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Diabetes na gestação aumenta risco de bebê ter defeitos congênitos

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Uma pesquisa feita com mais de 400 mil gestantes indica que o risco de defeitos congênitos quadruplica quando a mãe tem diabetes. A descoberta, publicada na revista Diabetologia, chama atenção para a importância de controlar os níveis de açúcar no sangue antes da concepção e de realizar o pré-natal.
Tanto o diabetes tipo 1, que costuma aparecer na infância, quanto o diabetes tipo 2, geralmente ligado à dieta, levam a problemas de controle da quantidade de açúcar no sangue. Para uma gestação segura, recomenda-se que os níveis de hemoglobina glicada (exame que analisa os níveis médios de glicose no sangue nos últimos meses) devam estar abaixo de 6,1%.
A partir da análise, liderada por um pesquisador da Newcastle University, no Reino Unido, descobriu-se que o risco de defeitos congênitos quando a gestante apresentou níveis de hemoglobina glicada de 6,1% foi de um em 34. Níveis de 7% aumentavam a probabilidade para um nascimento com problemas congênitos em 26. Em níveis de 8%, a relação subia para um em 17; a 9%, o risco era de um em 12 e a 10%, um em nove.
Em mulheres saudáveis, a probabilidade de a criança nascer com defeitos congênitos é de 19 a cada mil nascimentos. Os problemas mais comuns em casos de mães com diabetes são aborto espontâneo e ter bebê acima do peso. Com acompanhamento adequado, entretanto, a gestante tem grandes chances de ter um bebê saudável.

Diabetes durante a gravidez aumenta as chances de autismo

 Mulheres que têm diabetes, pressão alta ou obesidade antes e durante a gravidez estão mais sujeitas a ter filhos com autismo, diz outro estudo feito pela Universidade da Califórnia. De acordo com os pesquisadores, as chances podem aumentar em até 60%. Por isso, uma alimentação adequada é ainda mais importante antes e durante a gravidez.
O autismo é um grupo de desordens que surgem em decorrência de transtornos no desenvolvimento do sistema nervoso, e que pode causar sérios problemas de sociabilidade, comunicação e comportamento na criança. No Brasil, aproximadamente um milhão de crianças sofrem com esse problema.
Durante o estudo, foram observadas mil crianças. Desse grupo de voluntários, 508 tinham autismo, 178 tinham algum sinal de problemas de comunicação e 315 eram crianças com desenvolvimento normal. Os médicos analisaram o histórico de cada uma das mães e fizeram também entrevistas com as famílias das crianças. No final, eles descobriram que mulheres que tinham diabetes, hipertensão ou eram obesas tinham 60% mais chances de ter filhos autistas.
A relação do diabetes com o autismo já havia sido encontrada em estudos anteriores, mas ainda não se sabe por que essa doença, além da obesidade e da hipertensão, aumenta tanto as chances de autismo. Segundo os autores, os exames pré-natais podem ter papel mais importante do que se acreditava na prevenção do autismo.

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