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Uma glicada mega desregulada, mas venci com muito empenho

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Me chamo Renata Rodrigues. Tenho 25 anos e sou estudante do curso de Psicologia.
Atualmente sou usuária da bomba de insulina e uso Novorapid, mas na época da gestação eu usava nhp ( frasco) e novorapid ( caneta).
Graças a Deus não tenho nenhuma sequela. 
Descobri a dm1 com 14 anos de idade e desde então nunca fui disciplinada com o tratamento. Fui muito rebelde e por muitas vezes vivia como se não tivesse a doença, apesar da minha família e amigos pegarem muito no meu pé, eu agia como se não estivesse acontecendo nada. 
Até então eu fazia tratamento no Hospital Universitário Antônio Pedro ( hospital escola da UFF) e por ser atendida por residentes que sempre estavam em rodízio de atendimento, nunca estabeleci um vínculo mais próximo, o que me fazia muita falta, apesar de ser muito bem atendida. 
Minha gravidez não foi planejada, muito pelo contrário, foi um susto enorme. Engravidei do meu namorado na época, e eu tinha apenas 18 anos. Minha glicemia estava totalmente desregulada, em função da minha rebeldia e minha glicada estava em 13,8.
Fiz o pré-natal também no HUAP. O acompanhamento da equipe médica foi maravilhoso. 

Lá endócrino, ginecologista e obstetrícia trabalharam de forma conjunta e muito eficaz, o que apesar de muito medo de perder minha filha ou até de morrer, me fez ter muita segurança. 
Durante a gravidez eu não tive nenhuma complicação. Tentei ao máximo controlar minha glicemia, mas como gravidez oscila muito as taxas e eu não tinha um bom histórico, infelizmente eu não controlava muito bem.


A saúde da minha bebê sempre foi perfeita, Graças a Deus! Escolhemos o nome Manuela , pois tem como significado: Deus conosco ou Deus está conosco. Ao pensar nela era essa a única certeza que eu tinha, que Deus estava comigo! Manuzinha nasceu com 3,560 kg e 51 cm. Nasceu com 35 semanas, pois no fim da gravidez tive hipertensão gestacional o que fez com que meu médico optasse por uma cesárea de emergência. Eu tive muitas complicações no parto, tive pré eclampsia, tive que receber duas transfusões de sangue e só tive alta 10 dias após o parto, quando minha pressão normalizou... Mas com a Manu deu tudo certo! Recebi transfusão pq como eu estava totalmente desregulada e descompensada, eu perdi muito sangue no parto ( eu não vi muitos detalhes, pois tive que tomar anestesia geral, pois a outra não estava surtindo efeito, por conta da minha pressão alta) e depois do parto eu tive uma anemia muito forte
Amamentei somente por dois meses, pois fui acometida por uma infecção urinária mt forte e precisei ficar internada.


Eu engordei bastante na gravidez, mas emagreci rápido. O período em que amamentei eu o fiz com muito afinco e creio que isso tenha ajudado.
Tenho 12 anos de diagnóstico e somente há 7 anos, quando minha filha nasceu, venho me cuidando devidamente. Não é fácil conciliar todas as responsabilidades e ainda mais as da dm, mas com o apoio da família tem sido mais fácil. A bomba também facilita muito! Sou muito feliz por Deus ter me dado uma nova chance! Os médicos disseram na época que eu fui um milagre, que eles tiveram receio de me perder. Mas Deus agiu em meu favor! Quero falar a você mulher, portadora de Diabetes tipo 1, que deseja ser mãe. Se realmente ser mãe é seu sonho, vá em busca dele! 


Como? 
Tomando insulina devidamente, se alimentando corretamente e praticando exercícios físicos! Esse é o caminho! Seu esposo ou parceiro precisa estar empenhado com você pois o apoio do cônjuge é fundamental! 
Converse com seu médico, busque informações. Não faça como eu que engravidei de forma inesperada, com uma glicada vergonhosa e passei por diversos estresses desnecessários. Se cuidando direitinho podemos fazer tudo!



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