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Empoderamento é a palavra da vez

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As Redes Sociais facilitaram e fomentaram  muito as informações acerca do Diabetes, grupos foram formados, fanpages e blogs feitos e assim pessoas de diferentes localidades dialogam, tornam-se amigas e passam a compartilharem  suas opiniões e vivências sobre o Diabetes.

Com isso, a gente “passa a ver uma luz no fim do túnel”, a ver que há “gente como a gente”, pessoas que compartilham da nossa opinião, ou não, mas esta interação nos propicia um enriquecimento quanto ao tema. Ok!

Mas certas coisas nos intrigam nas Redes Sociais, aliás, querendo ou não desperta-nos até uma certa ira, mesmo quando tentamos não senti-la...

A partir de algumas postagens, nós decidimos falar sobre os últimos movimentos que tem havido por aqui nas Redes Sociais, em especial o de REVOLTA com o DM, que é compreensível porém ás vezes acaba por ganhar uma proporção descabida.

Outro dia lemos um comentário de uma senhora em um grupo do Facebook, afirmando que diabéticos não podem ter filhos. Nos questionamos:

-Com base no que ela diz isso?

 Com certeza com base na frustração pessoal em não ter gestado por quaisquer motivos, só que  a frustração pessoal, ou decisão de cada pessoa não pode e não deve se tornar a verdade absoluta de uma causa, tão pouco ser afirmada.

Nos iramos com aquilo e até pensamos ironicamente:

-Por que o facebook não tem a opção dar um tapa na cara? rsrs

Nos sentimos ofendidas como que lemos, ainda mais quando estas frases são proferidas em Redes Sociais onde toda e qualquer pessoa tem acesso e nem todas elas são informadas o suficiente para discernir o que de fato condiz. 

De NÃOS nossa vida está cheia, merecemos SINS,merecemos ACOLHIMENTO, merecemos ENCORAJAMENTO e EMPODERAMENTO,merecemos ouvir sim, as verdades e riscos, contudo sermos EDUCADAS quando as INFORMAÇÕES do DM.

Não queremos maquiar uma verdade quanto a gestação da mulher diabética, há sim, medos, receios, mais dextros, idas a médicos, exames e afins...E daí?! O que na vida não nos exige cuidados? Pensemos nas praticidades mínimas da vida... Tudo exige cuidado.

Se é normal ou anormal, não entraremos no mérito pois nisso não há consenso, depende de valores, pontos de vista e etc e tal...Normalidade e anormalidade é pessoal.

Somos mães de meninos lindos, saudáveis e  inteligentes .

Portanto, seja realista sim, informe,eduque, encoraje, empodere, mas não use o poder que você tem nas mãos em ter um blog, uma página pessoal, uma fanpage ou sei lá mais o que, pra frustrar e matar o sonho de pessoas.
Sonho, é vida, sonhos nos guiam... Se não é capaz de sonhar, não acabe com quem ainda o faz.

Diabetes limita quem ?

Um texto feito em conjunto...

Por: Daniele Dias ( DM1 há mais de 20 anos- usuária de caneta, formada em Comércio Exterior e mãe do Miguel) & Kath Paloma (DM1 há quase 10 anos-usuária de bomba de insulina, pedagoga, arte-educadora, técnica em museologia, cursando educação em diabetes e mãe do Davi)

Diabetes limita quem mesmo?

Meu cotidiano com Davi

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Por uma manhã abençoada..
Não é fácil, a gente passa a vida correndo e se apertando para curti-la. Filhos começam a crescer, vc começa a envelhecer e o ciclo da vida não pára. Tento diariamente levantar mais cedo, orar, tomar um café tranquila, me arrumar sem pressa e fazer o mesmo com o Davi, tudo calmamente, no entanto teria que acordar as 4:30 da manhã, sendo que na maioria das vezes durmo entre 0:00-1:00. Conclusão: "Não dormiria", ficaria estressada e etc e tal...
Sendo assim, levanto as 5:30 sempre correndo, às pressas, lembrando que tenho que medir a glicemia, levantar Davi (que faz o maior charme), tomar banho e dá-lo tb em meu filho, nos arrumarmos, tomarmos pelo menos um leite e junto descermos a rua correndo para pegarmos um ônibus lotado e cada um tomar "seu rumo" .
Sendo assim, todos os dias conto com o apoio do Anderson nesta loucura diária, para não chegar atrasada na escola do Davi e no trabalho. Mas, há uma semana algo diferente tem ocorrido,um pequeno ser humano tem me perguntado:
-Mãe, cê midiu o diabeti pra sai?
Daí vejo que cotidianamente pequenos milagres diários alegram meu dia.

Meu filho fez 3 anos!

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Dia 27/06/2013 às 11:53, com 3.510kg e 48 cm, parto cesárea, bolsa rota, nascia o homem que mudou minha vida, que me fez ser uma pessoa melhor e reconhecer todas as minhas fragilidades, nascia Davi Duarte Luz, o grande amor da minha vida.
Parabéns filho!!! Eu te amo um tantão de grande, maior que o universo, nosso amor é inexplicável. Obrigada pela amizade e companheirismo de sempre.
Ontem comemoramos seu aniversário em um piquenique agradável com o tema ônibus escolhido por ti. 
Serei eternamente grata a ti!

Haja insulina e psicológico para controlar a ansiedade!

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Por favor nos respeitem! Sobre maternidade diabética!

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Sou diabética, meu filho poderá ser diabético?

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Há alguns anos atrás as pessoas me perguntavam se por  sermos diabéticas teríamos filhos diabéticos, respondia veemente que não, hoje perto de concluir minha pós- graduação e estar estudando a doença passei a ver que estava um tanto quanto equivocada, esta probabilidade existe sim, mas não é um veredicto em nossas vidas, como disse, uma probabilidade.


Calma! Não surtem! Vivam um dia de cada vez... E não façam de seus filhos "peneiras" de tanto furá-los (dextros)...

Se conheço DMs com filhos DMs?

Sim, conheço DMs1 com filhos DMs1...Mas não se apeguem a isso...

E se isso ocorrer? OK! Vai ser um momento de inúmeros questionamentos e passaremos por todos os processos psicológicos já conhecidos, mas o importante é viver e mostrar para nossos filhos que Diabetes não é o fim do mundo e com os devidos cuidados podemos ter uma vida normal. Talvez não seja tão simples como parece, mas é possível, ter uma equipe que lhe dê um bom respaldo é fundamental neste processo...


Leiam a matéria abaixo da American Diabetes Association (ADA).


Você pode estar preocupada se seus filhos também terão. Ao contrário de algumas características, o diabetes não parece ser herdado em um padrão simples. Contudo, claramente algumas pessoas já nascem com predisposição para desenvolver a doença.





O que leva a ter diabetes?
As causas para o diabetes tipo 1 e tipo 2 são diferentes. Ainda assim, dois fatores são importantes em ambos. Primeiro, você deve ter herdado uma predisposição para a doença. Segundo, alguma coisa no seu meio ambiente deve ter ativado o diabetes. Somente os genes não são suficientes. Uma prova disto são irmãos gêmeos idênticos. Irmãos gêmeos idênticos têm genes idênticos. Contudo, quando um gêmeo tem diabetes tipo 1, o outro adquire a doença  quase na metade das vezes. Quando um gêmeo tem diabetes tipo 2, o risco do outro é na maioria das vezes de 3 em 4.
Diabetes Tipo 1
Na maioria dos casos de diabetes tipo 1, as pessoas precisam herdar os fatores de risco dos pais. Nós entendemos que estes fatores são mais comuns entre os brancos porque estes têm a maior taxa de diabetes tipo 1. Como a maioria das pessoas em risco de adquirir diabetes não têm a doença, pesquisadores querem descobrir qual a influência do meio ambiente para o aparecimento da mesma.
O diabetes tipo 1 desenvolve com mais freqüência no inverno e é mais comum em lugares de clima frio. Outro fator, responsável pelo para desencadear o diabetes pode ser um vírus. Talvez um vírus, de efeitos moderados na maioria das pessoas, pode ativar o diabetes tipo 1 em outras.
Uma dieta logo no início do nascimento pode ter uma participação. O diabetes tipo 1 é menos comum em pessoas que foram amamentadas e naquelas que se alimentaram de alimentos sólidos mais tarde.
Em muitas pessoas, o desenvolvimento do diabetes tipo 1 parece demorar muitos anos. Em experimentos que seguiram parentes de diabéticos tipo 1, pesquisadores descobriram que a maioria daqueles que tiveram diabete em idade mais avançada, tinham certamente auto-anticorpos no sangue por muitos anos antes. (Auto -Anticorpos são anticorpos “que deram errados”, os quais atacam os próprios tecidos do corpo).
Diabetes Tipo 2
O diabetes tipo 2 tem bases genéticas mais fortes que o diabetes tipo 1, mas ainda assim depende mais de fatores ambientais. Parece confuso? O que acontece é que o histórico familiar de diabetes tipo 2 é um dos fatores de risco mais forte para se adquirir a doença.
Americanos e Europeus comem muita comida com gordura e com pouquíssimo carboidrato e fibra, e praticam poucos exercícios. O diabetes tipo 2 é comum em pessoas com esses hábitos. Nos Estados Unidos, os grupos étnicos com maior risco de adquirir a doença são os Afros Americanos, Mexicanos Americanos, e os Índios.
Outro fator de risco para adquirir diabetes tipo 2 é a obesidade. A obesidade é mais arriscada para os jovens e para pessoas que têm sido obesas por um longo tempo.
O diabetes gestacional é mais um quebra-cabeça. Mulheres que adquirem diabetes durante a gravidez têm provavelmente um histórico familiar de diabetes, especialmente pelo lado materno. Mas como em outras formas de diabetes, fatores não genéticos têm certa influência. Mães de idade mais avançada e mulheres acima do peso têm mais propensão a adquirir diabetes gestacional.
Diabetes Tipo 1: o risco do seu filho
Em geral, se você é um homem com diabetes tipo 1, o risco de seu filho adquirir diabetes é de 1 em 17. Se você é uma mulher com diabetes tipo 1 e seu filho nasceu antes de você ter 25 anos, o risco dele adquirir diabetes é 1 em 25; se seu filho nasceu depois que você completou 25, o risco dele é de 1 em 100.
O risco de seu filho é dobrado se você desenvolveu diabetes antes dos 11 anos. Se você e seu marido têm diabetes tipo 1, o risco fica entre 1 em 10 e 1 em 4.
Existe um teste que pode ser feito para crianças que têm irmãos com diabetes tipo 1. Este teste mede os anticorpos para insulina, para ilhotas de células no pâncreas, ou para uma enzima chamada
Ácido glutâmico descarboxilase. Altos níveis podem indicar que uma criança tem altos riscos de desenvolver diabetes tipo 1.
Diabetes Tipo 2: o risco de seu filho
Diabetes tipo 2 ocorre nas famílias. Em parte, essa tendência se deve porque as crianças aprendem maus hábitos de seus pais, por exemplo, comer mal, e não se exercitar. Então há também uma base genética.
Em geral, se você tem diabetes tipo 2, o risco de seu filho adquirir diabetes é 1 em 7, se você foi diagnosticada antes dos 50 anos, e 1 em 13 se você foi diagnosticada depois dos 50.
Alguns cientistas acreditam que o risco de uma criança adquirir diabetes é maior quando é a mãe que tem diabetes tipo 2. Se ambos, você e seu companheiro têm diabetes tipo 2, o risco de seu filho é cerca de 1 em 2.
O que é “Em Risco?”
Estimativas de risco são as melhores suposições dos cientistas. Eles podem estar errados. As estimativas de risco lidam com probabilidades, não lidam com certezas.
Isso significa, que você pode adquirir a doença apesar de ter um risco baixo ou você pode não adquirir a doença apesar de ter um alto risco. Por exemplo, fumantes têm um alto risco de câncer no pulmão, mas alguns fumantes nunca têm câncer.
Esses fatores significam que seus filhos podem ter diabetes ainda que o risco deles adquirirem a doença seja baixo. A média entre americanos com chance de adquirir diabetes tipo 1 é de 1 em 100 e 1 em 9 de adquirir diabetes tipo 2. Mesmo que o risco de seu filho adquirir diabetes não seja maior que de outra criança, ele ou ela poderá assim mesmo adquirir a doença.
Fonte: American Diabetes Association (ADA)

Para consultar: 

http://diabete.com.br/a-genetica-do-diabetes-2/
http://blog.adj.org.br/tenho-diabetes-sera-que-meus-filhos-tambem-terao/

Me preparei assiduamente para esta gestação, tudo deu certo

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Me chamo Letícia, sou fisioterapeuta, tenho 33 anos e tenho diabetes tipo 1 há 16 anos.

No início do diagnóstico tive muitas hipoglicemias assintomáticas e crises convulsivas. Foi uma época muito difícil!  

Usei todas as insulinas disponíveis e não conseguia um controle adequado. Até que em 2005 coloquei a bomba de insulina. Minha vida mudou drasticamente para melhor! Desde então mantenho minha glicada menor que sete e uma ótima qualidade de vida!

Meu sonho sempre foi ser mãe e muitos médicos me diziam que eu não iria conseguir, isso antes da bomba. Me casei em 2008 e em 2010 , depois de muito planejamento com 27 anos, engravidei. Ao contrário do que os médicos me diziam engravidei na primeira tentativa e foi uma gestação muito saudável! 


Continuei fazendo os testes 8 vezes por dia, Mas não senti muito essas picadas pois sempre fiz muitos testes. ..Tenho muitas hipoglicemias e no primeiro trimestre da gestação elas aumentaram muito, mas fui bem assistida pelo endocrinologista que ajustava as dosagens da bomba mensalmente. É claro que eu sempre ficava ansiosa para saber se estava tudo bem, e a cada ultra som era parabenizada pelos médicos que me diziam que a gestação de uma diabética controlada é exatamente igual a de outras que não são.




Quando a Isabela nasceu, novamente os médicos me disseram que foi uma gestação mais tranquila do que uma mãe que não era diabética!

Isabela nasceu com 37 semanas, parto cesárea , com 3.150 kgs e 45,5 cm e não teve nenhuma complicação! 

Foi de alta comigo...Muito saudável! Mamou na primeira hora de vida até um ano, quando ela mesma não quis mais. ...


Eu sempre quis ter dois filhos mas ano passado, um endocrinologista diabético, usuário de bomba de insulina, pai de um filho e grande pesquisador da área, me confirmou uma coisa a qual sempre ouvi o contrário... Filhos de diabéticas, podem se tornar diabéticos, independente di tipo de DM da mãe. É uma chance pequena, 4 em cada 100 , mas quantos mais filhos eu tiver, maior a chance de algum ter diabetes tb. Fiquei muito triste com essa notícia, pois sempre ouvi o contrário, mas fui atrás e descobri que realmente é verdade. Além do mais, pq um médico DM pai iria mentir sobre isso?




Hoje estou mais conformada por não ter outros filhos, eu só quero que a minha Isabela tenha muita saúde!



Sou muito feliz!!!!



Hoje ela está com cinco anos e é a razão da minha vida!!! Um amor que até dói!!! 



Aos que duvidam da maternidade diabética sou mais uma prova que diabetes bem cuidado não nos limita em nada!  



Tenho uma vida normal, com cuidados diários, é claro!!!!


Espero que esse meu depoimento ajude as mães que possuem medo pois se conseguirmos controlar nosso diabetes, mantendo a glicada menor que 7% teremos gestações muito saudáveis ! Somos mães como todas as outras, com cuidados e preocupações que todas tem!!!! E hoje tenho vontade de voltar naqueles médicos do início do meu diagnóstico que disseram que eu nunca seria mãe e mostrar minha Isabela, linda e saudável!!!!!




Usei o FreeStyle® Libre da Abbott: Minhas impressões.

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Dia 02/06/2016 foi lançado no Brasil o Freestyle Libre.

Eu e um grupo de blogueiros fomos convidados pela  Abbott para fazer uso do produto antes de seu lançamento oficial no Brasil (os critérios acredito que estejam ligados a nossa militância e divulgação na utilização do produto, no entanto o convite foi feito pelo laboratório, quaisquer esclarecimentos, eles serão os mais indicados para dar-lhes). Na Europa ele já é usado e nos Estados Unidos está em análise.

Eu e Luana (do blog A Diabetes e Eu) com o mesmo valor de glicemia 135 md/dL

Infelizmente não foi liberado para menores de idade, a ANVISA ainda não liberou no Brasil. Na Europa é permitido para crianças maiores de 4 anos, porém em nosso país ainda não, pois não há um documento que regulamente o uso em crianças (maiores esclarecimentos, procure o laboratório, não saber falar profundamente sobre o assunto).

Fiquei mega feliz com o convite, pensei no quanto minha vida seria simplificada medindo menos vezes a glicemia, sim por que o aparelho não isenta as glicemias capilares. Mesmo assim, pensei no meu cotidiano como mãe... E de fato tudo isso foi muito simplificado. E como!

Meu filho Davi amou o libre, pedia direto para MEDIR minha glicemia, algumas vezes foi ele que me lembrou de vê-la rsrsrs

Vamos começar do começo. Fui convidada, aceitei, recebi o produto em casa e instalei na maior praticidade do mundo.

Segue abaixo o vídeo da instalação.


                                                          Vídeo da colocação

Uso bomba de insulina da Roche sem o Smart Control, meço a glicemia cerca de 10x por dia e já fiz uso da bomba da Medtronic com sensor.Acho que o FreeStyle® Libre foi muito parceiro em meu tratamento.

Ao instalá-lo houve um pequeno sangramento que saia pelo buraco do sensor, mas o mesmo cessou, devo ter pego pequeno vaso sanguíneo e isso é considerado normal.

Quando sangrou...

Medir a glicemia inúmeras vezes ao dia foi extremamente importante, tenho o costume de medi-la a cada duas horas (antes e depois das refeições), mas com o libre pude aumentar o número de medições, medir sempre me possibilitou conseguir manter as glicemias mais próximas da normalidade. Isso facilita muito, não só no período pós-refeição, como nos períodos: menstrual, de infecções e inflamações, pois são momentos de grandes oscilações glicemias. Poder “pegar” o início de uma hipo e hiper, e intervir com correção de uma insulina ultrarrápida ou algum doce, é fenomenal!

Nos três primeiros dias senti uma diferença exorbitante entre o resultado do Libre e do glicosímetro, eu media no Libre e em seguida fazia a ponta de dedo para comparar, a princípio não confiei no aparelho devido as grandes diferenças nos resultados. Por exemplo: No primeiro dia -Dextro: 145 mg/dl – Libre: 313. Algumas vezes ele mostrou uma hipo que nem estava próxima de existir. Isso me causou grande insegurança, porém após o terceiro dia os resultados passaram a ficar mais próximos com diferenças de no máximo 30 mg/dl.

Pelo o que nos foi dito, não é indicado para gestantes , porém não é proibido.Uma.otima oportunidade para quem está neste momento importante.Vale falar com o médico!

Mas como dica digo: Quando tiver sintomas de hipo ou hiper e o valor for próximo da normalidade no Libre, faça uma ponta de dedo para confirmar o resultado, o aparelho pode não detectar uma das duas e lhe trazer problemas. Na dúvida, fure o dedo!

Em diálogo com os demais usuários e empresa, vimos que esta discrepância nos primeiros três a quatro dias é considerada normal, digamos que seria uma adaptação. Vale salientar que o aparelho não exclui as glicemias capilares. O mesmo não necessita ser calibrado por sua tecnologia Wired Enzyme.

Para ser lançado no Brasil, o aparelho necessitou da aprovação da ANVISA- área da saúde e ANATEL área de telecomunicações, pois utiliza a tecnologia NFC.

A aplicação é extremamente prática e indolor, podendo ser feita em casa sem riscos (como visto no vídeo).

A venda será feita pelo site da Abbott para maiores de idade, por CPF e com quantidade estipulada pela empresa. Neste momento, para adquiri-lo, você precisará se cadastrar no site e aguardar até poder comprar (eles entrarão em contato com vocês com base nas informações passadas no cadastro). As vendas vão começar agora, na segunda quinzena de Junho.

Para entendermos melhor o Freestyle® Libre - Sistema Flash de Monitoramento de Glicose é um pequeno sensor (semelhante a uma moeda de 1 real), aplicado na parte posterior do braço, mede de forma contínua as leituras da glicose e armazena os dados durante o dia e a noite.


O menu inicial é muito prático, sem segredos, só ir seguindo os comandos e as coisas vão dando certo.

Ao adquiri-lo você receberá neste primeiro kit: dois sensores (cada um vem numa caixa) e uma caixa com o leitor dentro. Os manuais são de fácil compreensão e o pendrive que recebi possui informações muito práticas.


Imagem do site: www.diabetes.med.br


O aplicador deve ser guardado, pois após o uso do sensor o mesmo deve ser guardado dentro deste e descartado. Recomenda-se colocá-lo no descapack juntamente com os insumos que vão para o posto de saúde.

Higienize com álcool a pele antes de colocá-lo e espere secar bem, não utilize nenhum cosmético na região, você corre o risco de descolar o sensor. Após a aplicação você poderá colocar uma fita adesiva para fixá-lo melhor caso sinta-se inseguro.

Ao colocá-lo, você deverá ligar o leitor e colocá-lo em do sensor para que o mesmo o reconheça. Uma hora depois, você está liberado para usar. Antes de uma hora, se tentar usar não vai conseguir, aparece na tela uma mensagem impossibilitando o uso.

Não passe de 8 horas para medir, este é o intervalo máximo para coleta os dados.

Não utiliza pilhas, é carregado na tomada.

Eu, Davi e o Freestyle Libre no Aquário de SP

Se incomoda? Não! Mas confesso que ao colocar a alça do sutiã, e passar por algumas maçanetas de portas eu levava um baita tranco, fechava os olhos com medo de perder o sensor pelas belas “puxadas”, mas graças a Deus não o perdi. Fica bem exposto, mas eu particularmente não me importo.


                                      Eu, Davi e o Freestyle Libre (agora em destaque) no Aquário de SP

O aparelho só pode ser usado no braço pois não há estudos que comprovem sua eficácia me outra parte do corpo.

Imagem site Abbott

 Você pode tomar banho, nadar ou praticar exercícios sem se preocupar. O sensor do Freestyle® Libre foi desenvolvido para ser resistente à água  e durar até 14 dias, o sensor é resistente à água em até 1 metro de profundidade. Não mergulhar por mais de 30 minutos.

No frio para mim foi uma beleza, eu de cachecol, camisas e blusas pude medir minha glicemia tranquilamente, era só passar o leitor no braço que o mesmo escaneava a glicemia sobre a roupa.

Qualquer problema com o leitor ou sensor o usuário poderá entrar em contato com o 0800 da Abbott, se não for considerado mau uso a troca será efetuada.

 É importante guardar a caixa do sensor até acabar o ciclo do mesmo (14 dias), pois se algo der errado com o sensor, à troca poderá ser efetuada.

O único país que possui aplicativo do libre para Smartphone é a Suécia, em meados de 2017 provavelmente o Brasil também terá.

A glicemia é “medida” por meio de um rápido scan, em 1 segundo disponibiliza o resultado.

O leitor (aparelho de medir) é compacto, leve, fácil de segurar e carregar. Pena não ter um estojo para guardá-lo...

A Tela é touchscreen (ainda não tão ágil- achei meio lentinha e às vezes travava) colorida sensível ao toque com luz de fundo, melhora a experiência do usuário, pode ser lida no escuro.

Armazena 90 dias de dados da glicose. Fornece um panorama da glicose completo do paciente ao longo de três meses. Permite inserir notas  e a inclusão fácil de alimentos e doses de insulina que facilitarão quando você for ver os gráficos em sua totalidade. Até a prévia da glicada ele fornece.

A cada scan (medição), o leitor mostra um gráfico com o passado, o presente e o futuro da sua glicose. O passado é apresentado por meio do histórico das últimas 8 horas. O presente é a sua glicose no momento do scan. E o futuro é mostrado por meio de uma seta que indica a tendência da sua glicose.

Você pode se perguntar: Como é feita a medição sem sangue na ponta do dedo? O Sistema Flash de Monitoramento Freestyle® Libre é indicado para medir níveis da glicose no fluído intersticial, isto significa que o resultado é tirado deste fluido que nada mais é que do que um liquido que envolve as celular. Por isso há pequenas variações nos valores das glicemias capilares e dos sensores.

Alguns brasileiros compraram o produto fora e agora querem saber se o leitor estrangeiro poderá ser usado nos sensores daqui. Infelizmente não.

Só poderá ser usado um único leitor por sensor, se você adquirir dois leitores (aparelho de medir) e quiser usa-los no mesmo sensor, isso não dará certo, pois para cada sensor há um número de série, que possibilita apenas um único “pareamento” por leitor.

O preço é:  R$ 599,70 o kit inicial (aparelho, manuais, cabo e carregador + 2 sensores). R$ 239,90 cada sensor, que dura 14 dias.

A venda será feita apenas pelo site com um frete de R$15,00.

A Abbot orienta a avisar as autoridades em caso de voos, para evitar possíveis transtornos, mas pacientes já o utilizaram em viagens aéreas e disseram que não ativa o alarme.

A empresa se responsabiliza em instruir profissionais interessados em conhecer esta nova tecnologia.

Pacientes com hipoglicemia reativa podem usar o produto que será de grande valia para os mesmos.

A grande dúvida é se poderemos entrar com processo administrativo ou judicial para obtê-lo. Ainda é cedo para termos esta resposta, mas acredita-se que futuramente possa haver esta possibilidade. Pois não será distribuído gratuitamente na rede sem tais ações.

A pergunta é:
- Kath, você recomendaria o Libre?

Resposta:

- Sim! Embora o preço esteja fora das minhas possibilidades para tê-lo mensalmente, ou seja, continuarei fazendo pontas de dedos, o aparelho me deu a possibilidade de observar mais atentamente minhas glicemias de forma indolor e menos incômoda, me trouxe liberdade e possibilidade de medi-la constantemente, inúmeras vezes. Mesmo havendo a discrepância de valores nos primeiros dias, e algumas pequenas diferenças nos valores, quando tudo vai se ajeitando é uma maravilha. Confesso que para mim, que vivo como louca correndo com filho, trabalho, casa, faculdade e afins, além de ter hipoglicemia assintomática, foi uma mão na roda, em contrapartida, ao me vestir nesta correria toda, quase perco o sensor na hora de colocar as roupas. Acho que o touchscreen do leitor poderia melhorar e o aparelho ganhar um estojo para guardá-lo. São pequenas coisas que podem ser relevadas, porém revistas pelo fabricante. Eu recomendo e saliento que ele não exclui as glicemias capilares. 

Bibliografia utilizada: Site Abbott

E ai? Como você encara o diabetes?

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Quem aqui nunca se desentendeu com seus pais? Com o namorado (a)? Amigos?

Quem aqui nunca estudou obrigatoriamente?

Quem aqui já não teve vontade de matar alguém por sua atitude (não no sentido literal)?

Quem aqui deixou de fazer um passeio em função de algo?

Quem aqui nunca se sentiu injustiçado?

É comprovado, que qualquer, qualquer tipo de relacionamento há discórdias, desentendimentos, alegrias, êxtase e assim segue...

Por que estou falando isso?

Por que sinto que eu e o Diabetes temos um relacionamento, sim nos relacionamos...

Querendo ou não ter diabetes é relacionar-se com ele, é estar com o mesmo a todo o momento. Claro que tê-lo é por vezes frustrante e talvez enlouquecedor , mas não é assim a todo o momento, não é, pois fazemos outras coisas da vida e não a focamos no Diabetes constantemente, embora ele esteja ali, embora nosso pâncreas tenha parado de produzir insulina...

São tantos questionamentos e perguntas que eu passaria o dia aqui indagando, o fato é que há uma discussão latente: O diabetes te limita ou não?

Li em em uma matéria no jornal, uma entrevista com uma blogueira diabética, ela narrava episódios de seu cotidiano, e a forma com que esta lida e vê o diabetes, em um trecho ela diz: "existem dois tipos de diabetes, mas no fim são todos do tipo ruim”, na verdade existem mais de seis tipos de diabetes, sendo os mais conhecidos tipo 1, tipo 2 e gestacional e se eu interpretasse o diabetes assim, desse o poder ao diabetes de ser determinante em minha vida, se eu o visse de forma mórbida e dissesse isso às tentantes, grávidas e mães diabéticas com que convivo, provavelmente elas se sentiriam como eu um dia me senti, impossibilitadas, para baixo e limitadas.

Posso ouvir que cada um lida com o que lê da forma que quer... Concordo! E ainda complemento com a frase de Evelyn Beatrice Hall: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.”

Respeito toda e qualquer opinião, mesmo discordando, é que vejo as coisas por um espectro diferenciado e tenho também o direito de dizê-lo aqui não é?

Eu como blogueira tenho uma responsabilidade com quem me lê, tenho todo o direito de postar minhas insatisfações, desilusões e tristezas com o DM, mas minha vida não se resume as tristezas do viver, me permito rotular, criar um estigma enfatizando o quanto minha doença é ruim, tenho mais o que fazer, tenho mais o que viver...Eu tenho sede de vida!

No meu período gestacional, tive tantas intercorrências... Já pensou se eu me prostrasse?

Depois do diagnostico, fui mãe, me formei três vezes, me dei inúmeras oportunidades de estudar e trabalhar onde quis, estudei o diabetes para entendê-lo e aos poucos ir adequando-o ao meu cotidiano.

A necessidade de buscar insumo existe! No âmbito profissional escuto “gracinhas”? Sim! 
E como intervenho? Educando! Como diz Mandela "A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo." Exemplo ( mas você pode criar o seu): Em novembro (mês do diabetes) pude trabalhar esta questão no trabalho e confesso que não obtive êxito total, porém passei a notar que isso ocorre entre pessoas e sempre haverá algo a se falar e a criticar... 

Conforme minha realidade de vida fui criando métodos, escapes, meios para que aos poucos o DM entrasse dentro da minha realidade.Isso ocorre em relacionamentos sabiam?

Não existe fórmula certa para criar filhos (eu que o diga!) no entanto seguimos o curso da vida tentando... Por que com o DM é diferente? Por que com ele queremos nos intitular "coitados e limitados" ?

As hipos e hipers às vezes acabam comigo? Sim! Mas a enxaqueca que tenho também e o diabetes tem algo a ver?

Buscar insumos é inconveniente e chato? Ás vezes sim, mas não faço compras no mercado? Preciso ir, pois se não passo fome!

Receber o resultado de uma glicada alterada me chateia? Sim! Mas me dedicar a uma disciplina e receber o boletim com nota abaixo da média também me chateia.

Saber que posso ter inúmeras “patias” é um porre? Sim! Mas se eu não cuidar da minha alimentação independente do diabetes provavelmente terei um destes itens: infarto, hipertensão, colesterol, obesidade dentre outros.

Viver com o diabetes é uma delicia? Com certeza não, mas não é um fator limitador.

Ah! Mas preciso comer a cada 3 horas? Queridos, isso qualquer ser humano que zela da sua saúde precisa se alimentar neste periodo.

Ah! Mas preciso me aplicar e medir... E as mulheres com suas regras mensais não precisam efetuar sua higiene?

Parece tosca a comparação, mas não é! O diabetes está em minha vida (mesmo que eu não o tenha escolhido) assim como qualquer fator orgânico está. E ai eu não me adapto e cuido deles?

Você tem o poder de escolha em suas mãos, ou você encara como algo intrínseco a sua vida ou passa a vida toda se lamentando e arrastando multidões com esse seu calvário. Cristo tinha objetivo de salvação, ele irradiava alegria, morbidade cansa!

A forma com que eu encaro determinada coisa diz muito sobre mim, posso ter meus momentos de surtos, mas eles não podem prevalecer, quem determina o  curso da minha vida, sou eu!



VALE A REFLEXÃO! 

Imagem da internet