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AMAMENTAÇÃO,DIABETES E GLICEMIAS

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Me chamo Kath Paloma, 30 anos, coordenadora pedagógica, sou de São Paulo – Capital, pós- graduanda em Educação em Diabetes, usuária de bomba de insulina e tenho Diabetes Tipo 1 há mais de 10 anos.
Casei-me aos 20 anos de idade cheia de expectativas, esbanjando saúde e pensando em diversas possibilidades para o TCC da pós- graduação, foi quando meu presente de casamento veio num envelope branco: Glicemia em jejum 237mg/dl. Mas tarde no Pronto-Socorro o exame de sangue registrava mais de 800mg/dl. Os sintomas já estavam aparecendo, mas eu jamais achei que seria diabetes.


Novos desafios, sintomas, adaptações e assim a vida foi tomando seu rumo. Sempre fui assistida por uma boa equipe médica, mas sabia que precisava ir além do que me era passado, a vida era minha, portanto o interesse era meu. Passei a frequentar palestras, buscar grupos nas redes sociais, ler muito (inclusive bibliografias da área da saúde) e a questionar minha endocrinologista, as consultas passaram a ser produtivas, porém nada da minha hemoglobina glicada baixar e o sonho da maternidade começou a aparecer, estávamos com mais de 5 anos de casados.

Havia perdido 18 kgs após o diagnóstico do DM1

Leituras e mais leituras, me deram embasamento para saber o que me esperava quando eu ficasse grávida, até que por vacilo veio à primeira gestação, que não foi programada, porém bem recebida. A hemoglobina glicada estava acima do que se é recomendado para uma gestante (6,5%), mas eu estava assídua no tratamento e certa que daria certo, até que com quase 4 meses de gestação faltando dois dias para o Dia das mães, perdi o bebê e passei por um processo de curetagem. Doeu, me reergui e passei a lutar de verdade pela maternidade “diabética”.

Foto da minha primeira gestaçào

O que é lutar de verdade pela maternidade “diabética”? É planejar-se mesmo quando o bebê vem sem “querer”, é ter uma rotina de exercícios físicos, ingestão de líquidos, de controles de glicemias, de percepção sobre a ação de determinados alimentos em seu organismo, estar com os exames e consultas em dia, informar-se não só sobre sua doença, mas sobre o que ela pode ocasionar e manter-se otimista sempre. Foi a partir do meu interesse, da busca por informações, questionamentos com especialistas que me muni de conteúdo e consegui estabelecer uma relação entre eu, o DM e o conteúdo apreendido, tudo foi ficando mais fácil e entrando nos eixos. Nada caiu em minhas mãos de forma fácil, corri atrás dos meus direitos, entendi meus deveres e fui absorvendo e questionando o que me era passado.
Cinco meses depois fiquei grávida novamente, novos desafios vieram, era uma vida dentro de mim, que necessitava do meu organismo para desenvolver-se e que literalmente mexeu com todas as minhas estruturas, mas tê-lo em mim me fazia muito bem.
Iniciei a gestação usando insulinas Levemir e Humalog com constantes oscilações glicêmicas próprias deste período, porém pelo histórico de aborto e por outros problemas que fui desenvolvendo entramos com a bomba de insulina e com o sensor que me foram grandes aliados principalmente nas hipoglicemias assintomáticas. Tive uma gestação inteira de vômitos e enjoos, insônia, azias, enxaqueca, síndrome do túnel do carpo, meralgia parestésica, aumento do colesterol, constipação intestinal  ,  tireoide (valor aumentado), poliidrâmnio, hipertensão, inúmeros sangramentos, candidíase, colestase (coceira continua pelo corpo) dilatação e contração precoces, além do diagnóstico de um bebê cardiopata e macrossomico. Eram tantas coisas, tantos medicamentos... Haviam momentos que eu só queria parir logo para ter certeza que ambos viveríamos, mas logo estes pensamentos iam embora e a jornada continuava, meu psicológico precisava estar "estruturado"...

Havia também o desafio diário de lidar com as HIPO (queda de açúcar no sangue) e HIPERGLICEMIAS (alta do açúcar no sangue), as mesmas influenciam muito durante a gestação.
Em uma hipo, meu marido antes de me socorrer chamou minha atenção pois eu não havia feito um dextro anteriormente, me descontrolei e mordi  sua perna com uma força sem limites, ele pedia para que eu o soltasse e não conseguia, quando finalmente o larguei, deu dó  da pena dele (a marca da mordida ficou por meses nele).Tive diversos episódios de hipoglicemias que me transtornaram, meu maior medo era de que algo ocorressem com meu filho, pois isso poderia ocorrer.
As mais de 3 mil fitinhas de dextro que usei durante a gestação

Na gravidez tive uma internação e visitas semanais a endocrino (quarta feira), obstetra (segunda feira), a cada quinze dias nutricionista (quinta feira) e exames (sexta feira). Continuei trabalhando e adaptava os médicos aos meus possíveis horários, ia diminuindo o ritmo acelerado, mas não me isentei de nada. Engordei 8 quilos durante a gestação, tive uma dieta assídua e me dediquei ao máximo a ela.

Diante de tantas doenças eu me munia de cuidados assíduos, fé e muita leitura sempre dizem: 
 Educação em Diabetes salva Vidas e de fato salva!  Claro que cada caso é um caso, mas Informação, interesse mudam uma história, eu mudei duas histórias, a minha e a do meu filho, claro que nunca estive sozinha, tive um esposo presente, amigos e uma equipe médica competente, mas tudo dependia mais de mim do que deles.
Com trinta e quatro semanas meu guerreiro Davi resolveu estourar sua bolsa, acordei de madrugada com este susto. Fomos para o Hospital , me mandaram para outro de alto risco, minha obstetra não poderia fazer o parto sem prévio agendamento, foi um furdunço de madrugada, mas recebemos os cuidados necessários enquanto aguardávamos um cardiopediatra para o parto, e dez horas depois do rompimento da bolsa, eu, marido e bomba de insulina, entrávamos para o centro cirúrgico para conhecermos aquele rapazinho que revolucionou as nossas vidas.



Este rapaz nasceu com 3.510 kgs e 48 cm. Foi para a UTI Neo Natal onde passou 10 dias para ser assistido devido à hipoglicemia, síndrome da angústia respiratória, hipoglicemia, icterícia e cardiopatia. Não! Ele não nasceu com diabetes, sua hipoglicemia deu-se pois em meu ventre ele lidava com as minhas oscilações glicêmicas via cordão umbilical, portanto o pâncreas dele “fabricava” mais insulina, afim de lidar com esta situação, ao cortar o cordão umbilical, o pâncreas dele não necessitava mais da quantidade de insulina que ele excretava,sendo assim, por excesso de insulina em seu corpo ele teve hipo. Demora um tempinho para que o corpo do bebê entenda que ele não precisa mais “fabricar” tanta insulina, depois tudo normaliza.


Durante a gestação a palavra AMAMENTAÇÃO foi pesquisada por mim, principalmente por que queria entender isso em uma mulher com diabetes, fui instruída por algumas colegas “experts” no assunto, mas quando me deparei com uma UTI Neonatal, foi meio desesperador, eu só pensava em ver o bebe salvo e longe daquele lugar, todo o conhecimento neste quesito foi esquecido, eu sabia que lá ele tomava soro e fórmula e estava suficiente aquilo para mim, nenhum profissional da saúde me lembrou sobre amamentação e eu nem lembrei que produzia leite.

Até que no quarto dia uma enfermeira me perguntou o porquê de eu não ir para “sala da ordenha”, eu nem sabia do que ela estava falando. Com muita paciência a enfermeira foi me falando sobre amamentação e eu não havia sequer lembrado ou tentado. A primeira experiência foi traumática, coloquei em meu seio direito uma bomba tira-leite elétrica, não foi dolorido, mas nenhuma gota descia...Chorei! Me achei incapaz e envergonhada pois naquele lugar todas as mulheres tinham leite, e muitoooo e eu nada. Do peito esquerdo saíram 15 mls, que no mesmo momento foi dado via sonda para o Davi, mas sai dali péssima, com um misto de sentimentos... Feliz por meu filho tomar “algo meu” e triste pelos motivos já citados.
Achei que seria fácil, que logo sairiam jatos de leite, mas ao contrário, “eu não tinha leite”, não lembrei disso, ninguém me lembrou... Como eu poderia ter esquecido disso?
No sexto dia quando Davi pôde vir pro peito foi um “Deus nos acuda” ele estava na mamadeira (fórmula) e rejeitava o peito, era compreensível esta atitude dele, nunca havia ido para o peito e ainda era mais “complicado” que a mamadeira. Foi quando uma enfermeira orientou que comprássemos bico de silicone até que ele se adaptasse. Prontamente fomos a farmácia da esquina e compramos, esterilizamos e foi ali até que ele meio que aceitou mamar...
Percebendo meu desespero um dos pediatras da UTI me passou um medicamento na tentativa de me ajudar na produção do leite. Passei a ingerir muito liquido, mas não tinha sucesso, sem falar que para achar posição, nos ajeitarmos,era tenso...Gente do Céu! Que tormento! Sai do hospital convicta em comprar fórmula “meter” mucilon no menino e parar aquele calvário.

Fomos para casa, a tia do meu marido foi crucial neste processo, me estimulou amamentar, mas eu não largava a fórmula por insegurança. Davi era um bebe extremamente chorão e eu desesperada.
O medicamento começou a surtir efeito, comecei a ter muito leite, mas Davi se negava a pegar, quando pegava era muito rápido e como logo eu dava mamadeira pela agonia dele, ele meio que entendeu o processo. A tia com toda a paciência ficava conosco nos acalmando, passei a participar de grupos de amamentação no facebook, do plano de saúde, mas nada parecia condizer com minha realidade, pior do que me sentir incapaz, era ouvir das pessoas tudo o que ouvi...Me julgavam por meus seios serem pequenos, diziam que eu não teria leite para dar pro menino, que meu leite fraco pelo diabetes...Ah! Tantas coisas!!!!


Durante um tempo o processo era um só. Eu tentava dar o peito, ele rejeitava, eu tirava na bombinha, ele mamava, depois eu me irritava e complementava com a fórmula.
Um dia acordei decidida a passar a amamentar, poderia até usar a mamadeira, mas queria que mamasse em meu peito, os meus não racharam e nem nada, mas doíam de cheios que estavam, além de eu ter muito leite e ele não aproveitar nada.

Após levantar, na hora da mamada matinal decidi insistir no peito,ele não quis,chorou muito, decidi que aguentaria aquele show sem ceder, Davi chorou tanto que dormiu (sem mamar). Ao acordar outro show de choro, eu insisti no peito e ele nada, foi um bom tempo de agonia, choro e shows, eu olhava para aquele serzinho pacientemente e continuava insistindo, meu esposo foi quem surtou com o desespero do garoto, decidi que por nada iria dar  a mamadeira, até que depois de um bom tempo ele grudou no peito e não soltou mais... O tempo foi passando... Achamos a nossa posição, o nosso momento... Foi mágico!Foi libertador!
Ele mamava de todas as formas, sentado, de pé, deitado, no colo... Foi crescendo e escolhendo... Era um momento rico! Aqueles olhares que trocamos nos mais de dois anos da amamentação foram únicos, nunca mais o tivemos. Era regado de agradecimentos, paz, amor,ternura e carinho.
Junto com este momento, veio um enorme desafio: CONTROLAR AS GLICEMIAS, ALIÁS AS HIPOGLICEMIAS.
Precisei diminuir a insulina basal da bomba de insulina, diminui na contagem de carboidratos e as vezes nem a fazia, porém continuava tendo inúmeras hipos. Espalhei balas e sachês de açúcar pela casa inteira, até no banheiro tinha, mantive contato constante com a endocrinologista e avisei a família inteira do que se tratava, passando confiança a todos, pois o que eu menos precisava era quem me julgassem incapaz.


As hipos vinham do nada, às vezes assintomáticas, outras com sintomas clássicos: fadiga, fome excessiva, sudorese excessiva, tontura, tremores, apatia,confusão mental,palpitações , ritmo cardíaco acelerado, formigamento nos lábios , secura, ansiedade, dor de cabeça, fala arrastada, irritabilidade, nervosismo, palidez, pupila dilatada, sensação de formigamento, sonolência, tremor ou visão embaçada. Imaginem só, lidar com o cotidiano materno,doméstico, com nossas funções sociais e mais isso.
Engordei muito amamentando, o que não engordei na gravidez veio na amamentação, a cada hipo, as correções eram feitas com doces, a dieta desmoronou um pouco... Não bastava lidar com toda aquele montanha-russa, tinha me olhar no espelho, ver-me mais gorda, cheia de olheiras,responsabilidades e explicar para o “mundo”o porque de ter engordado, enquanto a maioria das pessoas neste momento emagrecem.
Fui incentivada várias vezes a deixar de amamentar, inclusive pelos médicos, mas eu queria proporcionar ao meu filho e a mim este momento.
 Confesso que não foi fácil! Houve momentos desesperadores, como em uma madrugada que ele acordou chorando, levantei para amamentá-lo e me sentia bem, fui pegá-lo no berço, a partir de então Anderson notou que o choro do Davi ia ficando incessante e eu andava descontroladamente pela casa, ao levantar notou que eu estava em hipoglicemia (estava com sudorese, confusão mental e falava coisas sem sentido desesperadamente).Meu marido pediu para pegar o Davi e eu não o entregava de jeito nenhum, quem tem hipo sabe que algumas vezes a gente se transforma, foi tenso! Quando finalmente ele conseguiu tirar Davi dos meus braços, eu estava pingando de suor gelada e não dominava mais meu corpo, o choro passou a me dar uma irritabilidade fora do normal, Anderson confuso sem saber quem acudir primeiro, mas lembrou que em uma hipoglicemia, sou sempre a primeira, me deu água com açúcar , me deitou na cama e foi cuidar do Davi dando-lhe fórmula, eu não tinha condições nenhuma de amamentá-lo naquele estado. Decidi manter a fórmula na minha ausência e em minha presença amamentá-lo. Surtei inúmeras vezes, só eu sei o que passei, mas decidi continuar amamentando, mesmo que para alguns a amamentação de verdade seja a exclusiva. Exclusividade para mim é mesmo diante de tudo o que passei, dar tamanha importância a AMAMENTAR.
Enriqueço este depoimento com histórias para que valorizem o processo de amamentação o quanto puderem, pois não sabem o que algumas mulheres passam para que ele ocorra. Tivemos outra história pela madrugada. Eu e meu marido dividíamos o levantar para pegar Davi do berço. Levantei para pegá-lo após ouvir seu choro, Anderson percebeu que o choro não parava, foi nos ver e me viu “amamentando” a fralda de pano do Davi,conversava com ela, a acalentava e Davi no berço continuava a chorar, na minha cabeça eu estava com ele em meus braços e não com uma fralda de pano.Rindo Anderson me acolheu,cuidou da hipo e deu mamadeira ao Davi.
Teria inúmeras histórias para contar aqui, mas elenquei estas duas para mostrar-lhes que muitas vezes não é fácil amamentar. Respeito tudo o que ouço sobre o porque de muitas mulheres não terem amamentado, compreendo e não julgo, cada um sabe de si e sabe o quanto estas cobranças nos pesam, mas digo que eu KATH decidi por AMAMENTAR, decidi por insistir,buscar informações, permitir-me chorar, gritar, esbravejar e me libertar das amarras que queriam me colocar, mesmo diante das adversidades eu e Davi tivemos momentos únicos enquanto eu o amamentava.
Aprendi que para sentir-me segura amamentando deveria medir mais a glicemia, fazer um pequeno lanche antes de dar de mamar, optar por alimentos integrais que ajudam a segurar mais a glicemia, ingerir mais água, com o auxílio da médica abaixar a insulina basal, algumas vezes precisei rever a contagem de carboidratos e muitas vezes nem a fazia, tudo neste momento era na base da percepção, não tinha fórmula mágica. As mães com diabetes tipo1 tendem a ter hipoglicemias porque o consumo de energia é superior ao normal pela produção do leite materno que vai riquíssimo em nutrientes. Nosso leite não é mais fraco, é tão rico quanto ao de qualquer outra mãe, não passamos diabetes pelo leite materno e nem transmitimos diabetes se precisarmos comer doces enquanto amamentamos (para corrigir uma hipo).

O Amamentei dois anos e sete meses, no início apresentei hipoglicemia, mas diminuindo insulina, controlando a alimentação e o corpo se acostumando a esta nova etapa, estes episódios foram diminuindo. Ele só deixou de mamar pois dialogamos muito,eu como mãe achei que era o momento para que outras coisas lhe ocorressem.
Com um ano o “tirei” da mamadeira, fomos para o copo de transição e nunca lhe dei chupeta.
Foram dias mágicos, mesmo diante de algumas hipoglicemias, me sinto privilegiada em poder ter amamentado meu filho. Não me arrependo de forma nenhuma.
Quando olho para trás, há exatamente 4 anos e 1 mês, vejo que minha história pôde REVOLUCIONAR vidas e mostrar que a maternidade com diabetes é possível, mas não basta querer ser mãe, tem que se inteirar, se envolver e principalmente se informar.

Coloquei o DIU Mirena e ainda não me sinto preparada para falar de um segundo filho, mas também não descarto a ideia.

Acredito piamente em gestação e maternidade na vida de mulheres com diabetes, e mais ainda, acredito que mulheres com diabetes bem informadas geram filhos com mais segurança e os educa para lidar com os constantes desafios da vida, pois já que somos um exemplo diário disso. 

        Aprendi muito nestas 34 semanas, muito mesmo, fiz tantas coisas, me organizei de inúmeras maneiras que hoje servem de dicas para outras mulheres.

Meu blog tomou outro rumo, de um simples diário de uma “diabética” tornou-se um BLOG FOCADO EM GESTAÇÃO E MATERNIDADE, senti a necessidade de buscar uma formação acadêmica neste sentido e hoje faço uma pós-graduação na área onde meu trabalho de Conclusão de Curso (TCC) aborda a temática do meu blog. Não sou da área da saude, tão pouco quero substituir um profissional desta área, quero apenas ENCORAJAR e mostrar que com os devidos cuidados e orientação médica este sonho é possível. Faço o que gostaria que tivessem feito por mim durante a gestação, só não faço mais pois meu tempo não me permite.
Davi é criado lidando diariamente com o diabetes, conhece todos os insumos e suas funcionalidades, entende o que é HIPO e HiPERGLICEMIA,sabe que em algumas vezes mamãe será sempre prioridade, vibra a cada nova conquista relacionada ao diabetes pois sabe o quanto isso é importante para mim, mesmo não entendendo ao pé da letra o que algumas coisas querem dizer. Diz que quando crescer será médico para cuidar de “gente que tem diabetes”rs (vamos ver rs). 

A fé e a informação guiaram o meu caminho

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Oie!

Sou Aline, tenho 21 anos, fui diagnosticada com DM1 há 12 anos, meu tratamento é com as Insulinas Lantus e Novorapid + contagem de carboidratos. Vou lhes falar sobre minha história com o diabetes e gestação.

Casei-me e sempre quisermos sermos pais, porém não fui autorizada pelo meu médico a engravidar, porque minha glicada estava em 13% e segundo ele seria impossível eu segurar o feto no ventre. Acredito que ele não estava errado de me informar sobre a realidade dos riscos do diabetes descompensado e gestação, mas acho que ele foi insensível nas palavras e forma de se colocar.

Aos 19 anos, mesmo diante das impossibilidades resolvi crer, assumir as responsabilidades e engravidar. Pois bem, um mês depois que o medico me disse isso, engravidei (parece que Deus queria dizer ao medico que Ele é o médico dos médicos).

Com o meu histórico, ouvi dos médicos que teria um aborto ou o bebê teria má formação. A mim só cabia crer e me cuidar, meu filho já havia sido concebido e eu faria o melhor por ele. Fiz todo o meu acompanhamento no plano de saúde e no início da gestação tomei medicamentos para segurá-lo. Foram meses certa que Deus não nos abandonaria, mas foi um caminho de solidão, as pessoas não criam em minha gestação, me senti muito sozinha...




Aos 6 meses fiz ultrassom e vi que meu bebê era perfeito, todos os órgãos funcionando perfeitamente. Quando eu estava de 7 meses minha pressão começou desestabilizar, por precaução com 34 semanas o médico resolveu interromper a gestação.

Fui internada e preparada para o parto, porém tive que aguardar 24 horas para que um leito na UTI Neonatal fosse liberado, já que meu bebe seria prematuro e provavelmente necessitaria de um. Foram horas tensas, meu corpo não suportava mais toda aquela situação.·.

Quando me levaram para a sala de parto, soube que não estava no tempo certo de jejum para tomar a anestesia, mas mesmo assim resolveram aplicar... Ah! Chega uma hora que você nem mais questiona, só pensa em ter a cria nos braços...

A partir dali começou um calvário, eles não conseguiam cortar a minha barriga, quando cortaram não conseguiam tirar o bebê de dentro... Imaginem a tensão e eu presenciando tudo aquilo e temendo por meu filho. Quando finalmente conseguiram tira-lo, o bebê não chorou, não respirou, estava completamente roxo.

Foi um desespero...

A pediatra e uma enfermeira fizeram os procedimentos para reanimá-lo varias e varias vezes e ele não reagia, não respirava, porém o coração batia. Até que a pediatra desistiu, se afastou, balançou a cabeça e disse "VIXI!". Nessa hora, eu só chorava me desesperei e então resolvi orar! Naquele silêncio terrível que estava na sala de parto, eu orei falando "Meu Deus! O Senhor permitiu que eu viesse até aqui pra perder meu filho agora? Eu NÃO aceito!” Quando terminei de orar, o Gabriel respirou!

Gabriel Henrique nasceu no dia 19/11/2015, de 34 semanas, 44 cm e 2.735kgs. Nasceu gordo pra idade gestacional, por causa da diabetes, mas isso foi muito bom, porque ele não precisou ficar internado pra pegar peso.

Por fim, ele nem precisou ir pra UTI, ficou num lugar menos intensivo e em 2 dias já estava fora da incubadora e ficou mais 3 dias internado apenas tomando banho de luz.

Era certeza absoluta que ele nasceria com hipoglicemia, mas a glicemia dele não alterou em nenhum momento.


Durante a gestação eu comecei fazer a contagem de carboidratos, a glicada no fim da gestação estava em 7%. Não foi fácil... A pressão psicológica era demais, me cobrava,chorava em cada HIPER, ninguém acreditava que pudesse dar certo, nem mesmo minha família.

Mas Deus mostrou sua infinita bondade e o seu nome foi glorificado por meio da vida do Gabriel.

Engordei 12kgs na gravidez e após 10 meses dele ter nascido eu já tinha perdido 20kgs.

Amamento até hoje, sem complementação de outros leites. Hoje ele tem 1 ano e 7 meses, pegou gripe 2 vezes e otite 2 vezes, é extremamente saudável e inteligente, nunca aparentou ser prematuro.


Tive depressão pós - parto, até o terceiro mês foi tudo muito difícil e eu só voltei a minha sã consciência após o décimo mês.

Não tive o apoio de ninguém neste período, na verdade acho que ninguém nem notou. As pessoas são muito alheias umas as outras. Não tive animo de nada, não pensava em nada, não fazia nada, além de cuidar do meu filho. Não passava nem uma vassoura no chão, mal escovava os dentes e tomava banho, não penteava os cabelos. Queria somente cuidar e ficar com ele, sentia uma necessidade gigantesca de ficar simplesmente sozinha com a minha cria.


Como eu sou uma pessoa que busco me informar muito, a certa altura eu comecei a perceber que estava com sintomas da depressão e depois de uma conversa com meu marido, fui me forçando a fazer as atividades que não fazia e eram primordiais no meu dia a dia.

Na medida do possível meu marido tentava me ajudar, mas no fundo pouco sabia o que fazer diante de tudo o que estava nos acontecendo, sei que com o passar dos meses fui me conscientizando e melhorando. Foram dias estranhos ,mas que muito me ensinaram.

Um fato que cabe ressaltar é que Gabriel era um bebe extremamente chorão, já não sabia mais o que fazer,pesquisei e vi que ele se enquadrava  no bebê high need, foi ai que com informações fui administrando esta questão, acho que vale a leitura (fica a dica).

Sou dona de casa, mas digo que conciliar o diabetes, casa e filho não tem sido fácil, logo no inicio a glicada voltou à casa dos 12%, depois 13% e agora está em 10%.

Se me perguntarem se eu aconselho a engravidarem como e,u com descontrole,não aconselho, acho que todo o estresse e pressão deve-se a isso, neste sentido afetou em meu psicológico, mas de forma inexplicável eu tinha certeza que no meu caso daria tudo certo.



Pretendo engravidar novamente daqui algum tempo, mas não farei novamente com a glicada tão alta e nem recomendo que façam o que eu fiz.

Minha mensagem para as mães que desejam engravidar é...


SIM! É possível termos filhos e filhos saudáveis! Não deixem que a doença (e médicos) matem seus sonhos, não permitam serem derrotadas por isso. Porque existe nos céus um Deus que tudo pode, o Deus do impossível, o Deus que abriu o mar, parou o sol e sim, me deu um filho lindo, saudável e perfeito, mesmo que prematuro com 34 semanas. Basta crer! Tenham fé!

Para quem deseja, segue o link do depoimento da minha gestação
(http://diabetesevoce.blogspot.com.br/2015/11/foi-com-muito-esforco-e-coragem-que.html)

De repente descubro: Grávida de 4 meses, sem planejamento e cuidado...Como foi minha gestação? Acompanhem!

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Há tempos planejo contar a minha experiência com a maternidade, resisti por não achar que servisse de exemplo, mas como nem tudo na vida é pensado e planejado hoje resolvi escrever.

Fui diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 25 anos de idade, a forma foi bem traumática, fui direto para o coma diabético por cetoacidose, isso tudo me despertou um senso de responsabilidade que eu nem sabia existir em mim. 

Resolvi conviver da melhor forma possível com a minha nova companheira inseparável (Diabetes) e seguir o primeiro e mais valioso conselho que recebi de uma médica ainda durante a minha internação, ela disse para eu me informar sobre a minha doença e que isso faria toda a diferença em minha vida.

Quando sai de lá busquei seguir esse conselho à risca, busquei sites, li tudo o que havia disponível na época, fui a congressos da ADJ e tudo mais, e em um desses congressos assisti a uma palestra que falava sobre diabetes e gravidez, não me lembro o nome da palestrante, mas lembro bem das informações, ela mostrou dados e disse que gravidez segura em DM1 era quase utopia, que era preciso 3 anos de um bom controle para ter uma gestação segura , falou dos riscos de má formação, de morte súbita, do alto índice de morbidade para mãe e filho e me deixou muito assustada, decidi que não correr esse risco e ponto final. Muito tempo antes descobri ter SOP (síndrome do ovário policístico) e prolactinemia (excesso de produção do hormônio Prolactina), dois problemas que comprometem a fertilidade, estava decidido, apesar do grande desejo de ser mãe que esse era um sonho impossível. 

Segui a vida, em 2009 conheci o homem que seria o meu companheiro pra vida, numa conversa franca e um tanto difícil, lhe expliquei que não queria ter filhos pois os riscos e as dificuldades seriam grandes, apesar de muito apaixonada o deixei livre para escolher outra pessoa, caso seu desejo de ser pai fosse prioridade.Ele disse que esta decisão cabia a mim e que apoiaria. Nos casamos em 2012 e em 2014 voltei a tomar o medicamento para a prolactinemia, até então tomava anticoncepcional, mas vez ou outra esquecia de tomar a pílula, um pouco da falta de assiduidade se dava por saber que com a prolactina em níveis altos impede a ovulação. 

Bem, em agosto/2014 voltei a tomar o medicamento, até aí sem novidades, mas eis que em Janeiro de 2015 notei algumas diferenças em meu corpo, marquei consulta com minha ginecologista, que sempre me incentivou a ter um bebê, dizendo que muitas diabéticas têm filhos saudáveis e tal,não desconfiei de nada, fui porque já estava na hora de fazer os exames periódicos.

Enfim no dia da consulta me olhando no espelho achei a cintura menos evidente, pensei: 

-Será? Mas relaxei, acabei de me arrumar e fui. 

Chegando lá, durante o exame, ela novamente me perguntou se eu não teria mesmo filhos, e disse que eu sentiria falta quando estivesse com uns 45 ou 50 anos, eu brinquei:

-Ah, doutora aí já será tarde!

 Ela acabou de me examinar e disse:

-Você está grávida!!!

Fiquei assustadíssima!Como??? Não senti nada, e a glicada estava em 8,7%...Como???Se eu não tinha feito nada do que era preciso para ter uma gestação segura?Com 12 anos de DM1 com um controle um tanto aquém do ideal??? 

A médica ainda ressaltou:

-Você deve estar de uns 4 meses!!

 Me senti uma inconsequente...

Quis contar primeiro para o meu marido, que ficou radiante com a novidade. Isso tudo numa sexta-feira, na segunda fiz um ultrassom, 20 semanas de gestação, um menino, um misto de alegria e preocupação...Como eu poderia estar grávida de 5 meses e não ter desconfiado e não ter sentido nada????

Um pouco de tranquilidade por que estava tudo bem com o pequeno, meu filhote apesar de toda a falta de cuidados crescia bem e saudável segundo o médico que fez essa primeira ultrassonografia. 

Voltei uma 1 semana depois com a ginecologista que me avisou que não estava familiarizada com gestação de diabética, procurei um especialista em gestação de alto-risco do convênio e no posto de saúde, já que meu convênio estava iniciando e eu não teria assistência para o parto.

Iniciou-se uma vida de ainda mais dextros, cuidado redobrado com alimentação, tensão e felicidade sem limites. Minha endócrino avisou que poderia continuar com o tratamento com Lantus e Novorapid, mas que nos hospitais o protocolo era NPH e Regular e por isso achou melhor voltar pra NPH e manter a Novorapid já que se eu precisasse de atendimento de urgência seria este o procedimento nos hospitais. Muitas hipos noturnas, um susto ou outro e a barriga crescendo, um sentimento de estar completa, de nunca mais estar sozinha, uma amor que crescia, um amor sem explicação, um amor que justificava todos os cuidados. Afinal estava ali, dentro de mim a prova de que o diabetes não poderia me impedir de realizar nenhum sonho. Todo esforço seria recompensado no dia que eu pudesse ver aquele rostinho sonhado.


Com 27 semanas veio um descontrole nos dextros e em uma consulta com a médica do posto ela me encaminhou para o hospital para fazer um perfil glicêmico, no hospital veio a informação que teria que ficar internada por 24h e a descoberta do motivo do descontrole, uma infecção urinária.Foram 5 dias de internação, sai mais tranquila e com a glicemia mais controlada. Exames e mais exames, tudo ia bem comigo e com bebê, mínimo de 8 dextros por dia, lanche ás 3h da madrugada para evitar hipo, alimentação leve de 3 em 3 horas, caminhadas leves e cuidado para não ganhar muito peso. 




E assim seguia...

Minha endócrino é a favor de antecipar o parto, pois segundo ela o ambiente de alto risco de uma mãe diabética não é bom para o bebê, para ela a partir das 36 semanas qualquer hora pode ser a hora. O médico do convênio agendou o parto para 38 semanas e 4 dias.

Com 36 semanas e 4 dias nova consulta com a obstetra do posto que disse estar tudo bem com o bebê e comigo, que ele estava encaixado e tudo indicava que poderia até nascer de parto normal, mas pediu que eu fosse ao hospital fazer acompanhamento, chegando lá o obstetra de plantão achou melhor me internar para acompanhar a glicemia e o desenvolvimento do bebê, isso em uma quinta-feira, na sexta o Dr José Luiz me avaliou, aproveitei para pedir que ele fizesse o parto logo, já que no sábado completaria 37 semanas, ele foi enfático em dizer que não, que 37 semanas poderia ser cedo, pediu cardiotoco diário e uma ultrassonografia para segunda-feira, deixou claro que eu só sairia dali depois do nascimento do meu pequeno.

Chegou a esperada segunda-feira, ultrassom normal, bebê em atividade, o líquido aminiótico um pouco aumentado, mas nada que inspirasse maiores cuidados. A tarde durante o cardiotoco a surpresa: O  bebê estava entrando em sofrimento. Chamaram o Dr. José Luiz que chegou todo animado em meu quarto e disse:

-Ana Paula é hoje!!!!! Vamos fazer seu parto!A  partir de agora você está em jejum, ás 20h as meninas virão te buscar!!!! 

Não sei explicar o que senti naquele momento, um misto de medo e alegria, ansiedade por ver meu filho...Como seria? Precisaria de UTI ou poderia sair comigo? Tantas coisas na cabeça...

Enfim as 20h30h no final da visita vieram as enfermeiras me buscar, tudo pronto, faltava pouco para eu ter meu milagre em meus braços. 




Foi então às 21:01h do dia 29 de junho de 2015 que o Murilo nasceu, com 37 semanas e 2 dias, 50 cm e 3.450kg de parto cesárea.Ouvir o seu choro foi a maior emoção da minha vida, ver aquele rostinho, aqueles olhinhos me olhando como que dizendo:

 -Sou eu que não te deixava dormir, que fiz seu corpo mudar,  que vim para mudar de vez a sua vida e te ensinar que nada pode te impedir de ser feliz, que diabetes não pode te impedir de realizar nenhum sonho...




Foi gratificante!


Murilo nasceu com hipoglicemia, o que já era esperado, não foi para o quarto comigo, ficou no berçário sendo acompanhado e monitorado durante 3 dias para normalizar a glicemia. Surgiu a icterícia, mais 6 dias de fototerapia, ao final de 9 dias eu podia trazer meu milagre para casa e experimentar mais plenamente a mais incrível experiência de minha vida.




Durante a gravideź consegui baixar a glicada para 7% sei que não é o ideal, mas fico imensamente feliz por ter dado tudo certo, o Murilo nasceu bem, com peso dentro do esperado, sou imensamente grata à Deus que permitiu que eu realizasse esse sonho.




Hoje ele tem 1 ano e 10 meses e confesso que tenho vontade de ir para o segundo, agora com mais responsabilidade,estou tentando ajustar a glicemia e outras coisinhas mais para quem sabe até o final do ano encomendar o segundinho.Quem sabe?



MEDTRONIC BUSCA CORREDORES DE TODO O MUNDO PARA COMPOR O TIME GLOBAL CHAMPIONS 2017

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Inscrições já estão abertas: www.medtronic.com/globalchampions
  • Atletas selecionados ganham kit e viagem para a maratona Medtronic Twin Cities ou a corrida Medtronic TC de 10 milhas em outubro
  • Até 20 pessoas que se beneficiam do uso de tecnologias médicas serão escolhidas para integrar o time Global Champions 2017

São Paulo, abril de 2017 – A Medtronic, líder global em tecnologia médica, acaba de abrir as inscrições para o time Medtronic Global Champions 2017. O programa reconhece atletas amadores que conquistaram novas perspectivas de vida ao mudar suas condições de saúde e retornar à vida ativa com a ajuda de soluções e tecnologias médicas.

Até 20 pessoas serão selecionadas para o time por um comitê da Medtronic e representantes da ONG Twin Cities in Motion, uma organização sem fins lucrativos que organiza a prova Medtronic Twin Cities. Os indivíduos selecionados receberão um kit de corrida para si e um convidado (seja a maratona Medtronic Twin Cities ou a corrida Medtronic TC 10 milhas), além de pacote de viagem que inclui passagem aérea, hospedagem e uma série de eventos para o Global Champion e seu convidado. Os candidatos devem se certificar que discutiram a participação na corrida com seus médicos.

Os atletas do time Global Champion devem ter realizado implante de equipamento, terapia ou procedimento médico para tratar doenças do coração, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes, câncer, dor crônica, problemas de coluna ou neurológicos, obesidade ou doenças gastrointestinais ou urológicas. Não há restrições sobre o fabricante dos equipamentos, terapias ou procedimentos médicos.

“Nossa seleção de Global Champions mostra ao mundo que a vida com uma condição de saúde pode ser ativa com a ajuda de tratamentos, soluções e tecnologias médicas de qualidade”, diz Rob Clark, vice-presidente de marketing e comunicações globais da Medtronic. “Enquanto nós honramos os Global Champions, também oferecemos uma plataforma para que consigam alcançar outras pessoas vivendo em condições e circunstâncias médicas semelhantes. Ao compartilhar suas extraordinárias histórias com o mundo, nós esperamos educar, inspirar e encorajar as pessoas para que tomem atitudes para melhorar sua própria saúde”.


A prova Medtronic Twin Cities 2017 acontece de 29 de setembro a 1º de outubro. Inscrições e informações completas para participar do time Global Champions 2017 estão disponíveis no site medtronic.com/globalchampions. O prazo para as inscrições é 12 de maio de 2017.

Serviço
Prova Medtronic Twin Cities 2017
Data: 29 de setembro a 1 de outubro de 2017
Inscrições: Até 12 de maio de 2017 pelo site: www.medtronic.com/globalchampions
Local: Minneapolis (Minnesota) - EUA