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Enquanto houver sol,ainda haverá...Esperança,foco,fé e comprometimento!

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Olá!

Meu nome é Denia Alves, 39 anos, sou enfermeira e moro no Rio de Janeiro.

Descobri o diabetes há 7 anos, não tinha os sintomas clássicos do DM  até começar a aparecer muitos furúnculos pelo meu corpo, eu não sabia o que estava acontecendo, fui ao médico e veio a surpresa meu dextro estava 543 mg/dl.

Por minha idade fui tratada como DM2 e com remédios via oral, passava mal com aquele tratamento (muita dor ocular e cefaleia), porém os médicos insistiam em continuá-lo, quando mudei de endocrinologista, o mesmo pediu inúmeros exames e estes constataram que eu era DM1 tardio (LADA), após o tratamento adequado passei a sentir-me melhor.
Não tive problema com a adaptação da insulina, uso a Lantus e Novorapid.

Algum tempo depois  comecei a apresentar problemas nos rins chamado: Hidronefrose bilateral, é quando algo obstrui os rins fazendo com  que ele acumule urina e fique dilatado. No meu caso o que obstruia eram os cálculos renais...Realizei uma uretrolitrotripsia bilateral para tratar.

Usava muito antibiótico para tratar do problema renal,  acabei engravidando, foi uma gravidez inesperada, durou 1 mes e tive um aborto espontâneo.

O tratamento renal + diabetes (com medicamentos via oral- isso antes de mudar de endocrino) prosseguia, os médicos diziam que era quase impossível eu engravidar, sentia muitas dores,mal estar e dificuldade de adaptação com o remédio do DM,ate que... Acabei engravidando de novo.

Os tres primeiros meses foram sofridos demais. Descolamento de placenta, infeccão urinaria(tomava keflex para tratar), usava ultragestan direto e necessitei fazer repouso, foi na gestação que passei a usar insulina (mudança de endocrino foi crucial para isso).

O endócrino me fez uma tabela para ajudar-me no tratamento durante o período gestacional, a ideia era ajudar no controle das glicemias.

Na medida do possível as coisas iam correndo bem, até que ao fazer a ultrassom  morfológica foi constatado que o bebe tinha hidronefrose no rim direito,além disso deu ureterocele na bexiga. Meu mundo caiu!  Chorei muito!

Para um melhor atendimento passei a fazer ultrassom 2x ao mês e passei a ter muitas oscilações glicêmicas. Era desesperador, dois diagnósticos sérios do meu bebê e eu ter que repousar, manter o psicológico em ordem e tentar entender as hipos e hipers mesmo quando eu dava o melhor de mim.

Diante do nosso diagnóstico fomos encaminhados para o Hospital Fernandes Figueira, e lá  depois da quarta ultrassom, disseram que não tinhamos o perfil da instituição  e que apenas uma ultrassom por mês era suficiente.Foi um dos dias mais felizes da minha vida. 

Continuei fazendo ultra todo mes, acompanhando tudo com dieta, insulina e  torcendo pra não ter crise renal. Passei a gravidez sem crise. Mas com infeccão urinaria a gravidez toda.

Enzo nasceu com 3785 kg,42 cm e 36 semanas, de parto cesárea pois  e ficou na UTI Neo devido a hipoglicemia, ficou 1 semana internado. Ao nascer ele urinou,mas a ultrassom mostrou a hidronefrose no rim direito ainda estava Ia. Ia ao hospital todos dias amamentar, insisti muito para que a amamentação desse certo, ele mamava 4 vezes no dia e a noite eu ia pra casa.


Enzo,mamae e papai

Fui encaminhada pra nefro pediatra e comecei o tratamento do Enzo, soube que tinha que operar,porque além da hidronefrose ele tinha a ureterocele e isso podia causar danos irreversíveis aos rins. Com 3 meses ele fez uma cintilografia com contraste( só podia fazer nesta idade), neste exame veio a surpresa: ENZO tem Duplicidade renal no lado direito, e os rins funcionam normais, então ele teria q fazer apenas um procedimento uroscópico e não uma cirurgia aberta de nefrectomia. Graças a Deus!!!!!

Ele fez o procedimento  aos 6 meses. Gracas a Deus correu tudo bem.

Na correria com a saúde dele,descuidei de mim, a glicemia passou para 450 mg/dl, tive problemas na visão, comecei a enxergar tudo turvo. Fui no oftalmo e comecei a tratar. Precisei colocar um cateter  nos rins e estou na luta para manter as glicemias em dia. Esporadicamente tenho crises renais onde trato com analgesicos, como dipirona e tramadol.


Enzo


O tempo foi passando e vi que mesmo diante da correria com a maternidade e cotidiano não posso deixar de me cuidar principalmente em função do meu filho, pois por mínimo que seja um descuido este pode refletir na minha saúde. Quero cuidar de mim por que me amo e porque conheci o que é sentir amor de mãe,este é indescritível, se me cuido,cuido também do meu filho e posso gozar de uma boa qualidade de vida para estar ao seu lado (esta é minha dica ás mães DMs).

Retirei o cateter renal. Estou muito bem. Voltei a trabalhar e Enzo passou  na revisão com medico urologista cirurgiao e esta super bem. Só volta daqui 1 ano para revisar. Gracas a Deus! Atualmente ele está com 1 ano e 3 meses e eu grata á Deus pela dádiva da maternidade.

Acreditem, quando tudo parece impossível, com fé e dedicação Deus vem e escreve uma nova história,provações todos nós teremos,mas nada que não possamos suportar.


Enzo e a mamae
DIABETES TIPO LADA:
O diabetes tipo Lada é um termo que significa diabetes auto-imune latente do adulto. Para quem nunca ouviu falar, o Dr. Balduino Tschiedel, endocrinologista e diretor presidente do Instituto da Criança com Diabetes, em Porto Alegre, oferece a explicação. “Geralmente é diagnosticado em pessoas com mais de 30 anos e pode apresentar os sintomas de diabetes tipo 2, apesar de reunir as características do diabetes tipo 1, de forma mais lenta”, pontua.
“È auto-imune, apresenta a destruição mais lenta das células beta e o correto é iniciar o tratamento com insulina, mesmo que muitos médicos comecem a receitar medicamentos orais, no início do diagnóstico, complementa Dr. Balduino”.
Fonte:https://www.accu-chek.com.br/br/entendendo-o-diabetes/entendendo-diabetes-lada.html

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