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10 meses após uma gestação, diagnóstico de DM1 e anos depois uma segunda gestação

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Meu nome é Naiara, tenho 29 anos, sou do lar, resido em Sorocaba/SP e fazem dez anos que sou diabética tipo 1.

Descobri o diabetes com 18 anos, dez meses depois do nascimento da minha primeira filha (Julia Gabrielly).

Gravidez da minha filha
Na gravidez tudo foi normal perfeito, mas dez meses do nascimento da minha filha, comecei a passar mal, emagrecer, sentir fraqueza e muita sede. Fui ao pronto atendimento e lá fui diagnosticada com diabetes, a glicemia estava em 600 mg/dl. Passei o dia lá tomando remédios pra abaixá-la, fiquei sem chão, a única informação que tinha sobre diabetes era que não poderíamos comer doces.

Comecei o tratamento com comprimidos que não fizeram nenhum efeito, e a partir daí vimos que eu necessitaria usar insulina.

No começo não conseguia aplicar as injeções sozinha, meu esposo e uma amiga que faziam isso pra mim, com o tempo fui perdendo o medo e assim consegui me autoaplicar.

Sempre sonhei em ter outro filho, mas só ouvia dos médicos que não era possível, que era um risco. No começo me tratava com uma médica que não cuidava de mim direito, minha glicada ficava entre 10% e 13%.

Ela só me dizia:

-VC NÃO PODE FUMAR, NEM BEBER E NEM.ENGRAVIDAR!!!

Graças a Deus troquei de médica, e assim meu tratamento foi melhorando. Comecei a usar a humalog (lispro) e a nph e também o comprimido glifage.

Em 2014 descobri que estava grávida, foi um susto enorme. Devido a glicemia alta e descontrolada, fui para o hospital para perfil glicemia, e lá descobri que era uma gravidez anembrionária, uma gravidez de ovo cego sem embrião. Meu mundo desabou foram os piores dias da minha vida . Ali decidi que não engravidaria mais, não queria passar por aquilo de novo.

No começo do ano de 2015, o glifage começou a me fazer mal, me dava dores de estômago, então parei de tomá-lo. No final de 2015, um ano depois da gravidez que não deu certo, outro susto estava grávida de novo. Mas dessa vez sentia que era diferente, sentia que era Deus quem tinha me dado essa benção.

Novamente fui para o hospital pra perfil glicêmico e lá fiquei 15 dias. Sai de lá sabendo que meu bebê estava se desenvolvendo, que dessa vez era real.


Comecei o acompanhamento com o endócrino especializado em gravidez de alto risco, lá uma vez por semana acompanhava a glicemia.



Graças a Deus tudo sempre normal, de vez em quando uma hipo ou uma hiper coisas da vida de um diabético . Continuei com a nph e a humalog. E assim a gestação foi seguindo, com 34 semanas, tive que me internar, pois minha glicemia começou a subir, fiquei seis dias no hospital pra controle e sai de lá com doses enormes de insulina era 20 de manhã, 22 no almoço e 29 a meia noite. Até brincava com endócrino que logo estaria bebendo a insulina de canudo.

Sai do hospital e continuei indo a maternidade três vezes por semana para acompanhamento do bebê, ele estava perfeito, e me disseram que com 38 semanas me internariam para indução.



E assim com 38 Semanas me internei, tentaram a indução, mas não deu certo, foi quando fui para a cesárea. E no dia 19/07/2016 meu príncipe Lorenzo Felipe veio ao mundo, pesando 3.810kgs e 50 cm.

Não Engordei nada na gravidez, pelo contrário perdi 10 quilos, por ser regrada na dieta e estar acima do meu peso, a dieta adequada me fez perdê-los e isso não foi prejudicial ao meu bebê. Meu príncipe nasceu com hipoglicemia e foi para o berçário, lá devido a um acontecimento acabou indo para a UTI neonatal, e lá ficou por 10 dias .

O que lhe ocorreu nada teve a ver com o diabetes,o cateter umbilical dele se virou e levou fluido para o pulmão, ele entrou em choque e não conseguia respirar, por isso foi para a UTI.Mas ficou bem e não lhe causou sequela nenhuma.

Eu me recuperei muito bem da cesárea. Nunca me cuidei tanto como na minha gravidez, nunca comi tão regrado como nesses nove meses gestacionais.

Sacrifícios que valeram a pena, hoje tenho meu príncipe, lindo e perfeito comigo. Por ter gestado sem diabetes e com diabetes, as diferenças são notórias, uma coisa que mãe com diabetes tem “a mais” das demais é a força de vontade e resiliência, ser mãe para nós não apenas querer, é desejar e fazer por onde tudo corra bem, pois existem muitos pormenores em nossas gestações, que com força de vontade conseguimos superá-los.

Meus filhos, minha benção

 Deus foi maravilhoso e me deu uma bênção sem igual.

Hoje ele está com 3 meses, tento manter o mesmo ritmo da gravidez na alimentação, mas de vez em quando dou umas abusadas, iniciei a gravidez com uma glicada de 6.9% e terminei com uma de 4.5%.


Estou conseguindo manter um bom controle o último exame deu 5.4%. Me. cuido agora pra poder ver meus filhos crescerem, pra poder olhar pra eles todos os dias e desfrutar e agradecer a Deus pelos meus milagres. Com fé e força de vontade podemos tudo, até aquilo que sempre nos e dito que não.

Um comentário:

  1. Que linda história. Estou com a glicada 7.0 e meu maior desejo é ser mãe. Que Deus me abençoe com essa graça!

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