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Emanuele, o presente de Deus para nossas vidas!

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Meu nome é Sabrina Silva, 28 anos de idade, sou bancaria. Sou diabética há 17 anos faço uso de insulina Nph e rápida(caneta) para controle da diabetes. Não tenho sequelas de mal controle glicêmico,ao descobrir a diabetes com 11 anos de idade, não aceitava de forma nenhuma e por várias vezes precisei ser internada para controle glicêmico, comia doces escondido e passei a não frequentar festinhas de amigos pois tudo o que eu não podia comer era oferecido e por não aceitar era muito difícil.




Até que a equipe de atendimento psicológico do hospital geral de Bonsucesso RJ, onde iniciei o tratamento da diabetes, me apresentou uma criança, um bebe com diabetes. Fiquei me questionando: como? porque? tão pequeno...A partir deste momento comecei a aceitar e tentar me adaptar à realidade mesmo sendo criança.

Na adolescência me fortaleci, já não me entristecia tanto e entendi que graças a Deus tive a oportunidade de estar viva, ao descobrir a doença entrei em coma por 15 dias com a glicose acima de 600. Para minha família esta doença é muito ingrata até hoje muitos ainda me olham e dizem sobre suas histórias onde muitas pessoas perderam dedo ou morreram pelo diabetes... São pessoas mal informadas sendo portadora de más notícias.

Me casei as 24 anos e jamais imaginei que com um bom controle glicêmico poderia ter um filho, eu sempre pensava em adoção, pois achava que por causa da diabetes meu filho nasceria com alguma sequela por causa da doença, tinha muito medo. Meu marido sempre muito confiante me ajudou e muito, dizendo que era possível que antes da adoção tínhamos que tentar, que só iriamos saber se daria errado, após a tentativa.

Em 2012 comecei a me aprofundar mais a respeito de diabetes e maternidade.Minha glicada estava péssima em torno de 12% e comecei a conversar com a endocrinologista a respeito de maternidade e ela me disse:
 -Com sua glicose deste jeito nem pensar, cuide-se!

Mudei de endocrinologista que me ajudou a pensar, que com um bom controle poderíamos tentar, foi então que comecei uma readaptação. Precisei emagrecer em torno de 10 kg pois estava acima do peso, intensifiquei a medição de glicose para conseguir ficar com a glicada abaixo de 7% para iniciar a tentativa. Então mês a mês fui me surpreendendo, com força de vontade conseguir em 6 meses estabilizar a glicada em 6,4%. Então que em dezembro de 2013 minha endocrinologista me informou, que poderíamos dar início a tentativa da maternidade, e que eu deveria procurar um  ginecologista que atendesse gravidez de alto risco.

Nossa ao ouvir isso soou como música aos meus ouvidos, estava preste a realizar um sonho, que para mim sempre fora quase impossível. Parei de tomar o anticoncepcional em janeiro de 2014, pesquisava sempre na internet sobre diabetes e maternidade e era muito difícil de encontrar alguém que já tinha vivido esta realidade não pratica, era muita teoria...
Um dia encontrei o blog da Kath e me apaixonei parecia que ela estava narrando o início da minha história, me comuniquei com ela que se prontificou em meu responder e me ajudar a perder o medo. Cada mês que minha regra atrasava era uma expectativa, mais em julho 2014 fiz um teste de gravidez já que estava 1 mês em atraso e deu negativo, fomos investigar e micropolicistos me impediam de engravidar.Isso mexeu com meu psicológico e aquela controle que estava tendo para obter um bom controle da diabetes foi abandonado, a glicada aumentou para 7,4% e a esperança foi tomada por um sentimento de incapacidade de ser mãe.

Já não aguentava mais tanta cobrança das pessoas, familiares e afins, as pessoas perguntavam o porquê ainda não era mãe, mais não queriam ouvir sobre a dificuldade e os receios que eu tinha. Em agosto 2014 minha endocrinologista me disse:

-Sua glicada esta descompensando e seu corpo não está respondendo a possibilidade de ser mãe, acho bom você ir na ginecologista e voltar com o anticoncepcional.

Nossa quanta tristeza ao ir na ginecologista me desesperei e disse:

-Então eu nunca serei mãe pois tenho uma doença crônica que é incurável que vou carregar para o resto da vida?

 Ela me orientou a voltar com o anticoncepcional pelo menos por 3 meses para tentar abaixar a glicada e dissolver o micropolicisto. Ao sair do consultório lagrimas escoriam pelo rosto, um choro incontrolável, olhei para o céu e falei:

-Deus, pai tira isso do meu coração estou sofrendo muito, tira de mim esta ansiedade me dê a tua paz.

Disse ao meu marido eu não quero mais saber, não é o momento, não é isso e a partir de hoje volto com o anticoncepcional e vou usá-lo por um bom tempo, ele me respondeu:

-Se for da vontade de Deus, mesmo tomando o remédio você vai engravidar.

Eu fiquei imaginando,como, se estou a 7 meses sem tomar e nada, vou retornar com o remédio e vai acontecer, impossível. Foi então que não queria mais saber, nem comentar, eu queria criar uma capa protetora para me esconder da vontade de ser mãe. Bom, em setembro após o termino da cartela do anticoncepcional aguardei a regra vir e nada, mais este mês eu estava diferente nem desconfiava, já que nos outros meses eu ficava pensando será que estou gravida? Fazia o teste e negativo, desta vez como estava tomando o remédio nem queria saber, achava que era alguma reação por ter voltado com o anticoncepcional. Tive muita cólica, muita fome, muito sono mais não notava nenhuma diferença.

Após 1 semana de atraso decidi comprar o teste de farmácia, escondido do esposo fiz o teste e desta vez apareceram 2 listras uma bem forte e a outra mais clara, não acreditei achei que tivesse algo errado, fiz o de sangue no dia seguinte e enfim confirmadíssimo, gravidíssima.

Ao descobrir já estava com 6 semanas e em minha 1 consulta ao pré-natal minha pressão estava alta, 16/12 a ginecologista que já me acompanhava me orientou a procurar um hospital e me disse que não poderia me acompanhar no pré-natal, e agora?




Ela já conhecia todo o meu caso, o que eu ia fazer. Fui ao hospital maternidade santa rosa em Niterói, RJ, para acompanhamento da pressão arterial precisei ficar internada 1 semana, foi então que conheci um profissional excelente obstetra Marcelo Farias especialista em gravidez de alto risco que assumiu o compromisso de acompanhar meu pré-natal, consultas frequentes de 15 em 15 dia ao obstetra e endocrinologista, acertando doses de insulina e agora tomando remédio para controle da pressão arterial. O primeiro exame de sangue para verificar a glicemia e afins fui surpreendida glicada 6,0% e ficou boa até o final, minha última glicada estava 6,7%. Fiz os exames de rotina da gestação e a cada resultado normal a alegria invadia meu coração. Emanuele crescia e com tudo em ordem dentro do esperado mesmo com todo risco, o nome dela quem escolheu foi o pai, fizemos um acordo que se fosse menina ele escolheria e se fosse menino eu escolheria.





Emanuele nasceu no dia 15/03/15 com 32 semanas e 4 dias por causa da hipertensão nasceu com 48cm e pesando 1,905kg o obstetra informou que a diabetes não interferiu a gravidez o problema foi a hipertensão, tomei a injeção de corticoide para amadurecer o pulmão dela e por conta disso descompensou glicose e pressão. Mais com a graça de Deus tudo ocorreu bem, Emanuele ficou internada 25 dias na UTI neo natal, precisou tomar antibiótico pois estava com uma distensão abdominal, teve desconforto respiratório, mais com tudo minha pequena grande guerreira nasceu com a permissão de Deus.




Ela fez 3 meses, voltei ao meu peso normal, engordei apenas 9 kg, estou amamentando mais minha produção de leite não é suficiente e por isso ela toma complemento (leite artificial aptamil). Bom as tentantes e futuras mamães fica aqui o meu depoimento, espero ter ajudado a lhe encorajar, pois com esforço e dedicação para realizar seu sonho é possível, mesmo que as vezes nossa fé torne-se pequena, Deus é o mestre das causas impossíveis e em nele podemos confiar, não desista faça sua parte que com responsabilidade tudo dará certo.





2 comentários:

  1. Estou amadurecendo a ideia de ser mae. sou diabetica ha 9 anos , mas a minha hemoglobina e 10 e nao consigo me controlar. tenho chorado muito,,, mas entreguei nas maos de deus.

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  2. Estou amadurecendo a ideia de ser mae. sou diabetica ha 9 anos , mas a minha hemoglobina e 10 e nao consigo me controlar. tenho chorado muito,,, mas entreguei nas maos de deus.

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