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DM1 e mãe das gemêas Cecilia e Gabriela ela é a Briza...

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Olá, meu nome e Briza, tenho 27 anos e moro em Belo Horizonte.

 Gostaria de compartilhar um pouquinho da minha historia com vcs!

Aos meus 16 anos, recebi uma noticia que mudou completamente minha vida. Eu estava passando muito mal há algum tempo em casa e não sabia o que estava acontecendo. Foi quando ao correrem comigo para uma consulta, o diagnostico foi muito rápido. O medico que me atendeu no dia 29 de outubro de 2003, disse para meu pai que eu tinha Diabetes tipo 1, e que eu tomaria insulina o resto de minha vida, a glicose estava 690 e deveria me observar com muito cuidado, pois eu poderia entrar em coma.

Começou então minha mudança alimentar, injetar insulina, e eu não conseguia entender e aceitar porque foi acontecer comigo. Com isso tudo, eu tive depressão e as coisas só pioravam e não consegui me cuidar.  Foram três internações por causa do diabetes e na ultima, a mais difícil, eu cheguei a ficar inconsciente. Quando tive alta do hospital, eu tomei a decisão de me cuidar e que eu queria e poderia ser feliz. As coisas começaram a se encaixar, mas eu ainda não estava no controle ideal.

Lembro-me de uma consulta em que perguntei ao medico se eu poderia ter filhos. Ele me disse que não e me perguntou se eu gostaria de ver meus filhos do jeito que eu estava. Confesso que uma tristeza imensa me invadiu, mas lá no fundo do meu coração Deus sempre me dizia que minha historia seria diferente. Eu perdi minha mãe com seis anos de idade, e ser mãe, era meu maior sonho!!!!

Minha vida seguia bem, conheci Aroldo, grande homem, meu melhor amigo, excelente marido, que nunca deixou de me apoiar. Sempre sonhamos com nossa família completa, mas sabíamos que não seria nada fácil. Após um tempo de casados, planejamos uma viajem para tentar engravidar. Tempos antes dessa viagem, eu comecei a me sentir muito mal, cólicas intensas, mal estar, e foi quando, após ir a vários prontos atendimentos hospitalares, um médico perguntou se eu poderia estar gravida e eu disse que não!!!! Pensava que devido ao diabetes, eu teria que passar por algum tratamento para engravidar. Esse médico me pediu um teste de gravidez e eu deveria ficar de observação ate sair o resultado. Neste momento meu marido me abraçou e me disse que eu estava gravida e eu não acreditei nele. 

Quando eu peguei o resultado dos exames, (pois foram vários), procurei primeiro o teste de gravidez, eu já sabia o resultado que deveria dar, pois já havia feito um exame um tempo atrás.  O resultado era totalmente gravida (kkkk). Meu coração parecia pular pela boca, não conseguia acreditar, eu gravida, um milagre de Deus! Eu estava bastante feliz e ao mesmo tempo preocupada. A glicose não estava ideal para uma gestação e poderia causar vários problemas para o feto.

Marquei imediatamente o primeiro ultrassom. Eu e meu marido naquela sala, a médica me examinando, e disse que realmente eu estava gravida, mas que estava me dando parabéns duplo, pois era gêmeos!!! Confesso que eu não sabia o que fazer, pensei como eu poderia ir adiante com uma gestação gemelar, diabetes, glicose alta, nada estava a meu favor!! A endocrinologista que eu tratava na época (Dra. Angélica), imediatamente indicou um endócrino especialista em gravidez e diabetes. Ela entrou em contato com ele, e logo comecei meu tratamento com o outro medico. Ele me ofereceu um tratamento diferente do que eu fazia. Mudamos a insulina da Regular para Humalog, e continuamos com a NPH normalmente. Caso não fosse possível controlar a glicose dessa maneira, tínhamos um plano B, que seria a bomba de insulina. Dr. Daniel me desafiou desde o primeiro dia que pisei no consultório dele. No primeiro trimestre da gestação a glicada estava 8,9%. Esse resultado não era nada bom, eu precisava chegar no 6.0%. Confesso que tive muito medo, mas sempre certeza que Deus estava comigo. Ele colocou em minha vida uma equipe médica excelente. Comecei a tratar com a nutricionista (Dra. Beatriz) que trabalhava junto com o endócrino e um obstetra especializado em gestação de alto risco (Dr. Schneider). 


Começamos a corrida contra o tempo. Comecei a medir a glicose antes e depois de todas as refeições, na madrugada, e tomava em media oito doses de insulina por dia. NPH fixa pela manha e noite e Humalog antes das refeições e se necessário correção, o que era quase sempre. Eu tinha uma planilha que enviava para o endócrino toda semana com os dados das medições das glicoses para alterações necessárias. Eu fazia de tudo pelas minhas meninas, só queria vê-las bem e com saúde.

Tive pouco enjoo, e as coisas estava caminhando bem. No segundo semestre da gestação, a glicada foi 6,2 o que me incentivou a continuar firme. Às vezes as glicoses ficavam altas e eu fazia as correções devidas, meu maior medo, era má formação nos bbs.

Graças a Deus, na medida em que o tempo foi passando, eu adaptei ao novo tratamento e sempre fazia tudo que os médicos orientavam. No terceiro trimestre a glicada chegou a 6,6.  Às vezes eu passava mal, mas eram sintomas normais de uma gravidez. Meu parto estava programado para quando eu completasse 38 semanas, eu contava os dias em um calendário que usava na empresa que trabalhava. A partir da 32ª semana, eu comecei a inchar e reter líquido.  Antes da gestação eu pesava 51 quilos e cheguei aos 72 quilos devido esse fator. O obstetra disse para meu marido que eu deveria medir minha pressão três vezes por semana e que se passasse de 13/8 deveria fazer contato com ele imediatamente. Com 34 semanas eu precisei internar, a pressão começou a subir, mas tudo indicava que as meninas estavam bem.



Durante esses dias internada, toda hora um medico media minha pressão e ouvia o coração dos bbs. Eu já esperava por uma cessaria e se necessário, UTI Neo Natal.

Exatamente dia 21 de agosto de 2014, completei 35 semanas de gestação, e o obstetra, chegou perto de mim e do meu marido, e disse que minha pressão estava 18/8.  Toda hora eu tinha crises de hipoglicemias, o que não era nada bom. Ele disse que eu estava com insuficiência placentária e pré-eclâmpsia.  Meu parto seria naquele momento, pois poderia acontecer morte subida com os bbs a qualquer hora.  Descemos imediatamente para a sala de cirurgia, e às 18h30min nasceu Cecilia com 1.890 quilos e às 18h32min nasceu Gabriela com 1.770 quilos. Ambas bem de saúde, mas devido ao peso, foram para a UTI Neo Natal. 

Eu tive uma recuperação boa, e sem complicações, não foi necessário o plano B.  Tive alta do hospital após três dias do parto, mas as meninas continuaram internadas. Pra mim, ter que ir embora do hospital e deixa-las foi a maior dor que já senti na minha vida.

Todos os dias meu marido e eu íamos para o hospital ficar com elas. Graças a Deus, Cecilia recebeu alta após nove dias e Gabriela após dez dias. Poder leva-las para casa foi  uma alegria imensurável.



Todas nos mães, sabemos que a jornada não e fácil, ainda mais com diabetes. Hoje estou com a glicada 7,9% mas preciso melhorar.  Continuo com o tratamento, mas não e necessário tantas doses de insulina, o que caiu para quatro doses.  Minha pressão voltou ao normal e tudo vem dando certo.  As meninas estão com um ano e três meses, e muita saúde!!!.

Temos a certeza que somos prova viva de um milagre. Deus é fiel em todas suas promessas. Gostaria de agradeço a todos que nos ajudaram, quanto à equipe medica, enfermeiros da UTI, familiares, amigos e todos que oraram por nos. Hoje somos uma família completa e abençoada por Deus.

Que possamos exercitar a nossa fe em todos os momentos e jamais desistir dos nossos sonhos.





4 comentários:

  1. Amèm!Que Deus permaneça abençoando vocês!Deus é fiel e nos honra sempre!

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  2. Amèm!Que Deus permaneça abençoando vocês!Deus é fiel e nos honra sempre!

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  3. Que história lindaaa.
    Eu perdi meu bebê nas 36 semanas por não cuidar da diabetes como deveria mas creio que Deus vai me dar uma nova chance

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  4. Que história lindaaa.
    Eu perdi meu bebê nas 36 semanas por não cuidar da diabetes como deveria mas creio que Deus vai me dar uma nova chance

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