. A parte ruim é esa insegurança, é o controle a todo momento, essa restrição a tudo, os comentários de algumas pessoas achando que vc não pode, que vc não deve.....mas, vale muito a pena.


Gestação do Elias


Vale a tanto a pena, que nunca me julguei incapaz de ser mãe por causa do diabetes, e hoje estou com 30 semanas a espera do nosso príncipe Elias, graças a Deus está tudo bem conosco. Em março ele chega pra encantar nossa vidas.

Fabiana,Elias e Daniel


Quero desejar a todas mamães e futuras mamães que nunca desistam desse sonho, acreditem e Deus nos ajudará sempre.

Vida saudável para mãe diabética é saber que apesar das dificuldades podemos sim realizar o sonho de dar à luz e gerar filhos saudáveis, que diante de tantas restrições e cuidados todas nós podemos sim.

Abraço


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